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A figura a seguir ilustra didaticamente o sistema hemostático de um paciente normal e de um paciente cirrótico:

Legenda: VWF: fator de Von Willebrand, tPA: ativador do plasminogênio tecidual, TFPI: inibidor da via do fator tecidual
Ciente que no paciente cirrótico há alteração dos fatores pró-hemostáticos mas também daqueles anti-hemostáticos, nas três fases da hemostasia. Assinale a alternativa que identifica corretamente três fatores que respectivamente se elevam, e três que reduzem na cirrose:
Fator tecidual, Proteína S, Análogos de Lisina; TFPI, Plasmina, Antiplasmina.
Fator VII, Fator V, Plasminogênio; PAi, Fator IV, TFPI.
Trombina, Proteína C, tPA; TFPI, Fibrinogênio, Antiplasmina.
VWF, Fator VIII, tPA; Plaquetas, Fibrinogênio, Antiplasmina.
Fator VII, Antitrombina, Plasminogênio; Plaquetas, Fator IV, TFPI.
Sobre antagonistas colinérgicos muscarínicos é INCORRETO afirmar:
Os antagonistas muscarínicos mais utilizados em clínica anestesiológica são a atropina, a escopolamina e o glicopirrolato, sendo que as suas principais ações farmacológicas são a inibição de secreções brônquicas, salivares, pancreáticas e gastrointestinais, aumento da freqüência cardíaca, relaxamento da musculatura traqueobrônquica e gastrointestinal.
As ações antimuscarínicas variam de intensidade de uma droga em relação a outra, isso porque a inibição da transmissão não é uniforme, pois depende do grau de afinidade e de penetrabilidade da droga em relação aos receptores muscarínicos.
Os efeitos antimuscarínicos dos derivados atropinicos se devem a uma inibição competitiva com acetilcolina a nível de receptores muscarínicos existentes em órgãos inervados por terminações nervosas pós-ganglionares colinérgicas e de receptores adrenérgicos muscarínicos (bloqueio competitivo).
A atropina e a escopolamina possuem ações antieméticas. Entretanto, a escopolamina reduz a pressão de abertura da esfíncter inferior do esôfago, o que, teoricamente, aumenta o risco de regurgitação ativa.
A atropina e a escopolamina produzem uma bradicardia paradoxal quando administradas em pequenas doses.
Quanto a hipertermia maligna relacionada à anestesia, indique a alternativa INCORRETA:
Trata-se de uma doença hipermetabólica e farmacogenética do músculo esquelético.
O gene receptor rianodina produz uma proteína que determina o fluxo de sódio nos canais do músculo esquelético.
A febre é resultado e, não causa, do estado hipermetabólico do músculo esquelético.
O teste de contração muscular ao halotano e à cafeína é o padrão adotado internacionalmente para o diagnóstico.
Tratamento na fase aguda: interrupção da inalação de anestésicos; hiperventilação com oxigênio 100%; dantroleno sódico 2,5mg/kg repetido até o controle das manifestações.
A figura a seguir ilustra uma simulação computadorizada do uso de rocurônio na dose de 0,45 mg/kg e o seu efeito em 2 grupamentos musculares diferentes: músculo X e o adutor do polegar:

Assinale a opção com a identificação do músculo X e interpretação farmacológica da figura corretas:
Músculo X: flexor do hálux- a potência molar menor explica o início de ação rápido.
Músculo X: diafragma- a meia vida de eliminação maior explica a rápida recuperação.
Músculo X: orbicular- a DE95 menor explica o rápido início de ação e a rápida recuperação.
Músculo X: adutor laríngeo- a t1/2 ke0 menor explica o início de ação rápido.
Músculo X: corrugador do supercílio- a CE50 menor explica a recuperação mais rápida.
Quanto à rabdomiólise é INCORRETO afirmar:
Pode ser fruto de compressão muscular ou de reação a agentes anestésicos.
As manifestações clínicas podem variar desde uma doença assintomática até uma condição de risco à vida com enzimas muito elevadas, insuficiência renal aguda (IRA) e distúrbios eletrolíticos.
A elevação da creatinofosfoquinase, que se deposita nos glomérulos, pode levar a insuficiência renal e diurese em menor volume, com coloração esverdeada, opaca e em grumos.
A proteção renal envolve a diurese forçada com hiper-hidratação, alcalinização da urina com infusão de bicarbonato e estímulo diurético com furosemida e manitol.
Nos casos de rabdomiólise secundária à síndrome compartimental dos membros inferiores deve-se proceder com fasciotomias descompressivas o mais precocemente possível. Para cessar a isquemia muscular.