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Paciente de 1 ano, com síndrome de microcólon, megabexiga e aperistalse, apresenta drenagem contínua de líquido esverdeado pela gastrostomia, sem dieta enteral. Possui ileostomia e vesicostomia. Apresenta histórico de infecções repetidas de corrente sanguínea associada a cateter venoso central e icterícia prolongada sem melhora. Possui trombose de veias femorais e jugular interna direita; acesso venoso central atual em veia subclávia esquerda. Atualmente com peso 10kg, Hb 11.7 g/dL, Bilirrubina total 3.6mg/dL, Bilirrubina direta 3.4mg/dL, AST 147 U/L, ALT 175 U/L, gamaGT 368 U/L, Fosfatase alcalina 377 U/L, INR 1.3, Albumina 3.5g/dL, Triglicérides totais 96mg/dL, Creatinina 0.18mg/dL, Glicemia 88mg/dL, eletrólitos normais. Considere as condutas abaixo.
I - Transplante multivisceral
II - Transplante hepático
III - Manter em nutrição parenteral prolongada sem transplante intestinal
Quais as melhores condutas para o caso?
Apenas I.
Apenas II.
Apenas III.
Apenas I e II.
I, II e III.
De acordo com estudo multicêntrico europeu de Pironi et al (Gut, 2011), assinale a alternativa que apresenta as condições que foram significativamente associadas com maior risco de morte em pacientes com insuficiência intestinal, durante realização de nutrição parenteral domiciliar.
Tumor desmoide intra-abdominal e trombose decorrente de cateter venoso central.
Trombose decorrente de cateter venoso central e doença hepática.
Doença hepática e tumor desmoide intra-abdominal.
Intestino ultracurto e sepse relacionada ao cateter venoso central.
Intestino ultracurto e doença hepática.
Sobre a dilatação intestinal presente em crianças com síndrome do intestino curto, assinale a afirmação INCORRETA.
Provoca estase do trânsito intestinal rápido.
Potencializa supercrescimento bacteriano.
Protege e melhora a função hepática.
Exacerba lesão de mucosa intestinal.
Ocasiona defeitos propulsivos intestinais.
Em relação à nutrição parenteral (NP) domiciliar, nos pacientes com falência intestinal, pode-se afirmar que
NP domiciliar aumenta risco de infecções de corrente sanguínea associada a cateter venoso central em comparação com NP hospitalar.
melhora a qualidade de vida dos pacientes e familiares.
NP domiciliar apresenta resultados inferiores de sobrevida de cinco anos em comparação com transplante intestinal nos países europeus.
embolia pulmonar é complicação comum.
NP domiciliar aumenta risco de tromboses venosas.
Com relação às etapas do processo de doação-transplante de órgãos e tecidos é CORRETO afirmar:
Antes de iniciada a retirada dos órgãos e tecidos, a Declaração de Óbito deverá ser fornecida em situações de morte natural. Nos casos de morte por causa externa, obrigatória e independentemente da doação, o corpo deverá ser encaminhado ao Instituto Médico Legal, onde será autopsiado e de onde será emitido o Atestado de Óbito.
Tão logo seja possível deve ocorrer à entrevista familiar por profissional capacitado, a qual deverá buscar o consentimento à doação de órgãos e tecidos. Caso haja concordância familiar à doação, o profissional responsável pelo processo de doação-transplante e a Central de Notificação, Capacitação e Distribuição de Órgãos (CNCDO) correspondente passam a considerar os demais fatores para a efetivação do potencial doador, implementando logística predefinida. Após efetivação da captação de órgãos e tecidos a família é comunicada da morte do paciente e orientada sobre as providências cabíveis.
Após a retirada dos órgãos e tecidos, a Declaração de Óbito deverá ser fornecida em situações de morte natural. Nos casos de morte por causa externa, obrigatória e independentemente da doação, o corpo deverá ser encaminhado ao Instituto Médico Legal, onde será autopsiado e de onde será emitido o Atestado de Óbito.
Depois de cuidadosa avaliação neurológica e laboratorial do paciente em estado crítico, teremos um potencial doador. Durante todo o processo a manutenção do potencial doador deve buscar a estabilidade hemodinâmica e outras medidas que garantam a viabilidade e a qualidade dos órgãos e tecidos passíveis de utilização.