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No sarcoma de Ewing, o pior fator prognóstico está relacionado à
localização proximal do tumor.
presença de febre e anemia.
idade inferior a 12 anos ao diagnóstico.
histologia de alto grau da lesão.
presença de metástases a distância.
No manejo pós-operatório de pacientes submetidos a cirurgias abdominais de grande porte ou cirurgias cardiovasculares complexas, a otimização hemodinâmica guiada por metas é uma estratégia adotada na terapia intensiva. Qual é o principal objetivo da otimização hemodinâmica no período pós-operatório imediato de cirurgia de alto risco?
Manter a pressão venosa central (PVC) estritamente entre 2 e 6 mmHg para evitar a hipervolemia.
Alcançar e manter a oferta de oxigênio (DO2) e o consumo de oxigênio (VO2) supranormais, visando à hiperdinamia.
Otimizar o volume sistólico e o débito cardíaco para melhorar a perfusão tecidual e reduzir a incidência de complicações orgânicas.
Promover a hemodiluição via hidratação venosa vigorosa para reduzir a viscosidade sanguínea e facilitar o fluxo microcirculatório.
Manter a pressão arterial média acima de 80 mmHg de forma sustentada, independentemente do débito cardíaco.
Você está avaliando um paciente para uma cirurgia eletiva de médio porte. Ele relata tabagismo ativo e apresenta pequena dermatite próxima ao futuro sítio cirúrgico. Segundo recomendações atuais, a conduta adequada é
prosseguir a cirurgia, pois dermatites não aumentam risco.
orientar apenas suspensão do tabagismo no dia da cirurgia, mantendo o procedimento.
adiar o procedimento até resolução da dermatite e interromper tabagismo.
realizar tricotomia com lâmina 48 horas antes.
aplicar povidona-iodo topicamente e seguir com o procedimento.
A avaliação do risco perioperatório influencia todas as etapas do planejamento cirúrgico, incluindo a indicação operatória, a escolha do procedimento, o manejo perioperatório e as discussões sobre objetivos de cuidado. As cirurgias podem ser classificadas em baixo, intermediário e alto risco. De acordo com a última edição do “Sabiston Textbook of Surgery” (Townsend et al., 2021), no tópico estimativa de risco cirúrgico conforme o tipo de operação, são procedimentos considerados de alto risco (risco >5%), EXCETO:
Revascularização aberta de membro inferior ou amputação ou tromboembolectomia.
Reparo de intestino perfurado.
Ressecção adrenal.
Cistectomia total.
Reparo endovascular de aneurisma.
A nutrição pré-operatória é um aspecto essencial no preparo de pacientes submetidos a cirurgias hepáticas eletivas. Sobre o manejo nutricional no período pré-operatório, assinale a alternativa correta.
Pacientes com déficit nutricional devem receber nutrição parenteral por 7 dias antes da cirurgia para minimizar complicações metabólicas.
O jejum prolongado é essencial antes de qualquer anestesia geral, com restrição alimentar completa a partir da meia-noite anterior ao procedimento.
A recuperação precoce inclui a ingestão de carboidrato pré-operatório para minimizar a resistência à insulina e resposta ao estresse cirúrgico; essa prática é amplamente recomendada para todas as cirurgias hepáticas.
Albumina sérica inferior a 30 g/L indica risco nutricional em candidatos à cirurgia hepática; esse é o critério utilizado para diagnóstico de insuficiência hepática aguda.
Pacientes com Índice de Massa Corporal (IMC) menor que 18,5 kg/m², albumina sérica abaixo de30 g/L e sem sinais de disfunção hepática ou renal são considerados “em risco” e devem receber suplementação oral por 7 dias antes da cirurgia hepática eletiva.
Durante perfusão prolongada, o paciente apresenta hipercapnia persistente. Sobre o tema, assinale a CORRETAMENTE:
A hipercapnia decorre de falha renal, sem relação com perfusão.
A hipercapnia decorre de excesso de oxigênio administrado, sem relação com CO₂.
A hipercapnia decorre de inadequada remoção de CO₂ pelo oxigenador, exigindo ajuste de fluxo de gás e verificação da membrana.
A hipercapnia decorre de hipoglicemia intraoperatória, sem relação com oxigenador.
A hipercapnia decorre de trauma cirúrgico, sem repercussão respiratória.
Durante cirurgia cardíaca com circulação extracorpórea, o Perfusionista identifica falha progressiva no oxigenador, mas opta por ajustes técnicos sem comunicar imediatamente ao cirurgião. O paciente evolui com hipoxemia grave e sequelas neurológicas. Considerando bioética e legislação médica brasileira, é CORRETO afirmar que:
O perfusionista não possui responsabilidade, pois a decisão final é sempre do cirurgião.
