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Na confecção de um estoma, algumas etapas técnicas visam reduzir complicações como isquemia, retração e deiscência, envolvendo escolha do segmento intestinal, preparo da parede abdominal e manobras de maturação/fixação. Sobre esse tema, assinale a alternativa INCORRETA.
Recomenda-se excisar uma porção circular de pele de aproximadamente 2 cm e preservar a gordura subcutânea para fornecer suporte ao estoma.
O estoma idealmente deve ser transretal e a abertura fascial deve permitir a passagem de 2 dedos.
Deve-se selecionar intestino normal, mobilizá-lo adequadamente para evitar tensão e preservar o suprimento sanguíneo, incluindo a artéria marginal do cólon e o último arco vascular do mesentério do delgado.
É aceitável expor a serosa do intestino delgado em mais de 5 cm de mesentério, desde que haja boa mobilização e ausência de tensão sobre o estoma.
Entre as manobras possíveis, incluem-se maturação primária (em estoma terminal ou segmento aferente de ileostomia em alça), túnel extraperitoneal, fechamento mesentérico-peritoneal, fixação ao anel fascial e uso de barra de suporte em estomas em alça.
Mulher, 62 anos, submetida há 10 dias à cirurgia colorretal com anastomose. Evolui, a partir do 8º dia pós-operatório, com distensão abdominal, dor em cólicas, náuseas e vômitos biliosos e parada de eliminação de flatos e fezes. Ao exame, apresenta abdome distendido, ruídos hidroaéreos aumentados, sem sinais de peritonite. Raio X de abdome mostra alças de delgado dilatadas com níveis hidroaéreos; potássio 3,1 mEq/L. Sobre obstrução intestinal pós-operatória e íleo pós-operatório, assinale a alternativa INCORRETA.
Na obstrução intestinal parcial, há passagem de conteúdo luminal para distal, ainda que com trânsito lento.
A obstrução intestinal pós-operatória precoce (mecânica) é definida como a que ocorre nas primeiras 6 semanas após a cirurgia.
A maioria das obstruções intestinais pós-operatórias precoces decorre de aderências (>90%).
Após cirurgia abdominal, o cólon costuma recuperar a motilidade entre 24h e 48h, enquanto o estômago leva cerca de 12h.
O íleo pós-operatório tem fisiopatologia multifatorial, envolvendo fatores neurogênicos, inflamatórios, hormônios/neuropeptídeos entéricos, distúrbios eletrolíticos e opioides.
Em 2025, as indicações de Cirurgia Bariátrica e, consequentemente, do referenciamento para cirurgia foram atualizadas. Dessa forma, assinale a alternativa que indica qual alternativa não corresponde a uma recomendação oficial de indicação cirúrgica atual.
Adolescentes a partir de 14 anos, com obesidade grave e IMC > 40kg/m² podem ser referenciados para a cirurgia.
Diabéticos com tempo de doença acima de 10 anos não têm mais indicação de cirurgia metabólica.
Pacientes com IMC acima de 30kg/m² associado a doença cardiovascular com lesão de órgão alvo, podem ser indicados para cirurgia.
O médico psiquiatra passa a compor a equipe multidisciplinar de maneira regular, em conjunto com o psicólogo.
Na ausência de médico endocrinologista, o clínico geral pode compor a equipe multidisciplinar, visando a avaliação préoperatória adequada.
Paciente feminina, 62 anos, foi submetida à colectomia direita com linfadenectomia à DII para tratamento de adenocarcinoma do cólon. É hipertensa leve, sem outras comorbidades.
Uma terapia nutricional imunomoduladora no pré-operatório pode trazer os seguintes benefícios, à exceção de um. Assinale-o.
Favorecer a cicatrização.
Abreviar o tempo de internação.
Diminuir a incidência de fístulas digestivas.
Melhorar a resposta imunológica pela diminuição do CD4.
Melhorar a resposta inflamatória com diminuição da interleucina 6.
Sobre as recomendações para pacientes não cirúrgicos com colecistite aguda, assinale a alternativa correta.
A drenagem biliar percutânea é preferida para todos os pacientes com colecistite aguda.
A drenagem biliar transpapilar endoscópica é recomendada para pacientes com perfuração da vesícula biliar ou colecistite enfisematosa.
