Questões de Concurso sobre Clínica Cirúrgica

 
 
Disciplina
Assunto 1
Banca
Instituição
Cargo
Ano
Carreira
Área de formação
Escolaridade
Dificuldade
 
Comentários:
Professores
Alunos
Meus Comentários
Vídeo
 
Minhas questões:
Resolvidas
Não resolvidas
Certas
Erradas
 
Tipo de questão:
Certo e errado
Múltipla escolha
Incluir questões:
Anuladas
Desatualizadas
 
Questões:
Todas as questões
 
Filtro simplificado
 
Questões
Todas as questões
 
2.842 questões encontradas
Questões por página
20
Mais recentes
 
Ano: 2026
Prova: VUNESP - Prefeitura de Osasco - Médico Ortopedista Plantonista - 2026

No sarcoma de Ewing, o pior fator prognóstico está relacionado à


A

localização proximal do tumor.


B

presença de febre e anemia.


C

idade inferior a 12 anos ao diagnóstico.


D

histologia de alto grau da lesão.


E

presença de metástases a distância.

No manejo pós-operatório de pacientes submetidos a cirurgias abdominais de grande porte ou cirurgias cardiovasculares complexas, a otimização hemodinâmica guiada por metas é uma estratégia adotada na terapia intensiva. Qual é o principal objetivo da otimização hemodinâmica no período pós-operatório imediato de cirurgia de alto risco?


A

Manter a pressão venosa central (PVC) estritamente entre 2 e 6 mmHg para evitar a hipervolemia.


B

Alcançar e manter a oferta de oxigênio (DO2) e o consumo de oxigênio (VO2) supranormais, visando à hiperdinamia.


C

Otimizar o volume sistólico e o débito cardíaco para melhorar a perfusão tecidual e reduzir a incidência de complicações orgânicas.


D

Promover a hemodiluição via hidratação venosa vigorosa para reduzir a viscosidade sanguínea e facilitar o fluxo microcirculatório.


E

Manter a pressão arterial média acima de 80 mmHg de forma sustentada, independentemente do débito cardíaco.

Você está avaliando um paciente para uma cirurgia eletiva de médio porte. Ele relata tabagismo ativo e apresenta pequena dermatite próxima ao futuro sítio cirúrgico. Segundo recomendações atuais, a conduta adequada é


A

prosseguir a cirurgia, pois dermatites não aumentam risco.


B

orientar apenas suspensão do tabagismo no dia da cirurgia, mantendo o procedimento.


C

adiar o procedimento até resolução da dermatite e interromper tabagismo.


D

realizar tricotomia com lâmina 48 horas antes.


E

aplicar povidona-iodo topicamente e seguir com o procedimento.

A avaliação do risco perioperatório influencia todas as etapas do planejamento cirúrgico, incluindo a indicação operatória, a escolha do procedimento, o manejo perioperatório e as discussões sobre objetivos de cuidado. As cirurgias podem ser classificadas em baixo, intermediário e alto risco. De acordo com a última edição do “Sabiston Textbook of Surgery” (Townsend et al., 2021), no tópico estimativa de risco cirúrgico conforme o tipo de operação, são procedimentos considerados de alto risco (risco >5%), EXCETO:


A

Revascularização aberta de membro inferior ou amputação ou tromboembolectomia.


B

Reparo de intestino perfurado.


C

Ressecção adrenal.


D

Cistectomia total.


E

Reparo endovascular de aneurisma.

A nutrição pré-operatória é um aspecto essencial no preparo de pacientes submetidos a cirurgias hepáticas eletivas. Sobre o manejo nutricional no período pré-operatório, assinale a alternativa correta.


A

Pacientes com déficit nutricional devem receber nutrição parenteral por 7 dias antes da cirurgia para minimizar complicações metabólicas.


B

O jejum prolongado é essencial antes de qualquer anestesia geral, com restrição alimentar completa a partir da meia-noite anterior ao procedimento.


