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É uma doença inflamatória do trato gastrointestinal, que afeta predominantemente a parte inferior do intestino delgado (íleo) e intestino grosso (cólon), mas pode afetar qualquer parte do trato gastrointestinal. É uma doença crônica e provavelmente provocada por desregulação do sistema imunológico. Os sintomas mais comuns são diarreia, cólica abdominal, febre frequente e, às vezes, sangramento retal. Também podem ocorrer perda de apetite e perda de peso. A dor abdominal e a diarreia frequentemente surgem após as refeições. São comuns dores nas juntas, falta de apetite, perda de peso e febre. Outros sintomas podem ser lesões da região anal, incluindo hemorroidas, fissuras, fístulas e abscessos. O texto refere-se a:
Doença Celíaca.
Doença de Crohn.
Intolerância à lactose.
Diverticulite.
Adenocarcinoma de cólon.
Tendo em vista que as Doenças Inflamatórias Intestinais (DII) referem-se a duas principais entidades caracterizadas pela inflamação crônica do trato gastrointestinal, é correto afirmar que:
A ulceração da mucosa na colite ulcerativa pode ser transmural e ocorrer em qualquer parte do sistema digestório, mais comumente no íleo distal e no cólon proximal.
A doença de Crohn e a colite ulcerativa podem ocorrer em qualquer idade, mas ambas têm seu pico de incidência na segunda à quarta décadas de vida, com um segundo pico na sétima década.
A razão mulheres:homens tanto para a colite ulcerativa quanto para a doença de Crohn sugere preferência pelo sexo feminino.
O tabagismo (cigarros) está associado a um pior prognóstico em pacientes com colite ulcerativa, mas evolução melhorada na doença de Crohn.
Abscessos são complicações comuns na colite ulcerativa. Os abscessos ocorrem em 15 a 20% dos pacientes com colite ulcerativa, especialmente na região anal e perineal.
O esôfago de Barrett é definido como a substituição do epitélio estratificado e escamoso do esôfago pelo epitélio colunar com células intestinalizadas ou mistas, em qualquer extensão do órgão. O diagnóstico de esôfago de Barrett independe de extensão da área metaplásica. Quando, no entanto, esse segmento é inferior a 3 cm, dá-se a denominação de “Barrett curto”. Sobre o tema, analise a seguir:
I- O esôfago de Barrett é uma condição secundária à maior exposição da mucosa do esôfago ao conteúdo gástrico, seja este de natureza ácida, alcalina ou mista.
II- Um aspecto importante a ser considerado em pacientes com esôfago de Barrett é o risco potencial de desenvolvimento de adenocarcinoma de esôfago.
III- O risco de malignização no Barrett curto é inferior àquele observado quando as áreas de metaplasia intestinal mostram-se mais extensas.
IV- Por conta desse risco menor, recomenda-se que apenas áreas mais extensas de mucosa de aspecto irregular devam ser biopsiadas.
Estão CORRETOS os itens:
I, II e IV.
I, II e III.
II, III e IV.
I, II, III e IV.
A hérnia de hiato é uma protrusão do estômago pelo hiato diafragmático. Muitas hérnias são assintomáticas, mas uma incidência aumentada de refluxo ácido pode causar doença de refluxo gastroesofágico. O diagnóstico se faz pelo esofagograma com bário. O tratamento é direcionado aos sintomas da Doença do Refluxo Gastresofágico (DRGE), se presente. Sendo assim, o tratamento envolve:
I- Às vezes, correção cirúrgica.
II- Algumas vezes, um inibidor da bomba de prótons.
III- Hérnias paraesofágicas não necessitam de qualquer tratamento específico. Os pacientes com DRGE associada devem ser tratados com um IBP.
IV- Na hérnia de hiato por deslizamento assintomáticas, deve-se considerar o reparo por causa do risco de estrangulamento.
Estão CORRETOS os itens:
I e II.
II e III.
III e IV.
I e IV.
Assinale a alternativa incorreta.
Síndrome de Mallory Weiss é uma causa de hemorragia digestiva alta, e seu tratamento padrão-ouro é o endoscópico.
Lesão de Dieulafoy diz respeito a malformações vasculares de vasos arteriais da submucosa gástrica que, expostas aos ácidos da secreção gástrica, podem erodir e causar hemorragia digestiva.
Hemobilia é uma causa frequente de sangramento digestivo alto; ocorre através das vias biliares para o trato digestivo.
O tratamento cirúrgico das hemorragias digestivas por lesão de Dieufaloy pode incluir a necessidade de gastrectomia.
Gastrites erosivas hemorrágicas são causas de hemorragia digestiva, sendo que, na maioria dos casos, o sangramento é autolimitado.