A drenagem biliar percutânea é preferida para pacientes com instabilidade clínica ou que não toleram sedação moderada.
A drenagem biliar ecoguiada é contraindicada para pacientes com stent metálico obstruindo o ducto cístico.
A drenagem biliar transpapilar deve ser evitada nos pacientes candidatos a transplante de fígado.


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A fissura anal é uma doença de caráter benigno, porém que impõe sofrimento considerável, prejudicando a qualidade de vida.
Sobre essa patologia, assinale a alternativa correta.
A tríade fissurária é composta por: plicoma sentinela, dor e papila anal hipertrófica
Na tuberculose anal, as ulcerações são semelhantes às fissuras inespecíficas, podendo evoluir com destruição esfincteriana e fistulizações.
Na leucemia, podem ocorrer ulcerações anais secundárias à infiltração leucêmica, extremamente dolorosas e que necessitam de fissurectomia.
A maior parte das fissuras apresentam-se concomitantes na linha média anterior e posterior.
Fissuras com duração maior do que 4 semanas são classificadas como fissuras crônicas.
Em relação à esofagostomia cervical, assinale a alternativa correta.
O lado direito é o preferencial e o mais utilizado.
A incisão deve ser realizada 3 cm acima e paralelamente ao terço lateral da clavícula.
Deve-se realizar a identificação e a ligadura da veia jugular interna.
A artéria carótida, a veia jugular interna e o nervo vago devem ser retraídos medialmente.
A dissecção deve se manter próxima à parede esofágica, minimizando o risco de lesão do nervo laríngeo recorrente.
Paciente do sexo feminino, 38 anos, com índice de massa corporal (IMC) de 38 kg/m², relata histórico de obesidade desde a adolescência. Apresenta comorbidades associadas, incluindo hipertensão arterial sistêmica, diabetes tipo 2 e apneia obstrutiva do sono confirmada por polissonografia. Após tentativas fracassadas de perda de peso com abordagem clínica (dieta, exercícios e medicamentos), a paciente procura avaliação para cirurgia bariátrica.
Com base no caso apresentado, em relação aos critérios de indicação ou manejo da cirurgia bariátrica, as afirmativas a seguir estão corretas, à exceção de uma. Assinale-a.
A paciente atende aos critérios de IMC para a cirurgia bariátrica, já que apresenta comorbidades.
A paciente tem indicação cirúrgica porque não apresenta patologias que determinem uma baixa expectativa de sobrevida.
Após uma boa avaliação multidisciplinar (endocrinologista, psicólogo e nutricionista) antes do tratamento cirúrgico, o sucesso da cirurgia bariátrica pode ser atribuído exclusivamente ao procedimento corretamente escolhido.
As vantagens da técnica da gastrectomia vertical são a simplicidade técnica, preservação do piloro evitando a ocorrência de dumping, redução metabólica dos níveis de grelina, redução de hérnias internas e redução da má absorção nutricional.
A derivação gástrica em Y-de-Roux, caracterizada pela criação de uma pequena câmara gástrica junto à pequena curvatura e pela exclusão do restante do estômago, incluindo todo o fundo e o antro gástrico, o duodeno e a porção inicial do jejuno. Como efeito principal, leva à saciedade mais precoce e maior perda de peso.
Homem de 53 anos, com quadro de linfoma difuso de grandes células B com grande conglomerado linfonodal no mesentério. Iniciou esquema quimioterápico (CHOP) e, após 1 semana da primeira infusão, apresenta quadro de dor abdominal intensa, procurando o pronto-socorro. Apresenta-se com abdome distendido, doloroso à palpação de mesogastro, ruídos hidroaéreos ausentes. FC: 113 bpm e PA: 107 x 74 mmHg. Exames relevantes: hemoglobina: 12 g/dL; hematócrito: 36%; leucócitos: 18.500/mm3 ; neutrófilos segmentados: 85%; bastonetes: 10%; plaquetas: 420.000/mm3 ; PCR: 220 mg/L. Realizou ainda a tomografia de abdome demonstrada a seguir:

(Arquivo pessoal; imagem usada com autorização)
Durante a abordagem, no intraoperatório, encontra-se extensa infiltração mesentérica.