C

A recuperação precoce inclui a ingestão de carboidrato pré-operatório para minimizar a resistência à insulina e resposta ao estresse cirúrgico; essa prática é amplamente recomendada para todas as cirurgias hepáticas.


D

Albumina sérica inferior a 30 g/L indica risco nutricional em candidatos à cirurgia hepática; esse é o critério utilizado para diagnóstico de insuficiência hepática aguda.


E

Pacientes com Índice de Massa Corporal (IMC) menor que 18,5 kg/m², albumina sérica abaixo de30 g/L e sem sinais de disfunção hepática ou renal são considerados “em risco” e devem receber suplementação oral por 7 dias antes da cirurgia hepática eletiva.

Durante perfusão prolongada, o paciente apresenta hipercapnia persistente. Sobre o tema, assinale a CORRETAMENTE:


A

A hipercapnia decorre de falha renal, sem relação com perfusão.


B

A hipercapnia decorre de excesso de oxigênio administrado, sem relação com CO₂.


C

A hipercapnia decorre de inadequada remoção de CO₂ pelo oxigenador, exigindo ajuste de fluxo de gás e verificação da membrana.


D

A hipercapnia decorre de hipoglicemia intraoperatória, sem relação com oxigenador.


E

A hipercapnia decorre de trauma cirúrgico, sem repercussão respiratória.

Durante cirurgia cardíaca com circulação extracorpórea, o Perfusionista identifica falha progressiva no oxigenador, mas opta por ajustes técnicos sem comunicar imediatamente ao cirurgião. O paciente evolui com hipoxemia grave e sequelas neurológicas. Considerando bioética e legislação médica brasileira, é CORRETO afirmar que:


A

O perfusionista não possui responsabilidade, pois a decisão final é sempre do cirurgião.


B

O perfusionista deve comunicar apenas à equipe de enfermagem, sem necessidade de informar o cirurgião.


C

O perfusionista pode ocultar falhas técnicas para evitar conflitos hierárquicos, desde que tente corrigir o problema.


D

O perfusionista responde apenas administrativamente perante o hospital, sem implicações legais.


E

O perfusionista responde civil e penalmente por omissão de comunicação, pois comprometeu a segurança do paciente e violou dever ético.

Durante circulação extracorpórea, sinais de coagulação intravascular disseminada são detectados. Acerca do caso, a conduta CORRETA deve ser:


A

Avaliar parâmetros laboratoriais e iniciar reposição de plasma fresco congelado e plaquetas.


B

Administrar doses adicionais de heparina sem monitorização laboratorial.


C

Suspender imediatamente a perfusão e iniciar ventilação mecânica convencional.


D

Reduzir a temperatura corporal para minimizar consumo metabólico.


E

Administrar vasopressores para manter pressão arterial sistêmica.

No preenchimento da ficha de perfusão, a informação considerada essencial para garantir rastreabilidade e segurança do procedimento é:


A

Apenas o tempo total de circulação extracorpórea, sem detalhamento de parâmetros intermediários.


B

Registro do balanço hídrico e sanguíneo, incluindo transfusões e perdas intraoperatórias.


C

Exclusivamente os valores finais de pressão arterial e temperatura corporal.


D

Apenas a dose inicial de heparina administrada, sem registro de ACT.


E

Relatório restrito ao tipo de cirurgia realizada, sem dados técnicos da perfusão.

O Perfusionista é convidado a integrar comissão multidisciplinar de segurança do paciente. Com base no tema, assinale CORRETAMENTE a contribuição de maior relevância desse profissional:


A

Relatar apenas experiências pessoais sem dados técnicos documentados.


B

Fornecer subsídios técnicos sobre protocolos de perfusão e segurança hemodinâmica.


C

Participar de reuniões sem interação ativa, apenas como observador.


D

Limitar-se a discutir aspectos administrativos sem relação com prática clínica.


