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A qualidade dos cuidados de saúde desafia os médicos de família. Agora e futuramente tais profissionais estarão mais sujeitos a tomar decisões de não administrar ou suspender medicamentos (desprescrição), prevalecendo-se assim uma abordagem mais abrangente e não absolutamente centrada no medicamento. Isso posto, seguindo os princípios da polifarmácia e da desprescrição, cabe ao médico:
Ter por meta não alterar prescrições de seus pacientes, geralmente eles têm mais de 3 morbidades, acompanham com diferentes especialidades focais e devem sempre mantê-las sem intervenção.
Ter por meta utilizar a expectativa de vida média do paciente para os jovens, não alterando as medicações preventivas em idosos, por estes já terem comprovados os seus benefícios.
Ter por meta que a polifarmácia e a desprescrição é exclusivo para os pacientes idosos, devido a idade avançada ser fator de risco para comorbidades e desencadeadora de reações adversas aos medicamentos.
Ter por meta que pessoas idosas não podem participar do manejo de sua prescrição por ser difícil para reconhecerem os efeitos colaterais de fármacos usados e não apreciarem a suspensão do uso de qualquer de seus medicamentos.
Ter por meta não mais que 5 fármacos a serem tomados por uma única pessoa, conversar com o paciente, decidir um plano terapêutico juntos.