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Durante o acompanhamento nutricional de um paciente com dislipidemia, faz-se necessária uma busca contínua em reduzir a oxidação das lipoproteínas de baixa densidade e o risco de progressão da placa de gordura nas artérias. Considerando as recomendações dietéticas (Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose – 2025) e os mecanismos fisiológicos que estão envolvidos nesses mecanismos, qual das condutas nutricionais a seguir é a mais apropriada?
Evitar completamente o consumo de colesterol dietético, independentemente do contexto clínico.
Manter o consumo de gordura saturada em até 8% do valor calórico total, priorizando carnes vermelhas e laticínios integrais.
Atenuar a ingestão de ácidos graxos poli-insaturados da série ômega-3 para evitar peroxidação lipídica.
Reduzir o teor de gordura saturada para abaixo de 7% do valor calórico total e priorizar fontes de gordura monoinsaturada e poli-insaturada.
Substituir o consumo de azeite de oliva por óleos vegetais refinados, pois possuem menor teor de ácidos graxos oxidados.
Analise as afirmativas abaixo considerando a Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose–2025.
1. O tratamento das dislipidemias é focado na abordagem quantitativa dos macronutrientes, sendo a restrição de lipídios, especialmente da gordura trans e da gordura saturada, o pilar central do tratamento.
2. Para o tratamento das dislipidemias, recomenda-se que a ingestão de carboidratos totais perfaça entre 50 e 55% do valor calórico total.
3. Para melhorar o perfil lipídico, recomenda-se reduzir ou eliminar açúcares adicionados e farinhas refinadas e priorizar alimentos com baixo índice glicêmico (por exemplo, leguminosas, grãos integrais, frutas com casca) e fontes de carboidratos ricos em fibras.
4. A substituição de gorduras saturadas por carboidratos refinados favorece o aumento dos Triglicerídeos e a redução do HDL-c, o que também está associado a um risco cardiovascular aumentado.
5. A ingestão de álcool (até duas doses para mulheres e até quatro doses para homens), especialmente daqueles ricos em polifenóis, é recomendada para prevenção e tratamento da aterosclerose.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
São corretas apenas as afirmativas 2 e 4.
São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 4.
São corretas apenas as afirmativas 1, 3 e 5.
São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 4.
São corretas apenas as afirmativas 3, 4 e 5.
Durante um atendimento ambulatorial, um nutricionista acompanha uma paciente de 52 anos com hipertrigliceridemia (TG = 410 mg/dL), HDL-c baixo e histórico de obesidade. Ao discutir as estratégias não farmacológicas, avalia a suplementação dietética e a redução de peso como parte do plano terapêutico. De acordo com a Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose 2025, qual das afirmações a seguir reflete CORRETAMENTE as evidências e recomendações sobre essas intervenções?
O álcool em doses moderadas é recomendado para pacientes com HDL-c baixo, pois eleva o HDL-c e a adiponectina sem impacto significativo nos triglicérides dentro do limite de 100 g por semana.
A redução de 5–10% do peso em 1 ano é suficiente para reduzir o LDL-c de forma clinicamente significativa e estatisticamente expressiva, sendo esse o principal benefício lipídico da perda ponderal.
A suplementação com fitoesteróis é recomendada prioritariamente para redução de triglicérides, sendo mais eficaz que o óleo de peixe em pacientes com hipertrigliceridemia grave.
A redução de 8–10% do peso corporal está associada à redução de 20–30 mg/dL de triglicérides, aumento de 3–5 mg/dL de HDL-c e redução modesta de LDL-c; e o óleo de peixe (EPA/DHA) é recomendado como suplementação para redução de triglicérides.
A perda de 5–10% do peso corporal promove redução equivalente de LDL-c e triglicérides, com impacto irrelevante sobre o HDL-c, sendo o controle de peso indicado principalmente para dislipidemia mista.
A Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose (2025) demonstra que a adoção precoce e sustentada de hábitos saudáveis, como uma dieta equilibrada, auxilia no controle dos fatores de risco para as doenças cardiovasculares. Segundo a Diretriz, a meta terapêutica de colesterol LDL (mg/dL) para um indivíduo com alto risco cardiovascular é:
< 140 mg/dL
< 100 mg/dL
< 70 mg/dL
< 50 mg/dL
A Diretriz Brasileira de Dislipidemia (2025) traz um enfoque na estratificação de risco para a doença cardiovascular e, com isso, preconiza uma atenção que se inicia na infância e na adolescência, com foco na promoção de hábitos saudáveis e na prevenção do surgimento de fatores de risco. A essa atenção dá-se o nome de prevenção
primária.
primordial.
inicial.
principal.
essencial.
Um nutricionista está conduzindo o acompanhamento de um paciente com dislipidemia mista, LDL-c elevado e triglicérides acima de 350 mg/dL e decide revisar a conduta dietética. Ele questiona qual é a abordagem recomendada pela Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose 2025 quanto à distribuição de macronutrientes, especialmente em relação aos carboidratos e às gorduras da dieta. Assinale a alternativa que apresenta as recomendações CORRETAS segundo a referida diretriz.
Carboidratos totais entre 50–55% do VCT, gorduras totais entre 20–35% do VCT, gorduras saturadas abaixo de 7% do VCT e gorduras trans em quantidades mínimas.
Carboidratos totais acima de 65% do VCT, gorduras totais entre 20–35% do VCT, gorduras saturadas abaixo de 10% do VCT e gorduras trans ausentes da dieta.
Carboidratos totais entre 50–55% do VCT, gorduras totais entre 20–35% do VCT, gorduras saturadas abaixo de 7% do VCT e gorduras trans absolutamente não ingeridas.
Carboidratos totais entre 40–50% do VCT, gorduras totais entre 25–40% do VCT, ácidos graxos monoinsaturados em 20% do VCT e gorduras saturadas abaixo de 10% do VCT.
Carboidratos totais entre 50–55% do VCT, gorduras saturadas abaixo de 7% do VCT, ácidos graxos poli-insaturados entre 10–15% do VCT e gorduras trans em quantidades mínimas.
No manejo dietético de dislipidemia, fibras solúveis viscosas, como psyllium e beta-glucanas, tendem a reduzir a lipoproteína de baixa densidade (LDL). O mecanismo que explica esse efeito é:
Formar gel viscoso na luz intestinal, reduzir reabsorção de ácidos biliares e aumentar excreção fecal, elevando a demanda hepática de colesterol.
Estimular secreção de insulina e aumentar captação de LDL pelo músculo, elevando a oxidação de gorduras e o gasto em repouso.
Acelerar esvaziamento gástrico e elevar absorção de lipídios, aumentando os quilomícrons circulantes e reduzindo a passagem de bile direta ao cólon.
Inibir lipase pancreática e elevar perda de triglicerídeos, aumentando cetonas séricas e mobilizando colesterol para síntese rápida de glicogênio hepático.
A aterosclerose possui origem multifatorial, é causada pelo acúmulo de gordura (lipídios) e consequente inflamação da parede dos vasos, com formação de placas calcificadas. O desenvolvimento da doença também pode ocorrer pela deficiência da ingestão de um micronutriente, em que este promove níveis elevados de homocisteína que exercem efeito tóxico nas células endoteliais e acarretam o crescimento de células musculares lisas, resultando no processo da aterosclerose.
Tendo como base o exposto, assinale a alternativa correta que indica o micronutriente associado ao processo referido.
Folato.
Retinol.
Zinco.
Magnésio.
A orientação da Diretriz Brasileira de Dislipidemia (2025) sobre os aspectos nutricionais é enfatizar uma abordagem qualitativa e não quantitativa de macronutrientes, priorizando padrões alimentares minimamente processados e ricos em fibras e a redução do consumo de açúcares adicionados e de carboidratos refinados. Conforme a Diretriz, qual é a orientação sobre o consumo de fibras?
Ingestão de fibras totais acima de 45 g/dia.
Ingestão de fibras totais de 35 g/dia, incluindo, por exemplo, β-glucana, banana, raízes e frutas cítricas.
Ingestão mínima de fibras totais de 25 g/dia, incluindo, por exemplo, β-glucana (aveia), psyllium, leguminosas e frutas com casca.
