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Paciente de 62 anos, masculino, hipertenso e ex-tabagista (40 anos-maço), foi internado por pneumonia grave associada à sepse. Evoluiu com insuficiência respiratória aguda e foi intubado, com diagnóstico de SARA grave (PaO₂/FiO₂ = 80 mmHg com FiO₂ de 0,9). Foi iniciada ventilação protetora (volume corrente de 6 mL/kg de peso predito, PEEP de 14 cmH₂O) e sedação profunda. Após 48 horas, o paciente mantém hipoxemia grave (PaO₂/FiO₂ = 72 mmHg), acidose respiratória (pH = 7,22, PaCO₂ = 65 mmHg), distensão abdominal importante e pressão de platô = 32 cmH₂O. A ultrassonografia pulmonar revela áreas de consolidação extensas nos lobos inferiores.
Qual seria a conduta mais adequada neste caso?
Aumentar a PEEP para 18 cmH₂O e ajustar a FiO₂ para 1,0 para maximizar a oxigenação alveolar.
Iniciar ventilação prona por pelo menos 16 horas/dia e considerar avaliação de recrutamento alveolar.
Realizar oxigenação extracorpórea por membrana (ECMO) como medida inicial, dada a gravidade da hipoxemia.
Reduzir o volume corrente para 4 mL/kg de peso predito e ajustar a frequência respiratória para limitar a acidose respiratória.
Introduzir bloqueadores neuromusculares contínuos e iniciar estratégias de ventilação de alta frequência oscilatória.