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Em pacientes portadores de neoplasia renal localizada, em bom estado geral, candidatos ao tratamento cirúrgico, podemos afirmar que
nefrectomia radical associada à linfadenectomia deve ser realizada sempre que possível, pois melhora o prognóstico oncológico.
cirurgia preservadora de parênquima (nefrectomia parcial) deve ser realizada sempre que possível, mesmo que, para tal, seja necessário optar por técnica aberta em casos mais complexos, pois apresentam resultados oncológicos aceitáveis em longo prazo.
adrenalectomia ipsilateral deve ser realizada em todos os casos de neoplasia renal em polo superior.
presença de trombo tumoral em veia renal não contraindica nefrectomia parcial.
técnicas ablativas são a escolha preferencial em lesões centrais próximas ao sistema coletor e pedículo renal.
No que diz respeito a doenças renais, assinale a opção correta.
A maioria dos antígenos glomerulares ou mesangiais envolvidos na glomerulonefrite imunomediada é desconhecida.
Quando a creatinina sérica sobe rapidamente no decorrer de poucos dias, a nefrite aguda é denominada glomerulonefrite membranoproliferativa.
A síndrome nefrótica descreve o início de uma proteinúria ainda não significativa (menos de 1 g em 24 h), hipotensão arterial, hematúria macroscópica, entre outros sinais.
A insuficiência hepática pode causar um quadro de insuficiência renal aguda classificada como intrínseca ou parenquimatosa.
Sob o ponto de vista do estilo de vida como fator predisponente, o tabagismo não é um fator de risco estabelecido para o desenvolvimento de doença renal crônica.
A pielonefrite aguda caracteriza-se por infecção do trato urinário superior, com manifestações clínicas e laboratoriais típicas. Constitui achado compatível com esse diagnóstico:
dor lombar, febre elevada e leucocitose, associadas a piúria.
hematúria macroscópica indolor como manifestação predominante.
redução progressiva da taxa de filtração glomerular sem sinais infecciosos.
disúria isolada, sem febre e com urocultura negativa.
proteinúria nefrótica como achado inicial mais frequente
No manejo inicial da urolitíase não complicada por cálculo renal ≤7 mm em paciente com função renal preservada, a conduta mais adequada é:
litotripsia extracorpórea por ondas de choque.
terapia expulsiva com alfabloqueador.
ureteroscopia com remoção endoscópica.
acidificação urinária com cloreto de amônio.
antibioticoterapia profilática prolongada.
Homem de 68 anos, hipertenso e diabético, é internado por pneumonia grave. Evolui com redução do débito urinário nas últimas 12 horas. Creatinina basal era 1,0 mg/dL e atualmente é 1,7 mg/dL. Está hipotenso, com sinais clínicos de hipovolemia. De acordo com a definição e a classificação atuais de insuficiência renal aguda, bem como com os princípios de manejo inicial, qual é a conduta mais apropriada neste momento?
Classificar como insuficiência renal crônica agudizada e iniciar diálise precoce.
Classificar como insuficiência renal aguda estágio 1 e priorizar reposição volêmica com cristaloide isotônico.
Solicitar biópsia renal imediata para definição etiológica.
Iniciar diurético de alça em altas doses para recuperação do débito urinário.
Manter conduta expectante por 48 horas antes de intervenção.
Segundo o livro Pronto Socorro do ICr- HCFMUSP – 4ed., em relação à síndrome nefrítica, marque a alternativa CORRETA.
A glomerulonefrite pós estreptocócica é uma das causas mais comuns e predomina em crianças de 2 a 6 anos de idade.
A glomerulonefrite pós estreptocócica é uma das causas mais comuns na infância e a diminuição das concentrações séricas de CH50 e C3 ocorre na maioria dos casos, normalizando em 6 a 8 semanas em grande parte dos pacientes.
Caracteriza-se pelo aparecimento súbito da tríade: edema, hematúria e albumina abaixo de 2,5g/dl.
A confirmação da infecção estreptocócica por cultura de orofaringe ou pele apresenta alta sensibilidade.
Sobre o uso de agentes radiofármacos para avaliação funcional dos rins, é correto afirmar que o
DTPA e MAG3 são usados para avaliar hipertensão renovascular, função de transplante renal e refluxo vesicoureteral.
emprego de DTPA está relacionado com a secreção tubular, e do MAG3 com a filtração glomerular.
DTPA e o DMSA são usados para avaliar hipertensão renovascular, função do transplante renal e refluxo vesicoureteral.
DMSA é usado para avaliação de infecção, cicatrizes renais e para rejeição aguda de transplante renal.
MAG3 é usado para avaliação de infecção, cicatrizes renais e principalmente para avaliação de rejeição aguda de transplante renal.
