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Na caracterização de uma lesão para se determinar se ela ocorreu com o indivíduo vivo ou após a sua morte, pode-se usar a prova de Verderau, que consiste em comparar a relação existente entre hemácias e leucócitos.
Certo
Errado
Sabemos que a cronologia das lesões e o tempo de morte são estimados através de fenômenos cadavéricos e de decomposição de substancias orgânicas.
O espectro equimótico de Legrand du Saulle corresponde
ao depósito de sangue nos tecidos moles.
à degradação da hemoglobina.
ao início do estado de putrefação.
ao estado de putrefação em fase avançada.
à presença de mancha hipercrômica na esclera.
Um dos dados importantes determinados pelos peritos legistas é a cronologia das lesões observadas nas vítimas, principalmente observando se foram feitas antes ou depois do evento alegado. Em relação ao diagnóstico diferencial das lesões produzidas intra vitae ou post mortem, assinale a alternativa correta.
Uma vez que a lesão foi produzida após a morte, não faz diferença se foi produzida logo após ou muitas horas depois.
Lesões provocadas por animais necrófagos, como formigas, confundem o perito com outros tipos de lesões.
Em casos de corpos de afogados atacados por animais marinhos como siris ou urubus, é fácil definir se elas foram produzidas antes ou depois da morte.
O fator principal quanto à produção das lesões ter sido intra vitae ou post mortem é a presença de reação vital nas feridas.
Não faz diferença para os peritos se as lesões foram produzidas imediatamente antes da morte ou algumas horas antes se não tiverem relação com a causa mortis.
Um serralheiro de 35 anos de idade sofre lesão no supercílio direito por uma lasca de metal. Já no mesmo dia, a área ao redor da lesão torna-se avermelhada, sensível, edemaciada e quente ao toque. A vermelhidão no local da lesão nesse paciente é causada, principalmente, por
Hemorragia.
Hemostasia.
Marginação de neutrófilos.
Vasodilatação.
NÃO é uma lesão considerada Intra-vitam, o(a)
sinal de Chambert.
monóxido de carbono no sangue.
embolia.
pergaminhamento da pele escoriada.
hemorragia interna.
Analisando um esqueleto humano no laboratório de antropologia forense verificaram-se diversas lesões no esqueleto, com várias características: 1- “asa de borboleta”, 2- orifício de entrada de projétil de arma de fogo e 3- bordas esbranquiçadas (diferentes da cor do restante do osso). Tais lesões são provenientes de traumas, respectivamente:
contundente, cortante e perfurocortante.
contundente, perfurocontundente e antemortem.
perfurocortante, contundente e inciso.
cortante, perfurante e perfurocortante.
contundente, perfurocontundente e postmortem.
A glicerinação é eficiente na conservação dos tecidos post-mortem porque
é fracamente antisséptica e inflamável.
conserva parcialmente íntegros os órgãos internos.
evita a desidratação dos tecidos, deixando-os mais moles e flexíveis.
permite a manutenção da coloração natural dos tecidos.
Na investigação da causa “mortis“ de um corpo esmagado encontrado na linha férrea, se encontra fratura de osso hióide com escoriações hiperêmicas cervicais, ruptura de artérias carótidas com pequenos coágulos em torno das mesmas. O cadáver possui múltiplas lesões por esmagamento em tronco e membros sem crosta hemática, coágulos, hiperemias e equimoses, sendo todas esbranquiçadas. Considerando o enunciado, analise as assertivas a seguir e marque a alternativa CORRETA.
I - Essas lesões são todas “intravitam”.
II - Essas lesões são todas “post-mortem”.
III - Essas lesões foram todas causadas pela passagem do trem sobre o corpo pelo que se conclui por morte acidental.
IV - Os vestígios são compatíveis com lesões “intravitam” cervicais, havendo outras lesões “post-mortem”.
Somente II está correta.
Somente IV está correta.
Somente III e IV estão corretas.
Somente I está correta.
Todas estão corretas.
A técnica de Laskowski é eficiente na conservação dos tecidos post-mortem porque
mantém a cor do cadáver e os músculos com boa plasticidade.
dispensa o processo de perfusão arteriovenosa do cadáver.
utiliza xilol, etilenoglicol e fenol na sua formulação.
é menos complicada que o processo de formolização.
Quando se quer estimar o período pós-morte, um dos métodos propostos é fazer-se a dosagem de eletrólitos no plasma do sangue do cadáver. Dentre as diversas propostas, a que tem sido menos contestada é a
medida do sódio.
relação sódio/potássio.
medida do potássio.
medida do cálcio.
relação cálcio/magnésio.
Para demonstrar se uma lesão foi feita em vida ou post mortem, na dependência do mecanismo de morte, podem ser encontrados alguns sinais especiais que comprovam a reação vital, EXCETO:
presença de corpos estranhos nos brônquios primários em vítimas de afogamento.
aspecto salpicado “em mosaico” dos pulmões em alguns casos de esgorjamento.
dosagem elevada de monóxido de carbono no sangue de carbonizados.
presença de fuligem nas vias aéreas de cadáveres encontrados em local de incêndio.
embolia gordurosa pulmonar e m politraumatizados com fraturas extensas de membros inferiores.
Em relação às lesões “in vitam” e “post mortem”, assinale a alternativa INCORRETA.
As provas clássicas para o diagnóstico entre lesões in vitam e post mortem são a prova de Verderau, a histológica, a histoquímica, os métodos bioquímicos e a espectrofotometria de absorção atômica.
As lesões que ocorrem após a morte não apresentam reações vitais, como: infiltração hemorrágica, retratibilidade dos tecidos, presença e tonalidade das equimoses; aspecto das escoriações, reações inflamatórias, embolias, evolução dos calos de fratura, entre outras.
As queimaduras provocadas antes da morte apresentam flictenas que contêm ar ou líquidos com leucócitos, mas sem albumina.
As lesões no vivo, principalmente as contusões, apresentam infiltração hemorrágica dos tecidos moles, e, quanto maior a sobrevivência, maior a infiltração.
Ahemorragia é, em regra, um sinal característico de lesão produzida em vida, principalmente quando o sangue é projetado à distância. Os derrames sanguíneos nas cavidades serosas só devem ser considerados vitais quando forem de grande volume.
A ferida descrita no pé é prova de tortura.
São achados histopatológicos de reação vital nas feridas todos os abaixo, exceto:
Perda de fluxo axial e marginação leucocitária.
Migração de neutrófilos para o interstício.
Desintegração de hemácias, a partir da periferia da lesão.
Presença de macrófagos fagocitando pigmento de hemossiderina.
Ausência de atividade enzimática como fosfatases, esterases e aminopeptidases na lesão.
Em função da fase de putrefação, é impossível, em exame de perícia, distinguir se a perda da mão direita ocorreu antes ou depois da morte.
É correto afirmar que o periciando estava vivo no momento da produção das lesões.