Ingestão de fibras totais de 20 g/dia.
Livre ingestão de fibras com predominância de celulose, quitina e lignina.
A Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose – 2025 preconiza adequado controle de peso como um dos pilares de tratamento não farmacológico. Qual é o percentual de perda de peso recomendando pela diretriz e o mecanismo diretamente relacionado com essa meta, respectivamente?
5% de perda de peso; redução de LDL-c; TG e HDL-c.
8% de perda de peso; aumento de LDL-c, TG e HDL-c.
5 a 10% de perda de peso; aumento de LDL-c e TG e redução de HDL-c.
8 a 10% de perda de peso; redução de LDL-c e TG e aumento de HDL-c.
Um paciente de 52 anos foi diagnosticado com dislipidemia, apresentando LDL-colesterol elevado e histórico familiar de doença cardiovascular. Durante o atendimento nutricional, o nutricionista propôs modificações dietéticas visando reduzir o risco cardiometabólico. Considerando o planejamento dietético para esse paciente, assinale a alternativa INCORRETA.
Incentivar o consumo de fibras solúveis, como aveia e leguminosas, que podem contribuir para redução do LDL-colesterol.
Estimular a substituição de gorduras saturadas por gorduras mono e poli-insaturadas.
Priorizar alimentos ricos em ácidos graxos ômega-3, como peixes de águas frias.
Aumentar a ingestão de gorduras saturadas como estratégia para elevar o HDL-colesterol, considerando sua possível influência sobre o perfil lipoproteico plasmático.
Reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados ricos em gorduras trans.
Qual a recomendação dietética de gorduras saturadas para o tratamento das dislipidemias?
<6% do valor calórico total.
<10% do valor calórico total.
<7% do valor calórico total.
<5% do valor calórico total.
<8% do valor calórico total.
Helena, 52 anos, apresenta diagnóstico de dislipidemia mista, com elevação de LDL-colesterol e triglicerídeos, sem uso atual de terapia farmacológica. Durante a consulta nutricional, o plano alimentar é elaborado com base em evidências sobre metabolismo lipídico, qualidade das gorduras dietéticas e efeitos de componentes alimentares sobre o perfil lipídico plasmático. Considerando os mecanismos envolvidos na modulação das dislipidemias, a conduta dietoterápica mais adequada é:
instituir restrição hídrica concomitante à alta ingestão de fibras insolúveis para acelerar o trânsito intestinal, minimizando o tempo de ação da lipase pancreática e a formação de quilomícrons
prescrever dieta com restrição severa de gorduras totais (< 15 % do Valor Energético Total), priorizando carboidratos de alto índice glicêmico para estimular a via da sinalização da insulina e inibir a lipólise periférica
elevar o aporte de ácidos graxos saturados de cadeia média (TCM) para favorecer a beta-oxidação mitocondrial e aumentar a ingestão de colesterol dietético (> 500 mg/dia), visando ao downregulation da enzima HMG-CoA redutase por feedback negativo
limitar a ingestão de ácidos graxos saturados a menos de 7 % do Valor Energético Total (VET), substituir gorduras trans por ácidos graxos poli-insaturados e monoinsaturados, e incentivar o consumo de fitoesteróis (2 g/dia) e fibras solúveis (> 10 g/dia) para reduzir a reabsorção micelar de colesterol
No manejo dietético de pacientes com dislipidemia, a substituição de gorduras saturadas por outros tipos de macronutrientes tem impacto diferenciado no perfil lipídico. Considerando as recomendações da Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose 2025, assinale a alternativa CORRETA sobre o impacto da substituição de gorduras saturadas no perfil lipídico.
A ingestão de gorduras poli-insaturadas em quantidade superior a 10% do VCT é recomendada para pacientes com LDL-c elevado, pois potencializa o efeito hipocolesterolêmico sem risco de peroxidação lipídica.
A substituição de gorduras saturadas por carboidratos integrais produz os mesmos efeitos no perfil lipídico que a substituição por gorduras poli-insaturadas, pois ambas reduzem o LDL-c de forma equivalente.
