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A prevalência das doenças inflamatórias intestinais – DII...

A prevalência das doenças inflamatórias intestinais – DII (Doença de Crohn – DC e colite ulcerativa idiopática – CUI) vem crescendo em todo o mundo. Mesmo sem etiologia definida, sabe-se que diversos fatores ambientais, associados à condição genética, contribuem para o surgimento e desencadeamento das crises e, consequentemente, aparecimento dos sintomas clássicos da fase ativa da doença como diarreia, dor abdominal, urgência ao defecar e perda de peso. Para minimizar esse processo, diversas dietas para o tratamento das DII estão sendo investigadas; contudo, poucas são as recomendações dietéticas específicas preconizadas pelos órgãos internacionais. Sabendo que déficits nutricionais são comuns em pacientes com DC ou CUI e que a dieta pode contribuir para retirar o paciente da fase ativa da doença, é correto afirmar:


A

aos pacientes com DII malnutridos e que serão submetidos a cirurgias de emergência, recomenda-se a redução dos longos períodos de jejum, início precoce da dieta oral e, quando esta não for possível ou insuficiente (inferior a 60-75% das necessidades nutricionais por mais de 10 dias), iniciar TNE, preferencialmente.


B

exclusões dietéticas não devem ocorrer durante a fase de remissão (exceto se o paciente apresentar alergia/intolerâncias). Contudo, na fase ativa, recomenda-se fortemente a retirada de nutrientes potencialmente agressivos (lactose, sacarose e glúten), além de utilização de suplementos oligoméricos.


C

apesar das necessidades proteicas do paciente com DII estarem aumentadas na fase ativa e a ingestão alimentar encontrar-se reduzida devido à elevação de citocinas anorexígenas associadas ao medo de se alimentar, não há recomendação para TNE como tratamento primário em adultos durante as crises de DC.


D

são exemplos de situações em que a TNE deve ser a via de escolha para alimentar os indivíduos na fase ativa da DII: ingestão oral insuficiente, mesmo com uso de suplementação oral; obstrução intestinal, e situações de síndrome do intestino curto, quando há redução na capacidade absortiva, por procedimentos cirúrgicos, por exemplo.


E

a TNE apresenta resultados superiores quando comparada à TNP. A eficácia da TNE frente à TNP parece estar associada à composição dessa fórmula enteral. Fórmulas elementares ou semi-elementares, isentas em sacarose, lactose e glúten, enriquecidas com ômega 3 e glutamina, estimulam o trofismo intestinal e, consequentemente, contribuem para a minimização dos sinais e sintomas da fase ativa da doença.