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Criança de 8 anos com diagnóstico de RSC é avaliada para tratamento cirúrgico após falha da terapêutica medicamentosa otimizada. A endoscopia nasal revela presença de pólipos nasais bilaterais. Diante do exposto, assinale a conduta CORRETA:
Teste cutâneo para aeroalérgenos e dosagem de IgE específica.
Dosagem de imunoglobulinas séricas e subclasses de IgG.
Impedanciometria intratecal e biópsia de mucosa nasal para estudo ciliar.
pHmetria esofágica de 24 horas e endoscopia digestiva alta.
Pesquisa de mutações no gene CFTR e teste do suor.
Durante uma traqueostomia cirúrgica, o cirurgião realiza a abordagem cervical média. Para acessar a traqueia entre o 2º e 3º anel traqueal, ele deve dissecar cuidadosamente os músculos e as estruturas superficiais. Qual é a sequência correta de músculos e estruturas da pele até a traqueia?
Pele → platisma → músculo esternotireóideo → esternotireo-hióideo → traqueia.
Pele → esternocleidomastóideo → platisma → músculo esternotireóideo → traqueia.
Pele → platisma → esternocleidomastóideo → esternotireo-hióideo → traqueia.
Pele → platisma → esternotireo-hióideo → esternotireóideo → traqueia.
Pele → esternocleidomastóideo → platisma → esternotireo-hióideo → traqueia.
Paciente de 60 anos, portador de doença de Ménière refratária ao tratamento clínico, é submetido a cirurgia do saco endolinfático. Após a mastoidectomia simples, o Cirurgião precisa localizar o saco endolinfático na dura da fossa craniana posterior. Diante do exposto, assinale CORRETAMENTE a referência anatômica que define o limite inferior da área onde o saco endolinfático é encontrado:
Linha de Donaldson, traçada paralelamente ao canal semicircular lateral.
Triângulo de Trautmann, delimitado pelo labirinto ósseo, seio sigmoide e dura da fossa média.
Crista digástrica, cuja extensão anterior indica o forame estilomastóideo.
Ângulo sinodural de Citelli na confluência do seio sigmoide com a dura da fossa média.
Canal semicircular posterior, perpendicular e medial ao canal semicircular lateral.
Paciente de 50 anos com otite média crônica à esquerda apresenta perda condutiva com gap aéreo-ósseo de 40 dB. Na cirurgia, constata-se ausência da supraestrutura do estribo, com platina móvel. Para a reconstrução ossicular, o Cirurgião opta por prótese aloplástica. O tipo de prótese indicado e a medida para prevenir sua principal complicação são, CORRETA e respectivamente:
Prótese total de substituição ossicular com interposição de enxerto de cartilagem entre a cabeça da prótese e a membrana timpânica.
Prótese parcial de substituição ossicular com interposição de enxerto de cartilagem entre a cabeça da prótese e o manúbrio do martelo.
Prótese total de substituição ossicular com fixação da prótese ao tendão do músculo estapédio para estabilização.
Prótese parcial de substituição ossicular com cobertura da cabeça protética por fáscia temporal em dupla camada.
Prótese total de substituição ossicular com reconstrução simultânea da supraestrutura estapediana com cimento de ionômero de vidro.
Paciente de 55 anos submetida a ressecção lateral de osso temporal (LTBR) por carcinoma espinocelular T2 do conduto auditivo externo recebeu radioterapia adjuvante pós-operatória. Após seis meses, evolui com exposição óssea e drenagem purulenta na cavidade cirúrgica. Acerca do caso, a estratégia terapêutica reconhecida por reduzir essa complicação é:
Esvaziamento cervical dos níveis II e III.
Reconstrução da membrana timpânica com fáscia de músculo temporal.
Obliteração mastóidea com retalhos musculares regionais.
Monitorização intraoperatória do nervo facial.
Parotidectomia superficial associada à ressecção.
Paciente de 45 anos é submetido a mastoidectomia canal wall-up à direita por colesteatoma mesotimpânico. Durante a fresagem da mastoide, o Cirurgião precisa identificar o nervo facial para preservá-lo. De acordo com o caso, assinale a alternativa que indica CORRETAMENTE os marcos anatômicos reconhecidos como referências para localização do nervo facial no assoalho do antro mastoídeo:
Tegmen mastoídeo e crista digástrica.
Seio sigmoide e eminência piramidal.
Processo curto da bigorna e canal semicircular lateral.
Área cribriforme e septo ósseo de Körner.
Nicho da janela redonda e promontório.
A fissura lábio palatina é uma malformação congênita decorrente da deficiência ou da falta de fusão entre os processos das regiões frontonasal, maxilares e mandibulares, cuja lesão anatomopatológica e sintomas clínicos durante a fonação são, respectivamente:
Laringomalácia e estridor laríngeo.
O refluxo oro nasal e tosse persistente.
A insuficiência velofaríngea e rinolalia.
Distúrbio da deglutição e refluxo oro nasal.
Refluxo oro nasal e rinolalia.
Sobre o estadiamento do câncer de laringe assinale a alternativa correta.
No câncer glótico, o T4a corresponde aos tumores que atingem a cartilagem tireoide, sem ultrapassá-la.
No T2 glótico a prega vocal se apresenta paralisada.
N2 corresponde ao acometimento linfonodal uni ou bilateral, sempre menores de 6cm.
No estádio II tem metástase para linfonodos.
No T2 subglótico o tumor não se estende até a corda vocal.
Paciente de 59 anos será submetido à uvulopalatofaringoplastia sob anestesia geral. Na avaliação das suas vias aéreas, foi observada uma distância tireomentoniana encurtada.
