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O documento Atualização da Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose (Sociedade Brasileira de Cardiologia, Sociedade Brasileira de Diabetes, Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, 2017) é um importante instrumento direcionado ao entendimento e tratamento das dislipidemias. Tal publicação afirma, em relação aos mecanismos fisiopatológicos envolvidos nas dislipidemias, que
a aterosclerose é uma doença inflamatória crônica de origem multifatorial, que ocorre em resposta à agressão endotelial, acometendo principalmente a camada íntima de artérias de médio e grande calibre.
o acúmulo de quilomícrons e/ou de VLDL no compartimento plasmático resulta em hipertrigliceridemia e decorre do aumento da hidrólise dos triglicerídeos dessas lipoproteínas pela lipase lipoproteica.
mutações no gene que codifica a apoliproteína (APO) B podem causar hipercolesterolemia pelo aumento do acoplamento da LDL ao receptor celular.
na aterosclerose, a disfunção endotelial diminui a permeabilidade da íntima às lipoproteínas plasmáticas, favorecendo a retenção destas no espaço subendotelial.
diversos mecanismos têm sido propostos para a aterogênese, como aumento da vasodilatação e aumento da produção de anticorpos anti-LDL oxidada.