Questões de Concurso sobre Neurocirurgia

 
 
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Com relação às hérnias discais lombares, é incorreto afirmar que:

A
em uma hérnia discal L4-L5 póstero-lateral, a raiz mais freqüentemente acometida é a raiz L5 ipsilateral;

B
a positividade do teste de estiramento femural pode ser observada na neuropatia femural e nas hérnias lombares nos níveis superiores;

C
o nível mais freqüente de hérnia discal lombar é o L5-S1;

D
o sinal de Fajersztajn é encontrado com mais freqüência nas hérnias foraminais;

E
a dor no membro inferior contra-lateral durante a pesquisa do sinal de Lasègue é encontrada com freqüência nas hérnias de disco lombares medianas extrusas ou aderidas à "axila" da raiz.
Paciente, de 65 anos, é admitido no Serviço de Emergência com diparesia braquial predominantemente distal e com dor em queimação nas mãos, após queda da própria altura e trauma frontal. Radiografia da coluna cervical evidencia, apenas, alterações degenerativas, sem fraturas aparentes ou listeses. O diagnóstico mais provável é:

A
deslocamento atlanto-occipital;

B
síndrome da artéria espinhal anterior associada à hérnia de disco cervical;

C
síndrome radicular cervical bilateral;

D
avulsão de raízes do plexo braquial;

E
síndrome central da medula associada à contusão medular.
Quanto às bases anatômicas da estabilidade vertebral, pode-se afirmar que:

A
o conceito das três colunas foi descrito por Panjabi;

B
dor, deficit neurológico e deformidade são critérios clínicos de instabilidade;

C
Rx dinâmico da coluna cervical é imprescindível para diagnosticar instabilidade;

D
a deformidade da coluna vertebral é ocasionada por irritação de estruturas nervosas;

E
a destruição da coluna anterior, geralmente, leva à instabilidade da coluna vertebral.
A paralisia do III nervo pode ser acarretada pelo aneurisma:

A
da artéria comunicante posterior e da artéria coróidea anterior;

B
da artéria comunicante posterior e da artéria oftálmica;

C
da artéria comunicante posterior e da artéria comunicante anterior;

D
da artéria comunicante posterior e da bifurcação da carótida;

E
da artéria comunicante posterior e da artéria basilar.
Nas craniossinostoses não sindrômicas , a sutura mais comumente acometida é a:

A
lambdóide;

B
coronal;

C
metópica;

D
sagital;

E
escamosa.
A terapia dos 3 Hs (hemodiluição, hipertensão e hipervolemia) está indicada no tratamento de:

A
edema cerebral;

B
hipertensão intracraniana;

C
vasoespasmo cerebral;

D
hemorragia intracerebral;

E
contusão cerebral.
Paciente, de 25 anos, apresentou abaulamento levemente doloroso na região da eminência parietal esquerda, com evolução de cerca de 3 anos. Radiografia do crânio mostrou lesão lítica, única e com contorno bem definido. Qual a etiologia mais provável?

A
hemangioma;

B
dermóide;

C
cisto ósseo aneurismático;

D
mucocele;

E
granuloma eosinofílico.
O hematoma subdural agudo é, geralmente, acompanhado de:

A
pneumoencéfalo;

B
fratura do osso temporal;

C
hemorragia intraventricular;

D
fístula liquórica;

E
contusão cerebral.
Identifique a opção que não se refere a uma forma clínica de apresentação da hemorragia subaracnóidea espontânea:

A
infecciosa;

B
apopléxica;

C
forma paralítica;

D
epiléptica;

E
meningítica.
Depois da febre, o sintoma mais precoce dos abcessos espinhais, em crianças abaixo dos dois anos, é:

A
paraparestesia;

B
distúrbios esfincterianos;

C
paraparesia;

D
paraplegia;

E
dor abdominal.
Na hipótese diagnóstica de ventriculite em paciente em uso de derivação ventrículo peritoneal, a atitude mais acertada é:

A
revisão da DVP;

B
tratamento antibioticoterápico exclusivo;

C
retirada do sistema e instalação de derivação ventricular externa;

D
punção ventricular e terapia antibiótica intratecal;

E
retirada do sistema e punções ventriculares seriadas.
A curva de Lanfitt está relacionada com:

A
hipertensão intracraniana;

B
hemorragia subaracnóidea;

C
meningoencefalite;

D
tumores da glândula pineal;

E
tumores raquimedulares.
No traumatismo raquimedular (TRM):

A
quase dois terços ocorrem na coluna torácica;

B
a fratura com achatamento de L1 é secundária a mecanismo de hiperextensão;

C
a mortalidade é maior nas crianças que nos adultos;

D
as fraturas do odontóide, geralmente, evoluem com insuficiência respiratória;

E
a artrodese por via anterior da coluna cervical se faz necessária sempre que houver fratura-luxação bifacetária.
Com relação aos schwanomas do vestibular, é incorreto afirmar que:

A
nos pacientes com schwanomas vestibulares de pequena extensão à fossa posterior e, ainda, com função auditiva no pré-operatório, a audição pode ser preservada com a ressecção do tumor pelo acesso retrosigmoídeo-transmeatal;

B
na sua maioria, surgem no nervo vestibular superior na zona de Oberstein-Redlich, junto à abertura do meato acústico interno;

C
a perda da audição é o sintoma inicial mais comum;

D
a despeito do íntimo contato dos schwanomas vestibulares com o nervo facial, deficits motores faciais são incomuns, exceto tardiamente, nos tumores grandes;

E
a alteração audiométrica característica é a hipoacusia sensório-neural com predomínio para os tons de baixa freqüência.
Paciente, de 5 anos, com mielomenigocele corrigida ao nascer, sem novos sintomas, realizou ressônancia magnética nuclear de coluna lombar, evidenciando implantação do cone medular no nível de L5. A conduta imediata deve ser:

A
cirurgia eletiva para desancoramento medular;

B
cirurgia de urgência, devido ao grande risco de perda de função;

C
consevadora, com avaliação periódica neurológica;

D
incremento do trabalho fisioterápico;

E
avaliação ortopédica.
Qual a neoplasia benigna do crânio mais comum na infância?

A
condroma;

B
displasia fibrosa;

C
osteoma;

D
histiocitose X;

E
cistos dermóides e epidermóides.
O tumor de fossa posterior mais comum, até os 8 anos, é:

A
glioma de tronco cerebral;

B
astrocitoma pilocístico;

C
ependimoblastoma;

D
meduloblastoma;

E
craniofaringeoma.
Nas hemorragias intracranianas perinatais sem dilatação ventricular, a primeira conduta deve ser:

A
punções ventriculares seriadas;

B
derivação ventrículo - peritoneal;

C
derivação ventricular externa;

D
punções lombares seriadas;

E
espectante.
Nas fraturas depressivas de crânio, com mais de 10 mm, conhecidas como em "bola de ping-pong", a conduta é:

A
conservadora, uma vez que o defeito sempre retorna para a posição original;

B
cirurgia, com levantamento da tábua óssea deprimida;

C
cirurgia, com craniectomia e posterior cranioplastia;

D
compressas mornas são de grande utilidade para a redução;

E
apoio psicológico à família.
As infecções em derivações ventrículo peritoneais são mais freqüentemente causadas por:

A
colonização peroperatória;

B
infecção pós-operatória no retalho cutâneo;

C
infecção retrógrada das porções distais do sistema;

D
via hematogênica;

E
infecções sistêmicas.
 
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