Nesse paciente, a intubação orotraqueal sob laringoscopia direta poderá ser mais trabalhosa porque
o pescoço tem circunferência maior que 35 cm.
a arcada dentária superior deve ser mais protrusa.
a laringe pode ter uma posição mais anteriorizada.
o espaço submandibular deve ser pouco complacente.
não pode conseguir trazer os incisivos mandibulares adiante dos maxilares.
Assinale a alternativa que contém uma contraindicação à realização de traqueostomia percutânea.
Paralisia de cordas vocais bilateralmente.
Traqueomalácia previa em vigência de intubação prolongada.
Contagem de plaquetas < 100.000 ou INR > 2,5.
Infecção pulmonar causada por germe multirresistente.
Distúrbio de troca gasosa necessitando FiO2 > 0,6 ou PEEP > 10 cm H2O.
Homem de 60 anos, tabagista, apresenta rouquidão há 6 meses. Laringoscopia revela lesão vegetante na glote. Qual é o próximo passo na condução do caso?
Solicitar tomografia de tórax.
Realizar biópsia da lesão.
Prescrever corticosteroides sistêmicos.
Iniciar tratamento empírico com antibióticos.
Indicar cirurgia de cordotomia.
João deverá ser submetido a exames otológicos de referência e sequenciais.
Certo
Errado
A exposição crônica a níveis elevados de pressão auditiva tende a lesar a estrutura coclear, na parte posterior da orelha interna.
Certo
Errado
Paciente do sexo masculino, 28 anos, sem comorbidades conhecidas, apresenta sangramento nasal recorrente, predominantemente unilateral, que ocorre de forma espontânea e é de pequena a moderada intensidade. Ao exame físico, nota-se sangramento ativo proveniente da região anterior do septo nasal. Qual a melhor abordagem inicial para o manejo desse caso?
Realizar cauterização química com nitrato de prata imediatamente.
Compressão digital e aplicação de vasoconstritor tópico.
Solicitar tomografia de seios paranasais antes de qualquer intervenção.
Realizar tamponamento nasal anterior com gaze embebida em solução anestésica.
Encaminhar para avaliação cirúrgica de emergência.
Sobre a anatomia da orelha interna, é correto afirmar:
A cóclea está diretamente conectada ao vestíbulo por meio do canal semicircular posterior.
O utrículo está relacionado ao equilíbrio estático, enquanto o sáculo está relacionado ao equilíbrio dinâmico.
Os canais semicirculares detectam movimentos angulares da cabeça.
A janela oval conecta a cóclea diretamente à cavidade timpânica.
O aqueduto coclear é responsável por drenar endolinfa para o espaço subaracnóideo.
Paciente do sexo feminino, 28 anos, é internada para realização de cirurgia otorrinolaringológica. A operação teve cerca de 5 horas de duração e sem intercorrências. Evoluiu bem, recebendo alta no segundo dia de pós-operatório com prescrição de antibiótico oral e anti-inflamatório não esteroidal para uso durante duas semanas. Fez uso das medicações prescritas e, no sexto dia de pós-operatório, retorna ao pronto atendimento com queixa de dor abdominal de início súbito, que iniciou em epigástrio, há 8 horas, em grande intensidade logo após alimentação. Refere ainda aumento de volume abdominal e parada na eliminação de gases e fezes. Nega alterações urinárias e menstruais. Ao exame: fácies de dor, temperatura axilar de 37.5°C, hipocorada +/4+, pressão arterial 100 x 70 mmHg, pulso 110 bpm, frequência respiratória 22 rpm. Desidratada +/4. Abdome distendido, doloroso à percussão com perda da macicez na área hepática. Hipertimpanismo difuso. Ruídos hidroaéreos abolidos. Sem outros achados. O mais provável diagnóstico sindrômico é:
Abdome agudo perfurativo.
Abdome agudo vascular.
Abdome agudo inflamatório.
Abdome agudo obstrutivo.
Abdome agudo hemorrágico.
A fissura labiopalatal é uma malformação congênita. Qual estrutura pode estar comprometida na fissura pré-forame?
Parte posterior do palato duro.
Palato mole.
Úvula.
Lábio.
A classificação de Keros gradua o risco de fístula liquórico iatrogênica durante a abordagem cirúrgica do etmoide anterior, com base no comprometimento da lamela lateral da placa cribriforme. Qual a classificação que apresenta MAIOR risco de fístula liquórico no intraoperatório para a crirurgia endonasal?
Keros I
Keros II
Keros III
Keros IV
Keros V
Assinale a assertiva que contém indicação de amigdalectomia:
(__)Hipertrofia isolada de adenoide associada a amigdalas normotróficas.
(__)Amigdalas palatinas grau IV, associadas a dificuldade de alimentação e respiração bucal.
(__)Dois ou mais episódios de tonsilites no último ano.
Assinale a alternativa com a sequência, de cima para baixo, correta:
F − F − F.
V − V − V.
F − V − F.
V − F − F.
Assinale a alternativa correta em relação à anatomia cirúrgica da região palatal.
Ao realizar procedimentos cirúrgicos no palato mole, é crucial preservar a integridade do músculo elevador do palato para garantir uma fonação perfeita após a cirurgia.
O músculo levantador do palato forma uma alça longitudinal através da metade anterior do palato mole.
Durante a cirurgia de palatoplastia para corrigir uma fissura palatina, o músculo elevador do palato pode ser modificado ou realocado para restaurar a função do palato anterior e melhorar a fala e a deglutição do paciente.
Qualquer dano ao músculo pode levar a complicações como disfagia (dificuldade de engolir) ou disartria (dificuldade de fala).
A sua contração faz com que o palato mole se mova inferior e anteriormente.