A substituição de gorduras saturadas por gorduras monoinsaturadas reduz o LDL-c, mas aumenta os triglicérides, o que pode elevar o risco cardiovascular em pacientes com hipertrigliceridemia prévia.
A substituição de gorduras saturadas por carboidratos refinados é preferível à substituição por gorduras insaturadas, pois evita o aumento da oxidação lipídica associado ao consumo de ácidos graxos insaturados.
A substituição de gorduras saturadas por gorduras mono e poli-insaturadas demonstrou redução do LDL-c e prevenção de doenças cardiovasculares, enquanto sua substituição por carboidratos refinados favorece aumento dos triglicérides e redução do HDL-c.
A dieta DASH é recomendada principalmente para pacientes com:
Diabetes tipo 2
Hipertensão arterial
Insuficiência renal
Osteoporose
Conforme a Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose (2017), sobre as estratégias para o controle da hipercolesterolemia no tratamento não medicamentoso das dislipidemias, o nível máximo recomendado de ingestão de ácidos graxos saturados para indivíduos considerados saudáveis, e para aqueles com risco cardiovascular elevado (LDL-c acima da meta ou presença de comorbidades), é, respectivamente:
< 15% e < 5% do valor calórico total de ácidos graxos saturados.
< 10% e < 5% do valor calórico total de ácidos graxos saturados.
< 10% e < 7% do valor calórico total de ácidos graxos saturados.
< 12% e < 6% do valor calórico total de ácidos graxos saturados.
O diagnóstico precoce da dislipidemia é fundamental para evitar complicações cardiovasculares e melhorar o prognóstico do paciente. As dislipidemias podem ser classificadas de acordo com a fração lipídica alterada. Analise, a seguir, os resultados dos exames bioquímicos em jejum de um paciente homem de 48 anos:

Considerando as classificações e os valores referenciais da Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose (SBC, 2017), João apresenta:
HDL-c baixo.
Hiperlipidemia mista.
Hipertrigliceridemia isolada.
Hipercolesterolemia isolada.
As recomendações dietéticas para dislipidemias visam a modificar o metabolismo lipídico por meio de ajustes no consumo de nutrientes e padrões alimentares.
Considerando os mecanismos envolvidos, assinale a alternativa correta.
A ingestão de fibras insolúveis reduz a absorção intestinal de colesterol, contribuindo diretamente para a diminuição de LDL-c em pacientes com hipercolesterolemia.
O consumo de fibras solúveis e fitosteróis auxilia na redução da concentração de LDL-c no sangue por mecanismos de aumento da excreção de ácidos biliares e competição com o colesterol na absorção intestinal, respectivamente.
A restrição de ácidos graxos monoinsaturados, como o ácido oleico, é recomendada para reduzir triglicerídeos e aumentar HDL-c, especialmente em pacientes com síndrome metabólica e em pacientes com câncer.
O padrão alimentar rico em carboidratos complexos de baixo índice glicêmico está associado ao aumento do VLDL hepático e da concentração de HDL-c, devendo ser evitado em pacientes com hipertrigliceridemia.
De acordo com a Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose – 2025 (Sociedade Brasileira de Cardiologia), é uma recomendação dietética para o tratamento das dislipidemias o controle da ingestão de gorduras saturadas, que deverá ser, em relação ao valor calórico total da dieta, em um percentual inferior a
15%.
13%.
10%.
7%.
3%.
Assinale a alternativa correta considerando a Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose – 2025.
A redução do peso através de medidas não farmacológicas é recomendada para aumento dos níveis de HDL-c, redução de triglicérides e redução menos pronunciada de LDL-c.
Para o tratamento das dislipidemias, recomenda- se dietas hipolipídicas, perfazendo entre 15 e 25% do valor calórico total.
Recomenda-se que indivíduos com dislipidemia ingiram, diariamente, 25g de psyllium.
Para o tratamento das dislipidemias, recomenda- se que a ingestão de carboidratos perfaça entre 45 e 65% do valor calórico total.
Para o tratamento da hipercolesterolemia familiar, recomenda-se que a ingestão de gordura saturada não ultrapasse 10% do valor calórico total.