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Júlia Miranda, mulher de 32 anos, sem comorbidades conhecidas, iniciou formação militar após aprovação em concurso em fase de treinamento intensivo. Há quatro dias, durante atividade física coletiva, sofreu trauma corto-contuso em região de panturrilha esquerda, com pequeno sangramento, sem atendimento médico, dada pequena extensão de lesão, sem necessidade de sutura. Vacina antitetânica atualizada. Cinco dias após evento, observa aumento de área de hiperemia perilesional e cursa com pico febril de 37.9°C. Procurou Pronto Atendimento, sendo iniciado Amoxicilina com Clavulanato. Após três dias do uso de antimicrobiano, cursou com piora importante de dor e picos febris intermitentes. Ao exame observado coleção flutuante em lesão, frequência cardíaca 111 bpm, pressão arterial: 104/62 mmHg, temperatura axilar: 38,4ºC.
Considerando o caso clínico descrito, assinale a mais ADEQUADA.
A distinção entre celulite e erisipela é fundamental na escolha do regime antimicrobiano e como fator de risco para MRSA.
A paciente possui fator de risco para Staphylococcus aureus resistente à Meticilina/Oxacilina (MRSA), agente resistente aos antibióticos habitualmente utilizados na celulite, sendo uma abordagem possível nesse caso a drenagem de lesão e mudança do esquema antimicrobiano para Vancomicina endovenosa.
Staphylococcus aureus resistente à Meticilina/Oxacilina adquiridos na comunidade (CA-MRSA) tem como opção de tratamento a associação Piperacilina-Tazobactam que poderia ser indicado neste caso, somado à drenagem da lesão no intuito de não manter foco infeccioso.
Staphylococcus aureus resistente à Meticilina/Oxacilina adquiridos no hospital (HA-MRSA), como no caso da paciente em questão, tem como primeira linha de tratamento o uso de cefazolina 1g endovenoso de 6/6h por 14 dias.
Sobre a dengue, numere a COLUNA II de acordo com a COLUNA I, fazendo a relação dos grupos da dengue e o respectivo diagnóstico com seus respectivos acompanhamentos ou condutas.
COLUNA I
(1) Grupo A
(2) Grupo B
(3) Grupo C
(4) Grupo D
COLUNA II
( ) Necessidade de expansores plasmáticos.
( ) Realizar reposição volêmica imediata com 10 mL/Kg na 1ª hora e reavaliação clínica logo após.
( ) Os sinais de alarme e agravamento do quadro costumam ocorrer na remissão da febre.
( ) Pacientes em condições clínicas especiais, como asma e obesidade, necessitam de hemograma completo.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
1, 2, 4, 3.
2, 1, 3, 4.
3, 4, 2, 1.
4, 3, 1, 2.
A respeito da Leptospirose, assinale a afirmativa correta.
Pode ser considerada como doença relacionada ao trabalho do grupo II da classificação de Schilling.
Considera-se como caso confirmado a detecção de IgG específico pela reação ELISA.
A doença de Weil, forma anictérica, evolui com insuficiência hepática, fenômenos hemonógicos e alterações hemodinâmicas.
Os casos de Leptospirose devem ser informados ao Sistema de Informação do SUS, à DRT/MTE e ao sindicato da categoria somente quando confirmado.
Um paciente de 52 anos, trabalhador rural, apresenta-se em consulta com queixa de lesões em face, com úlceras em região mucocutânea do nariz e da cavidade oral. Ao exame físico, é possível perceber aumento de linfonodos cervicais e supraclaviculares.
A histopatologia das lesões mostrou granulomas com células gigantes do tipo Langhans, com elementos parasitários de diversos tamanhos, brotamentos simples ou múltiplos. A figura de gemulação múltipla presente no exame é conhecida como “roda de leme”.
Qual o diagnóstico?
Paracoccidioidomicose
Criptococose
Histoplasmose
Pneumocistose
No contexto de helmintíases, qual das alternativas abaixo representa a definição mais adequada de um quadro clínico de tricuríase?
Sangue e muco nas fezes, colite e prolapso retal.
Prurido perianal, dor abdominal, náusea e vômitos.
Erupção maculopapular pruriginosa na pele, náusea, diarreia, vômitos, flatulência e anemia.
Tosse seca, dispneia, febre, escarro com sangue, desconforto abdominal, diarreia.