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A coluna cervical pode ser acometida por doenças de origem traumática, degenerativa, inflamatória, infecciosa ou tumoral. A manifestação clínica dessas doenças está relacionada com a lesão dos diferentes componentes do segmento vertebral: vértebras, ligamentos, músculos, raiz nervosa e medula espinhal, e a suas respectivas funções. Sobre esse tema, assinale a alternativa correta.
As lesões tumorais primárias da coluna cervical podem ser malignas ou benignas. Os tumores malignos são mais frequentes na criança e nos adolescentes, enquanto as lesões benignas são mais frequentes nos mais idosos.
A Radiculopatia é o resultado final de um processo inflamatório no interior ou ao redor da raiz nervosa, que ocorre como o resultado de irritação química ou pressão mecânica sobre essa raiz. Os sintomas radiculares se manifestam clinicamente nos Dermátomos e Miótomos da raiz acometida, podendo estar associados à dor cervical.
O tratamento cirúrgico da hérnia de disco cervical pode ser realizado por meio de abordagem anterior ou posterior. A abordagem posterior tem sido a mais frequentemente realizada e permite o acesso à região central do disco intervertebral, sendo essa a grande vantagem sobre a abordagem anterior, que possui acesso limitado à parte póstero-lateral do disco intervertebral herniado.
A Mielopatia cervical Espondilótica é a forma menos frequente de disfunção da medula espinhal nos pacientes acima de 55 anos, por isso, seu diagnóstico pode ser difícil de ser realizado em algumas situações.
Sobre a pseudoartrose congênita da clavícula, assinale a alternativa correta.
Na avaliação do tratamento a ser proposto, a deformidade estética tem pouca importância.
Pelo quadro de dor, especialmente em crianças, o tratamento cirúrgico é o indicado.
Sua localização anatômica mais comum é o terço distal.
Pode ser causa da síndrome do desfiladeiro torácico pela hiperabdução do braço.
O lado mais acometido é o esquerdo e é bilateral em 30% dos casos.
Osteomielite hematogênica aguda é o tipo mais comum de infecção óssea, acometendo, principalmente, crianças.
Acerca do seu diagnóstico, é correto afirmar que
velocidade de hemossedimentação (VHS) é um parâmetro mais útil para monitorar a resposta ao tratamento, pois se normaliza mais cedo do que a PCR.
febre pode estar ou não presente nas fases iniciais da doença, com até 40% das crianças afebris na admissão hospitalar.
PCR, VHS e contagem de leucócitos elevados são essenciais no diagnóstico precoce.
a hemocultura pode identificar cerca de 70% do micro-organismo causador.
a ressonância magnética apresenta alta espeficidade e baixa sensibilidade diagnóstica.
O termo “joelho flutuante” é utilizado para descrever a associação de fraturas das metáfises ou diáfises adjacentes do fêmur e da tíbia ipsilateral. Em crianças, Letts et al. propuseram uma classificação em cinco tipos que consiste em
tipo B: uma fratura é diafisária, e a outra metafisária, sendo ambas fechadas.
tipo A: uma fratura é diafisária e a outra é um deslizamento epifisário.
tipo D: uma fratura é metafisária e a outra diafisária, ambas fechadas.
tipo C: ambas são fraturas diafisárias fechadas.
tipo E: uma fratura é aberta e a outra fechada.
Quanto à doença de Legg-Calvé-Perthes, é correto afirmar que
é mais comum em meninas com idade média de 12 anos.
no tratamento cirúrgico, a osteotomia inonimada aumenta o varismo da porção proximal do fêmur.
as alterações radiográficas na cabeça femoral geralmente aparecem tardiamente aos sintomas iniciais.
no Tipo B, o sinal da crescente envolve menos da metade da cabeça femoral, de acordo com a classificação de Salter – Thompson.
a cintilografia é superior à ressonância na avaliação da extensão do acometimento na cabeça femoral, especialmente, nos estágios iniciais.