Dessa forma, qual conduta deve ser priorizada?
Ressecção em monobloco completa com reconstrução vascular.
Ressecção limitada ao segmento perfurado, mesmo com margem no mesentério comprometida.
Rafia em dois planos do local perfurado e drenagem da cavidade.
Lavagem da cavidade e drenagem externa da área perfurada para nortear fístula enterocutânea.
Paciente de 60 anos, sem comorbidades, com adenocarcinoma gástrico distal T2N1M0 confirmado por estadiamento clínico. Está indicada cirurgia com intenção curativa. Com base nas diretrizes atuais e evidência científica, qual deve ser a conduta padrão em relação à linfadenectomia?
Linfadenectomia D3 é obrigatória em adenocarcinomas indiferenciados.
A linfadenectomia não interfere na sobrevida global.
Linfadenectomia D0 é suficiente em tumores iniciais T1N0.
Linfadenectomia D1 é preferida em todos os estágios pela menor morbidade.
Linfadenectomia D2 é padrão, desde que realizada por equipe experiente.


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Em um by-pass gástrico em Y de Roux, a alça alimentar foi confeccionada com 120 cm, e a alça biliopancreática, com 50 cm. A anastomose gastrojejunal foi feita por técnica manual. Qual a principal vantagem da anastomose gastrojejunal antecolônica e antegástrica em relação a transmesocólica?
Reduz o risco de hérnia interna.
Facilita a drenagem do conteúdo biliar.
Evita compressão do ângulo de Treitz.
Diminui o risco de fístula anastomótica.
As complicações tardias da cirurgia bariátrica podem se manifestar de forma aguda, exigindo atenção médica imediata. Considerando as possíveis complicações e suas respectivas abordagens, analise as afirmativas abaixo.
I. A hérnia interna é uma complicação comum após o bypass gástrico em Y de Roux, geralmente se manifestando por meio de dor abdominal aguda e intermitente, frequentemente localizada no epigástrio. A tomografia computadorizada com contraste oral é o exame de imagem de escolha para o diagnóstico.
II. A estenose da anastomose gastrojejunal após bypass gástrico em Y de Roux é uma complicação frequente, com sintomas como náuseas, vômitos e disfagia. O tratamento inicial geralmente envolve dilatação endoscópica com balão, podendo ser necessária a revisão cirúrgica em casos refratários.
III. As úlceras marginais, que ocorrem próximas à anastomose gastrojejunal após bypass gástrico em Y de Roux, podem resultar em sangramento gastrointestinal. O tratamento inicial geralmente é clínico, com inibidores da bomba de prótons em altas doses, sendo a cirurgia reservada para casos de sangramento persistente ou recorrente, apesar do tratamento clínico adequado.
IV. A perfuração de úlcera marginal após bypass gástrico em Y de Roux é uma complicação grave que exige intervenção cirúrgica imediata. O tratamento cirúrgico geralmente envolve revisão e reconstrução da anastomose gastrojejunal junto com ressecção da úlcera e colocação de dreno abdominal.
Estão corretas apenas as afirmativas:
I e II.
III e IV.
I e III.
II e IV.
Quais são os limites anatômicos da hérnia de Petit?
Crista ilíaca, margem anterior do músculo grande dorsal e margem posterior do músculo oblíquo externo.
12a costela e ligamento lombocostal, medialmente pelo grupo paraespinal e músculo oblíquo interno.
Crista ilíaca, margem lateral do músculo grande dorsal e margem lateral do músculo oblíquo interno.
Crista ilíaca, margem lateral do músculo quadrado lombar e margem lateral do músculo oblíquo externo.
Crista ilíaca, margem medial do músculo grande dorsal e margem medial do músculo oblíquo interno.
Paciente do sexo masculino, 68 anos, foi submetido há dez dias à colectomia direita alargada devido a carcinoma de cólon.
O paciente, já de alta hospitalar, vem evoluindo com febre, dor abdominal e queda do estado geral.