O perfusionista deve comunicar apenas à equipe de enfermagem, sem necessidade de informar o cirurgião.
O perfusionista pode ocultar falhas técnicas para evitar conflitos hierárquicos, desde que tente corrigir o problema.
O perfusionista responde apenas administrativamente perante o hospital, sem implicações legais.
O perfusionista responde civil e penalmente por omissão de comunicação, pois comprometeu a segurança do paciente e violou dever ético.
Durante circulação extracorpórea, sinais de coagulação intravascular disseminada são detectados. Acerca do caso, a conduta CORRETA deve ser:
Avaliar parâmetros laboratoriais e iniciar reposição de plasma fresco congelado e plaquetas.
Administrar doses adicionais de heparina sem monitorização laboratorial.
Suspender imediatamente a perfusão e iniciar ventilação mecânica convencional.
Reduzir a temperatura corporal para minimizar consumo metabólico.
Administrar vasopressores para manter pressão arterial sistêmica.
No preenchimento da ficha de perfusão, a informação considerada essencial para garantir rastreabilidade e segurança do procedimento é:
Apenas o tempo total de circulação extracorpórea, sem detalhamento de parâmetros intermediários.
Registro do balanço hídrico e sanguíneo, incluindo transfusões e perdas intraoperatórias.
Exclusivamente os valores finais de pressão arterial e temperatura corporal.
Apenas a dose inicial de heparina administrada, sem registro de ACT.
Relatório restrito ao tipo de cirurgia realizada, sem dados técnicos da perfusão.
O Perfusionista é convidado a integrar comissão multidisciplinar de segurança do paciente. Com base no tema, assinale CORRETAMENTE a contribuição de maior relevância desse profissional:
Relatar apenas experiências pessoais sem dados técnicos documentados.
Fornecer subsídios técnicos sobre protocolos de perfusão e segurança hemodinâmica.
Participar de reuniões sem interação ativa, apenas como observador.
Limitar-se a discutir aspectos administrativos sem relação com prática clínica.
Focar exclusivamente em questões ambientais, sem abordar segurança do paciente.
Na coordenação de atividades de perfusão em uma rede hospitalar, o gestor clínico-administrativo deve garantir padronização e segurança. De acordo com o enunciado, a medida CORRETA para assegurar qualidade assistencial em múltiplas unidades é:
Delegar integralmente a responsabilidade técnica a cada hospital, sem protocolos unificados.
Priorizar apenas a aquisição de equipamentos modernos, sem integração de processos entre unidades.
Implementar protocolos clínicos e administrativos padronizados, com auditoria periódica e indicadores de desempenho.
Estabelecer comunicação restrita entre perfusionistas de cada hospital, sem reuniões de alinhamento.
Focar exclusivamente em aspectos financeiros, sem avaliação clínica dos resultados.
Paciente em circulação extracorpórea apresenta hipoxemia persistente. Sobre o tema, assinale a conduta CORRETA:
Administrar glicose endovenosa para corrigir hipoxemia.
Reduzir fluxo sanguíneo para aumentar tempo de contato com oxigenador.
Ajustar o fluxo de oxigênio, checar a membrana do oxigenador e corrigir parâmetros ventilatórios.
Suspender perfusão e aguardar recuperação espontânea.
Administrar antibiótico profilático para corrigir hipoxemia.
No processo de reaquecimento após hipotermia sistêmica, o risco que deve ser prioritariamente evitado é:
Formação de microbolhas gasosas por reaquecimento rápido e desbalanceado.
Hipotensão arterial por vasodilatação periférica abrupta.
Hipercalemia por deslocamento intracelular de potássio.
Hipertensão arterial por aumento da resistência vascular periférica.
Hipoglicemia por aumento do metabolismo cerebral.
Paciente em pós-operatório imediato de cirurgia de grande porte recebe transfusão de concentrado de hemácias e evolui, em menos de 6 horas, com dispneia severa, hipoxemia e infiltrados pulmonares bilaterais na radiografia, sem sinais de sobrecarga circulatória. Qual é a principal hipótese diagnóstica para esta reação transfusional grave?
Reação Hemolítica Aguda Imunológica (RHAI), causada por incompatibilidade ABO, levando à hemólise intravascular e choque.
Sobrecarga Circulatória Associada à Transfusão (TACO), caracterizada por edema pulmonar hidrostático devido à rápida infusão de volume.
Contaminação Bacteriana (CB) do hemocomponente, resultando em sepse aguda, febre alta, calafrios e hipotensão.
Lesão Pulmonar Aguda Relacionada à Transfusão (TRALI), mediada pela transfusão de anticorpos anti-leucocitários (anti-HLA ou anti-HNA) presentes no plasma do doador.
