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Considere os trechos a seguir.
A diversidade “é a representação, em um determinado sistema social, da multiplicidade de diferenças e similaridades que existem entre os indivíduos ou os grupos que os representam. [Esta noção] está, portanto, associada aos conceitos de pluralidade (...), multiplicidade ou heterogeneidade, dizendo respeito à miríade de ideias, características ou elementos distintos que distinguem os indivíduos sobre um determinado assunto, contexto ou ambiente. É (...) um vocábulo ‘incorrigivelmente plural’ e (...) incontornavelmente associado à multiplicidade de identificações culturais de cada grupo social”.
Disponível em: http://www.periodicos.ufc.br/revcienso/article/view/39632/98931. Acesso em: 23 nov. 2023.
A proteção e a promoção da diversidade das expressões culturais pressupõem o reconhecimento da igual dignidade e o respeito por todas as culturas, incluindo as das pessoas pertencentes a minorias e as dos povos indígenas.
Disponível em: http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/https://arquivos.infra-questoes.grancursosonline.com.br/arquivos/Convencao_protecao_promocao_diversidade_ das_expressoes_culturais_2005.pdf. Acesso em: 23 nov. 2023.
No que tange aos museus, a promoção da diversidade cultural é um dos seus propósitos na contemporaneidade.
No escopo desse debate e no que se refere aos povos indígenas, conclui-se que
a colaboração é um dos caminhos para a indigenização dos museus, porém ela não se caracteriza como elemento metodológico nos museus tradicionais, posto que os indígenas vêm reivindicando e participando de ações e de debates museológicos no Brasil e no mundo.
a expressão indigenização dos museus refere-se ao movimento indígena que consiste na conquista da cena museológica pelos indígenas e nos processos ativados pela atuação desses grupos nos museus, estando associada à expressão hibridização, processo que conjugaria a soma de museus dominantes aos conteúdos indígenas.
o entendimento de que os povos indígenas defendem a necessidade de desconstruir visões estereotipadas e de que mantêm o interesse de produzir conhecimentos sobre si próprios e de apresentar suas narrativas sobre o passado e sobre as suas culturas é indispensável.
a objetificação dos indígenas, o conhecimento e a incorporação de seus interesses e, a partir disso, a construção, individual de oportunidades para que sejam agentes e curadores de suas próprias memórias em museus são absolutamente necessários.
as transformações no universo museal ocorreram a partir dos anos de 1940 e 1950, primeiramente na Inglaterra e, depois, em outros países de colonização inglesa, e foram articuladas a movimentos sociais em defesa dos direitos culturais de grupos minoritários, principalmente, negros e indígenas.