Homem, 45 anos, DRC por HAS e DM2, e adimitido em hospital com quadro de desorientação, náuseas, vômitos e anasarca. Os exames laboratoriais mostram ureia 351 mg/ dL; Cr 10,4 mg/dL, Na 130 mEq/L K 6,1 mEq/L Bic 12. Indica terapia dialítica via acesso de curta permanência com a seguinte prescrição: tempo 4h; UF 2,0 L; fluxo sanguíneo 300 ml/min fluxo dialisato 500 m/min/ Na dialisato 144. Após 2h de sessão, o paciente apresenta náuseas, vomitos, confusão mental e episódio convulsivo. A complicação apresentada e a principal medida de prevenção são respectivamente:
embolia gasosa – avaliação prévia de acesso, de linha arterial, atenção na retirada de cateter (especialmente acesso jugular)
reação ao dialisar tipo A – trocar de dialisador por material menos alérgeno
síndrome do desequilíbrio osmótico – prescrever 1ª sessão com no máximo 2 horas, uso de manitol associado, fluxos de sangue e dialisato mais baixos
hemólise – avaliação horária de sangue em circuito de diálise, interrompendo a mesma caso presença de sangue escuro e fibrina no filtro
Paciente de 26 anos dá entrada em pronto socorro com quadro de colúria, edema de membros inferiores e crise hipertensiva. Nega febre previamente sem comorbidades, relata viagem recente à Bahia, relata ter feito trilhas longas e se alimentado de peixes e crustáceos locais, evoluindo com quadro uma semana depois.
Exames laboratorial: Hb 9,5 g/dL; leucometria 10.000; PCr 1,7 U 256 mg/dL Cr 5. 7mg/dL K 6,8 mEq/L Na 145 mEq/L Bic 14 meQ/L CPK 2.000.
EAS: hb 3+; ptn 2+; ´ph 2
Qual provável diagnóstico e conduta do caso?
Síndrome de Haff – avaliar hemodiálise de urgência
Leptospirose – início de antibioticoterapia e hidratação venosa
Dengue hemorrágica – hidratação venosa e nova avaliação laboratorial em 3h – avaliar hemodiálise
IRA associada a desidratação – hidratação venosa
Paciente masculino, 52 anos de idade, portador de HAS + DM2, em uso atual de losartana 50 mg 12/12h; dapagliflozina 10 mg 1x ao dia; anlodipina 5 mg 12/12h; metformina 500 mg 12/12h, com último exame laboratorial mostrando os seguintes valores: Hb 12,5 g/dL; Leuco 9000; U 14 mg/dL; Cr 1,1 mg/dL; Na 142 mEq/L; K 5,0 mEq/L; HbA1c 6,8% relação albumina/creatinina: 298 mg/g em spot urinário. Paciente clinicamente estável, PA 145 x 90 mmHg, repetida e confirmada em duas consultas. Para melhor controle de progressão de Doença Renal Crônica, está indicado:
início de finerenona, 10 mg dia, visto K < 5,5. Reavaliar potassemia em 15 dias; associar clortalidona 25 mg 1x dia para controle de PA objetivando PA sistólica < 140 mmHg
início de finerenone, 10 mg dia, visto K < 5,5. Reavaliar potassemia em 15 dias; associar clortalidona 25 mg 1x dia para controle de PA objetivando PA sistólica < 120 mmHg
não iniciar finerenone, visto K > 4,8 mEq/L; iniciar clortalidona 25 mg 1x ao dia, objetivando PA sistólica < 120 mmHg; avaliar dieta hipoproteica para controle de proteinúria
não iniciar finerenone, visto K > 4,8 mEq/L; iniciar clortalidona 25 mg 1x ao dia, objetivando PA sistólica < 140 mmHg; avaliar dieta hipoproteica para controle de proteinúria
Mulher, 26 anos de idade, apresentando quadro de hematúria dismórfica associada a proteinúria de 1800 mg/24 e piora de função renal no último ano (Cr 1.8 mg/dL).
Sorologias virais negativas. FAN não reagente. Anti-DNA não reagente. C3 75 mg/dL; C4 20 mg/dL
Foi realizada biópsia renal, com detecção de expansão e hipercelularidade mesangial, proliferação endocapilar, reação de membrana basal glomerular com formação de dupla membrana; A Imunofluorescência com resultado parcial indicando depósitos localizados em mesângio, subepitélio e intramembrana. Há presença de crescentes.