E

Focar exclusivamente em questões ambientais, sem abordar segurança do paciente.

Na coordenação de atividades de perfusão em uma rede hospitalar, o gestor clínico-administrativo deve garantir padronização e segurança. De acordo com o enunciado, a medida CORRETA para assegurar qualidade assistencial em múltiplas unidades é:


A

Delegar integralmente a responsabilidade técnica a cada hospital, sem protocolos unificados.


B

Priorizar apenas a aquisição de equipamentos modernos, sem integração de processos entre unidades.


C

Implementar protocolos clínicos e administrativos padronizados, com auditoria periódica e indicadores de desempenho.


D

Estabelecer comunicação restrita entre perfusionistas de cada hospital, sem reuniões de alinhamento.


E

Focar exclusivamente em aspectos financeiros, sem avaliação clínica dos resultados.

Paciente em circulação extracorpórea apresenta hipoxemia persistente. Sobre o tema, assinale a conduta CORRETA:


A

Administrar glicose endovenosa para corrigir hipoxemia.


B

Reduzir fluxo sanguíneo para aumentar tempo de contato com oxigenador.


C

Ajustar o fluxo de oxigênio, checar a membrana do oxigenador e corrigir parâmetros ventilatórios.


D

Suspender perfusão e aguardar recuperação espontânea.


E

Administrar antibiótico profilático para corrigir hipoxemia.

No processo de reaquecimento após hipotermia sistêmica, o risco que deve ser prioritariamente evitado é:


A

Formação de microbolhas gasosas por reaquecimento rápido e desbalanceado.


B

Hipotensão arterial por vasodilatação periférica abrupta.


C

Hipercalemia por deslocamento intracelular de potássio.


D

Hipertensão arterial por aumento da resistência vascular periférica.


E

Hipoglicemia por aumento do metabolismo cerebral.

Paciente em pós-operatório imediato de cirurgia de grande porte recebe transfusão de concentrado de hemácias e evolui, em menos de 6 horas, com dispneia severa, hipoxemia e infiltrados pulmonares bilaterais na radiografia, sem sinais de sobrecarga circulatória. Qual é a principal hipótese diagnóstica para esta reação transfusional grave?


A

Reação Hemolítica Aguda Imunológica (RHAI), causada por incompatibilidade ABO, levando à hemólise intravascular e choque.


B

Sobrecarga Circulatória Associada à Transfusão (TACO), caracterizada por edema pulmonar hidrostático devido à rápida infusão de volume.


C

Contaminação Bacteriana (CB) do hemocomponente, resultando em sepse aguda, febre alta, calafrios e hipotensão.


D

Lesão Pulmonar Aguda Relacionada à Transfusão (TRALI), mediada pela transfusão de anticorpos anti-leucocitários (anti-HLA ou anti-HNA) presentes no plasma do doador.

Durante uma peritonectomia para citorredução de carcinomatose peritoneal, a equipe cirúrgica utiliza intensivamente o eletrocautério para a dissecção e hemostasia do tecido tumoral. Considerando as normas de biossegurança (NR-32) e as recomendações atuais sobre a exposição a riscos biológicos e químicos presentes na fumaça cirúrgica, assinale a alternativa correta.


A

O uso de máscaras cirúrgicas convencionais (tripla camada) é considerado proteção respiratória suficiente para a equipe, pois o calor do eletrocautério inativa vírus e bactérias presentes na fumaça.


B

O sistema de aspiração de parede (vácuo central) é o método de escolha para evacuação da fumaça gerada, devendo a ponteira ficar a mais de 15 cm do sítio de cauterização para evitar lesão inadvertida aos tecidos.


C

A manipulação de peças cirúrgicas frescas para biópsia de congelação intraoperatória pode ser realizada sem luvas, desde que o cirurgião tenha realizado a escovação cirúrgica prévia e não haja sangramento ativo na peça.


