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Mulher de 73 anos é avaliada por uma história de 10 anos de osteoartrite afetando múltiplas articulações ao longo dos anos, incluindo as articulações distais dos dedos, bases dos polegares, joelhos e coluna cervical e lombar inferior. Refere que tentou medidas não farmacológicas e teve benefício mínimo com injeções intra-articulares de corticoides e ácido hialurônico em joelhos. Recentemente, ela foi diagnosticada com úlcera péptica. O histórico também é significativo para doença arterial coronariana, diabete melito e hipertensão arterial, em uso de enalapril, bisoprolol, metformina, atorvastatina, pantoprazol e clopidogrel. Ao exame físico: sinais vitais normais; nódulos de Heberden e Bouchard em mãos; crepitação e extensão limitada da coluna cervical; deformidade bilateral em varo em joelhos, com crepitação aos movimentos.
Nesse momento, o tratamento mais adequado é associar
capsaicina.
duloxetina.
gabapentina.
metotrexato.
naproxeno.
A escolha da medicação na esclerose sistêmica depende do órgão acometido e da classe da doença. Assim, podemos afirmar que:
Ciclofosfamida EV deve ser prescrita durante os primeiros 12 meses de tratamento da doença intersticial pulmonar.
Micofenolato de mofetila age no tratamento da doença intersticial pulmonar e na pele.
Nintedanibe é uma medicação imunossupressora para as fases mais avançadas da doença intersticial pulmonar.
Metotrexato não deve ser prescrito para tratar o envolvimento cutâneo difuso.
Inibidores de canais de cálcio estão indicados no tratamento imediato da crise renal esclerodérmica.
Sobre a artrite reumatoide, são feitas as seguintes afirmações:
I. A prevalência em mulheres é de 2-3x maior.
II. Pacientes com HLA-DR4 positivos têm risco de apresentar formas mais graves da doença.
III. Acomete com frequência as articulações interfalangeanas distais.
Quais estão corretas?
Apenas I.
Apenas I e II.
Apenas I e III.
Apenas II e III.
I, II e III.
Em relação à etiopatogenia do Lupus eritematoso sistêmico e seus fatores relacionados, assinale a alternativa correta.
Trata-se do protótipo de doença autoimune, de etiologia idiopática, evoluindo para o desenvolvimento de linfócitos B autorreativos e produção de auto-anticorpos, sem outros defeitos nos demais segmentos do sistema imune
Fatores ambientes e infecções podem raramente se relacionar com o desenvolvimento da doença, sendo as alterações genéticas e histórico familiar os seus principais determinantes
Trata-se de doença complexa, com diversos defeitos no sistema imune levando à perda da auto-tolerância, com desenvolvimento de autoanticorpos e resposta imune contra antígenos self, mas também com distúrbios em mecanismos regulatórios, de apresentação e vias de sinalização, sistema complemento, entre outros
A influência e papel dos hormônios na fisiopatologia do Lupus se baseia na hipótese de imunomodulação, tendo o estrógeno papel estimulador de vários tipos celulares e citocinas do sistema imune, o que explica a maior incidência da doença em mulheres após a menopausa
As alterações genéticas relacionadas ao Lupus se caracterizam por caráter poligênico, com mais de 50 loci relacionados à uma maior predisposição. Na maioria dos pacientes com Lupus os principais genes relacionados com a produção e sinalização do interferon estão diminuídos (“assinatura de Interferon”)
Em um paciente em investigação de um quadro inicial de síndrome articular, assinale a alternativa que apresenta qual o padrão de quadro clínico de artrite/ artralgia inflamatória falaria mais a favor de um diagnóstico de Artrite Reumatóide.
Mulher, 27 anos, histórico de 6 meses de artrites recorrentes em articulações metacarpofalangeanas e interfalangeanas proximais das mãos, e mais eventualmente punhos e joelhos, com pouca sensação de edema local
Homem, 45 anos, internado recentemente para cirurgia eletiva de colecistectomia, quadro de monoartrite em joelho esquerdo há 4 dias, com edema eritema locais importantes
Homem, 32 anos, histórico de crises de monoartrite em 1ª articulação tarso-metatársica há 4 anos, geralmente unilateral e de caráter recorrente, permanecendo sem sintomas no período entre as crises
Mulher, 40 anos, histórico de 6 meses de artrites persistentes em joelho e tornozelo esquerdos, cotovelo direito e relato passado de artrites em interfalangeanas próximas e distais
Mulher, 45 anos, histórico de 6 meses de artrites inicialmente em metacarpofalangeanas e interfalangeanas proximais das mãos, há 3 meses progredindo para punhos e acometimento dos pés, todos bilaterais