Durante uma peritonectomia para citorredução de carcinomatose peritoneal, a equipe cirúrgica utiliza intensivamente o eletrocautério para a dissecção e hemostasia do tecido tumoral. Considerando as normas de biossegurança (NR-32) e as recomendações atuais sobre a exposição a riscos biológicos e químicos presentes na fumaça cirúrgica, assinale a alternativa correta.
O uso de máscaras cirúrgicas convencionais (tripla camada) é considerado proteção respiratória suficiente para a equipe, pois o calor do eletrocautério inativa vírus e bactérias presentes na fumaça.
O sistema de aspiração de parede (vácuo central) é o método de escolha para evacuação da fumaça gerada, devendo a ponteira ficar a mais de 15 cm do sítio de cauterização para evitar lesão inadvertida aos tecidos.
A manipulação de peças cirúrgicas frescas para biópsia de congelação intraoperatória pode ser realizada sem luvas, desde que o cirurgião tenha realizado a escovação cirúrgica prévia e não haja sangramento ativo na peça.
O descarte de perfurocortantes contaminados com tecido tumoral pode ser realizado em sacos vermelhos específicos, dispensando o uso de coletores rígidos quando houver pequeno volume.
Além do uso de proteção respiratória tipo PFF2/N95, recomenda-se a utilização de sistema de evacuação de fumaça com filtros de alta eficiência (ULPA), mantendo a ponteira posicionada o mais próximo possível da fonte geradora.
Mulher, 62 anos, submetida há 10 dias à cirurgia colorretal com anastomose. Evolui, a partir do 8º dia pós-operatório, com distensão abdominal, dor em cólicas, náuseas e vômitos biliosos e parada de eliminação de flatos e fezes. Ao exame, apresenta abdome distendido, ruídos hidroaéreos aumentados, sem sinais de peritonite. Raio X de abdome mostra alças de delgado dilatadas com níveis hidroaéreos; potássio 3,1 mEq/L. Sobre obstrução intestinal pós-operatória e íleo pós-operatório, assinale a alternativa INCORRETA.
Na obstrução intestinal parcial, há passagem de conteúdo luminal para distal, ainda que com trânsito lento.
A obstrução intestinal pós-operatória precoce (mecânica) é definida como a que ocorre nas primeiras 6 semanas após a cirurgia.
A maioria das obstruções intestinais pós-operatórias precoces decorre de aderências (>90%).
Após cirurgia abdominal, o cólon costuma recuperar a motilidade entre 24h e 48h, enquanto o estômago leva cerca de 12h.
O íleo pós-operatório tem fisiopatologia multifatorial, envolvendo fatores neurogênicos, inflamatórios, hormônios/neuropeptídeos entéricos, distúrbios eletrolíticos e opioides.
A síndrome de Frey é caracterizada por sudorese e rubor na região pré-auricular em resposta à mastigação ou estímulo salivar. Isso ocorre muitas vezes após cirurgias de parótidas devido à lesão de um nervo da região.
Nesse caso, o nervo lesionado é
auriculotemporal.
facial.
maxilofacial.
oftálmico.
glossofaríngeo.
Sobre cirurgia segura (Portaria MS nº 529/2013; RDC nº 36/2013), assinale a alternativa INCORRETA.
O checklist em três tempos favorece comunicação situacional.
O registro de materiais implantáveis melhora rastreabilidade.
A conferência de prontuário substitui identificação no leito.
A padronização de timeout reduz erros de lateralidade.
A cultura de reporte de incidentes reduz subnotificação.
Durante o preparo do campo operatório, a equipe identifica irritação cutânea na região de antissepsia minutos após aplicação do produto. Segundo protocolos de biossegurança, qual é a conduta mais adequada?
Trocar o antisséptico e seguir sem necessidade de notificação.
Continuar a cirurgia, pois o produto já foi absorvido.
Suspender o preparo, retirar o produto e comunicar imediatamente o cirurgião e o NSP.
Solicitar nova avaliação apenas se a irritação persistir após o fechamento da ferida.
Aplicar curativo barreira e seguir com o procedimento.
Durante uma cirurgia cardíaca, ocorre falha súbita do oxigenador com queda da saturação arterial. Com base no caso, o protocolo de resposta rápida CORRETO deve ser:
Reduzir o fluxo da bomba para minimizar consumo de oxigênio até estabilização espontânea.
Administrar vasopressores para manter pressão arterial enquanto se aguarda recuperação do oxigenador.
Induzir hipotermia profunda para reduzir consumo metabólico até que o oxigenador seja reparado.
Neutralizar a heparina com protamina para reduzir risco de coagulação durante a falha.
Acionar imediatamente protocolo de troca do oxigenador, mantendo ventilação manual temporária do paciente.