D

O descarte de perfurocortantes contaminados com tecido tumoral pode ser realizado em sacos vermelhos específicos, dispensando o uso de coletores rígidos quando houver pequeno volume.


E

Além do uso de proteção respiratória tipo PFF2/N95, recomenda-se a utilização de sistema de evacuação de fumaça com filtros de alta eficiência (ULPA), mantendo a ponteira posicionada o mais próximo possível da fonte geradora.

Mulher, 62 anos, submetida há 10 dias à cirurgia colorretal com anastomose. Evolui, a partir do 8º dia pós-operatório, com distensão abdominal, dor em cólicas, náuseas e vômitos biliosos e parada de eliminação de flatos e fezes. Ao exame, apresenta abdome distendido, ruídos hidroaéreos aumentados, sem sinais de peritonite. Raio X de abdome mostra alças de delgado dilatadas com níveis hidroaéreos; potássio 3,1 mEq/L. Sobre obstrução intestinal pós-operatória e íleo pós-operatório, assinale a alternativa INCORRETA.


A

Na obstrução intestinal parcial, há passagem de conteúdo luminal para distal, ainda que com trânsito lento.


B

A obstrução intestinal pós-operatória precoce (mecânica) é definida como a que ocorre nas primeiras 6 semanas após a cirurgia.


C

A maioria das obstruções intestinais pós-operatórias precoces decorre de aderências (>90%).


D

Após cirurgia abdominal, o cólon costuma recuperar a motilidade entre 24h e 48h, enquanto o estômago leva cerca de 12h.


E

O íleo pós-operatório tem fisiopatologia multifatorial, envolvendo fatores neurogênicos, inflamatórios, hormônios/neuropeptídeos entéricos, distúrbios eletrolíticos e opioides.

A síndrome de Frey é caracterizada por sudorese e rubor na região pré-auricular em resposta à mastigação ou estímulo salivar. Isso ocorre muitas vezes após cirurgias de parótidas devido à lesão de um nervo da região.


Nesse caso, o nervo lesionado é


A

auriculotemporal.


B

facial.


C

maxilofacial.


D

oftálmico.


E

glossofaríngeo.

Sobre cirurgia segura (Portaria MS nº 529/2013; RDC nº 36/2013), assinale a alternativa INCORRETA.


A

O checklist em três tempos favorece comunicação situacional.


B

O registro de materiais implantáveis melhora rastreabilidade.


C

A conferência de prontuário substitui identificação no leito.


D

A padronização de timeout reduz erros de lateralidade.


E

A cultura de reporte de incidentes reduz subnotificação.

Durante o preparo do campo operatório, a equipe identifica irritação cutânea na região de antissepsia minutos após aplicação do produto. Segundo protocolos de biossegurança, qual é a conduta mais adequada?


A

Trocar o antisséptico e seguir sem necessidade de notificação.


B

Continuar a cirurgia, pois o produto já foi absorvido.


C

Suspender o preparo, retirar o produto e comunicar imediatamente o cirurgião e o NSP.


D

Solicitar nova avaliação apenas se a irritação persistir após o fechamento da ferida.


E

Aplicar curativo barreira e seguir com o procedimento.

Durante uma cirurgia cardíaca, ocorre falha súbita do oxigenador com queda da saturação arterial. Com base no caso, o protocolo de resposta rápida CORRETO deve ser:


A

Reduzir o fluxo da bomba para minimizar consumo de oxigênio até estabilização espontânea.


B

Administrar vasopressores para manter pressão arterial enquanto se aguarda recuperação do oxigenador.


C

Induzir hipotermia profunda para reduzir consumo metabólico até que o oxigenador seja reparado.


D

Neutralizar a heparina com protamina para reduzir risco de coagulação durante a falha.


E

Acionar imediatamente protocolo de troca do oxigenador, mantendo ventilação manual temporária do paciente.

 
Ir para a página:
OK
 
Gerar simulado