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Um homem de 45 anos de idade está em tratamento para linfoma não Hodgkin difuso de grandes células B. A última quimioterapia foi há 48 horas. Refere mal-estar geral, parestesias, náuseas, dor abdominal difusa, diurese reduzida. Ele nega febre e outras queixas. Em exame físico, apresenta-se em mau estado geral, afebril, hipocorado, abdome plano, baço palpável a 6 cm do rebordo costal esquerdo com frequência cardíaca de 88 bpm e pressão arterial de 100 mmHg x 60 mmHg. Os exames laboratoriais apresentam os seguintes resultados: Hb = 10,2 g/dL, Ht = 28,5%, leucócitos = 8.000/mm³; plaquetas = 130.000/mm³; PCR = 4,5 mg/dL (VR < 1,0 mg/dL); DHL = 1.200 U/L (VR < 220 U/L); creatinina = 4,1 mg/dL (VR < 1,2 mg/dL); ureia = 180 mg/dL (VR = 10 a 50 mg/dL); sódio = 138 mmol/L (VR = 135 a 145 mmol/L); potássio = 7,1 mmol/L (VR = 3,5 a 5,0 mmol/L); fósforo = 8,5 mg/dL (VR = 2,5 a 4,5 mg/dL); cálcio iônico = 0,85 mmol/L (VR = 1,11 a 1,40 mmol/L); ácido úrico = 10,5 (VR = 3,4 a 7,0 mg/dL).
Acerca desse caso hipotético, assinale, respectivamente, o diagnóstico mais adequado e a melhor conduta a ser tomada.
crise de gota; hidratação, correção dos distúrbios eletrolíticos e alopurinol
síndrome de lise tumoral; hidratação, correção dos distúrbios eletrolíticos e rasburicase
injúria renal aguda; hemodiálise
síndrome urêmica; hidratação e correção dos distúrbios eletrolíticos
injúria renal aguda; correção dos distúrbios hidroeletrolíticos e hidratação
Sabe-se que existem alguns vírus relacionados à etiologia do câncer. Sobre a infecção viral e o desenvolvimento do câncer, assinale a alternativa correta.
A infecção viral está relacionada com a causa de cerca de 30% dos cânceres mundialmente.
A maior parte dos tumores relacionados à infecção viral acontece nos países desenvolvidos.
Uma pequena porção dos pacientes infectados pelos vírus oncogênicos desenvolvem câncer.
Os três tipos de vírus da hepatite A, B e C podem desencadear um carcinoma hepatocelular.
Uma paciente, de 61 anos de idade, procurou assistência médica por apresentar, há dois meses, aumento progressivo do volume abdominal, dores abdominais e emagrecimento. Durante a anamnese, a paciente negou outros sintomas. No exame físico, foram detectados sinais de ascite de médio volume. Após a investigação clínica e laboratorial, a paciente recebeu a hipótese diagnóstica de tumor de ovário, estadiamento clínico IIIC (FIGO).
Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa incorreta acerca dos exames complementares no diagnóstico dos tumores epiteliais de ovário.
A avaliação quanto à presença de mutações germinativas nos genes BRCA1 e BRCA2 é mandatória para os carcinomas epiteliais não mucinosos.
A pesquisa de mutação do gene TP53 deve ser realizada nas pacientes com estágios avançados dos carcinomas epiteliais de ovário, para aconselhamento genético.
Se confirmada histologia epitelial mucinosa, a dosagem sanguínea do marcador tumoral antígeno carcinoembriônico deve ser realizada, além de exames de endoscopias do trato gastrintestinal.
Deve ser realizada a dosagem sanguínea do marcador tumoral CA125, porque o valor de CA125 é utilizado para monitorar a resposta ao tratamento e a detecção da recorrência tumoral.
Em virtude de a presença de deficiência de recombinação homóloga ser preditora de benefício com o tratamento com inibidores de proteínas dessa via de reparo, deve ser investigada a expressão da enzima poli adenosina difosfato ribose/polimerase (PARP).
Paciente de 71 anos foi diagnosticado com carcinoma de células escamosas do esôfago. Constitui o fator de risco reconhecido mais relevante para essa doença:
alcoolismo.
doença do refluxo gastroesofágico.
infecção por Helicobacter pylori.
obesidade.
uso crônico de bloqueadores anti-inflamatórios não hormonais.
Mulher de 60 anos, sem comorbidades significativas, apresentou sangramento uterino anormal, sendo diagnosticada neoplasia endometrial ao USTV. Foi realizada histerectomia total + salpingooforectomia bilateral + linfadenectomia pélvica e para-aórtica. O anátomo-patológico demonstrou carcinoma endometrioide grau 2, invadindo até a serosa, estadio pT3a, sem comprometimento linfonodal e sem doença residual (IIIA). Assinale a alternativa correta.
É necessária classificação molecular para determinação do risco de recidiva e eventual indicação de tratamento adjuvante
Trata-se de neoplasia de baixo risco, não sendo indicado tratamento adjuvante
Trata-se de neoplasia de alto risco independentemente da classificação molecular, estando indicado tratamento adjuvante com quimioterapia com platinantes, associada ou não a radioterapia
Está indicada apenas radioterapia adjuvante
É necessário estudo imuno-histoquímico para identificar receptores hormonais e eventual indicação de hormonioterapia adjuvante com acetato de megestrol