Dentre as alternativas abaixo, qual provável diagnóstico da paciente:
glomerulopatia membranoproliferativa – Lúpus eritematoso sistêmico
glomerulopatia membranosa – hepatite C
glomerulopatia membranoproliferativa – glomerulopatia por C3
glomerulopatia membranoproliferativa associada à microangiopatia trombótica
Homem, 42 anos, portador de Diabetes Mellitus Tipo 2 e hipertensão. Em exame de rotina, foi detectado creatinina sérica de 2,0 mg/dL, (CKD EPI 2021 – TFG 40 ml/min/1,73 m²) associada à albuminúria de 194 mg/g de creatinina, repetida e confirmada após três meses. Qual é ocorreto estadiamento da Doença Renal Crônica (DRC) deste paciente:
G3b-A2
G3a-A2
G3a-A3
G4 – A3
Um adolescente de 13 anos com Doença Renal Crônica (DRC) estágio 4 é avaliado para distúrbio mineral e ósseo associado à DRC (DMO-DRC). Seus exames mostram níveis elevados de fósforo sérico e PTH. Qual é a primeira medida terapêutica para o manejo da hiperfosfatemia nesse paciente?
Iniciar calcitriol para suprimir o PTH.
Prescrever cinacalcete para reduzir o PTH.
Restrição dietética de fósforo e uso de quelantes de fósforo.
Indicar paratireoidectomia para tratar o hiperparatireoidismo secundário.
Aumentar a dose de cálcio suplementar.
Um menino de 6 anos com Síndrome Nefrótica Idiopática em atividade é admitido com edema severo, proteinúria maciça e hipoalbuminemia. Ele subitamente desenvolve dor intensa no flanco direito, hematúria e piora aguda da função renal.
Qual é a complicação mais provável que esse paciente está apresentando?
Peritonite bacteriana espontânea.
Insuficiência renal aguda por necrose tubular aguda.
Trombose de veia renal.
Ruptura de cisto renal.
Cistite hemorrágica.
As artérias que irrigam as suprarrenais originam-se mais comumente da(s):
Artérias renais, aorta e esplênica.
Artérias renais, aorta e frênicas inferiores.
Artérias frênicas inferiores.
Aorta.
Artérias renais, aorta e lombares superiores.
Sobre o cisto renal classificado pela tomografia computadorizada como Bosniak 2F, assinale a alternativa correta.
Não há chance de ser um tumor renal cístico.
Requer seguimento com tomografias seriadas.
É um cisto de paredes finas, sem calcificação e sem septos, com conteúdo líquido.
É um cisto de paredes espessadas, que captam contraste, com conteúdo denso e múltiplos septos.
É um cisto com calcificações grosseiras e nódulos que captam contraste, necessitando seguimento.
Na coordenação de rede hospitalar, o médico Nefrologista deve equilibrar gestão clínica e administrativa. Com base no enunciado, a ação que reflete esse papel é:
Delegar integralmente decisões clínicas à equipe de enfermagem.
Priorizar metas financeiras em detrimento da segurança do paciente.
Excluir participação multiprofissional nas decisões clínicas.
Garantir protocolos assistenciais padronizados e monitoramento de indicadores de qualidade.
Centralizar todas as decisões em um único gestor médico.
Um paciente de 35 anos, submetido a transplante renal há 3 meses, apresenta aumento súbito da creatinina sérica, febre baixa e dor no enxerto. A biópsia revela infiltrado linfocitário intersticial e agressão tubular. Considerando os mecanismos imunológicos envolvidos, assinale a explicação CORRETA para o quadro.
Ativação de linfócitos T CD8+ contra antígenos HLA do enxerto, caracterizando rejeição aguda celular.
Produção de anticorpos anti-HLA classe II, caracterizando rejeição crônica.
Ativação inespecífica de células NK sem reconhecimento antigênico.
Supressão da resposta imune por células T regulatórias.
Ativação de complemento independente de anticorpos.
Um paciente com insuficiência renal crônica avançada apresenta prurido intenso, fraqueza muscular e deformidades ósseas. O exame físico revela palidez cutânea e sinais de osteodistrofia. Com base no caso, assinale CORRETAMENTE a interpretação clínica que melhor integra os achados.
Complicações endócrinas secundárias à insuficiência adrenal.
Alterações metabólicas relacionadas à hipoglicemia persistente.
Efeitos adversos da imunossupressão pós-transplante.
Manifestações sistêmicas da uremia, incluindo anemia e osteodistrofia renal.
Consequências da hipertensão arterial mal controlada.
Um paciente de 40 anos, portador de HIV controlado com terapia antirretroviral, apresenta insuficiência renal terminal. Segundo os protocolos atuais de transplante renal, assinale a conduta CORRETA.
Contraindicação absoluta ao transplante, independentemente do controle clínico.
Transplante permitido apenas em casos de falência hepática concomitante.
Transplante indicado sem restrições, pois o HIV não interfere na imunossupressão.
Transplante permitido apenas mediante autorização judicial específica.
Contraindicação relativa, sendo possível transplante se houver carga viral indetectável e CD4 adequado.