Ao exame físico, apresenta sensibilidade abdominal difusa, dor à palpação do flanco e fossa ilíaca direita, onde palpa-se plastrão, sem sinais de peritonite difusa. O hemograma demonstra leucocitose com desvio à esquerda e trombocitose. A tomografia abdominal revela uma coleção irregular, de conteúdo heterogêneo, com 12,5 cm no maior eixo, na goteira parietocólica direita, junto ao leito da cirurgia.
A conduta terapêutica mais indicada para esse paciente é
drenagem percutânea guiada por imagem e antibiótico intravenoso.
administração de antibióticos orais e acompanhamento ambulatorial.
administração de antibióticos intravenosos e observação intrahospitalar.
laparotomia exploradora para drenagem e desbridamento do abscesso e antibioticoterapia venosa.
drenagem cirúrgica com incisão próxima a área afetada para drenagem do abscesso e antibioticoterapia venosa.
A dieta tem um papel chave no processo carioso, sendo assim, mudanças de hábitos alimentares são frequentemente necessárias no tratamento da doença cárie.
Polissacarídeo composto por moléculas grandes e complexas que necessitam da ação enzimática para serem degradadas em moléculas menores, passíveis de utilização no metabolismo bacteriano. Dessa forma, sua cariogenicidade depende da forma de preparo dos alimentos.
O texto refere-se
à glicose.
à frutose.
à maltose.
à lactose.
ao amido.


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Homem de 37 anos, obeso, queixa-se de queimação retroesternal de longa data. Realiza tratamentos irregulares. Relata melhora com uso de bloqueadores de bomba de prótons e disciplina alimentar. Endoscopia recente mostrou esofagite erosiva com presença de mucosa colunar em esôfago distal e metaplasia intestinal na biópsia.
Sobre essa patologia, é correto afirmar:
pacientes com esôfago de Barrett, comparados a pacientes com epitélio colunar não metaplásico, apresentam sintomas de duração mais longa e menor exposição esofágica à bilirrubina.
o diagnóstico de esôfago de Barrett é definido por metaplasia intestinal especializada, confirmada pela presença de células caliciformes, independentemente da extensão de seu acometimento.
motilidade eficiente do corpo esofágico, associada à hipertonia do esfíncter inferior do esôfago, e pHmetria com refluxo ácido patológico com bile estão presentes em mais de 90% dos pacientes com esôfago de Barrett.
a melhora sintomática é um bom indicador de resposta terapêutica.
a presença de displasia de alto grau implica na esofagectomia com linfadenectomia e preservação vagal.
Em pacientes com colelitíase sintomática, o método mais indicado para tratamento definitivo é:
dissolução dos cálculos com medicamentos.
colecistectomia laparoscópica eletiva.
observação clínica com controle da dor.
dieta com restrição lipídica rigorosa.
litotripsia extracorpórea.
Em uma paciente com colostomia de urgência no cólon descendente por diverticulite perfurada, que no pós-operatório tardio apresenta prolapso, irritação cutânea e dificuldade com dispositivos, qual a complicação estomal mais comum?
Prolapso do estoma, caracterizado pela protrusão excessiva da alça intestinal.
Estenose do óstio estomal, dificultando a passagem do conteúdo intestinal.
Isquemia ou necrose da mucosa do estoma, com coloração enegrecida.
Hérnia paracolostomal, causando abaulamento ao redor do estoma.
Retração do estoma para dentro da cavidade abdominal, com fístula.
Mulher de 40 anos, submetida à apendicectomia videolaparoscópica, sem intercorrências, por apendicite aguda, retorna no 14o pós-operatório, com boa evolução e sem queixas. Resultado de anatomopatológico identifica tumor neuroendócrino de 1,5 cm em base de apêndice, com margens livres e sem invasão de mesoapêndice.
Sobre este caso, o seguimento correto é:
hemicolectomia direita videolaparoscópica.
não necessita de vigilância de rotina.
colonoscopia em 3 e 12 meses.
solicitar marcadores tumorais (5-HIAA e cromogranina).
cintilografia com análogo de somatostatina.
Assinale a alternativa que contém a técnica cirúrgica bariátrica, que tem o componente restritivo predominante em relação ao componente disabsortivo.
Sleeve gástrico
By-pass gástrico em Y de Roux
Duodenal switch
Banda gástrica ajustável
Cirurgia de Scopinaro


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