Questões de Concurso sobre Dietoterapia

 
 
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Em relação às recomendações alimentares e dietoterápicas para indivíduos com risco cardiovascular, qual das opções melhor reflete as prescrições nutricionais para reduzir a oxidação do LDL e a formação de placa aterosclerótica?


A

Recomenda-se que a ingestão de gordura total seja inferior a 20% do valor calórico total para prevenir dislipidemia.


B

O consumo de ácidos graxos mono e poli-insaturados, especialmente do tipo ômega-3, reduz a oxidação lipídica e melhora a função endotelial.


C

A substituição de carboidratos complexos por carboidratos de alto índice glicêmico reduz a formação hepática de VLDL e LDL.


D

A restrição de fibras alimentares reduz a peroxidação lipídica e o risco aterosclerótico.


E

O aumento da ingestão de colesterol dietético acima de 300 mg/dia é recomendado em pacientes com LDL controlado.

Laura, 29 anos, após investigação clínica e exames laboratoriais, recebe diagnóstico de doença celíaca, apresentando sintomas gastrointestinais recorrentes e alterações compatíveis com enteropatia autoimune. Durante o acompanhamento nutricional, o profissional orienta a conduta dietoterápica com o objetivo de promover a recuperação da mucosa intestinal e prevenir complicações associadas. Considerando o mecanismo fisiopatológico da doença celíaca, o tratamento dietoterápico eficaz consiste em:


A

implementar dieta isenta de glúten de caráter permanente, com exclusão estrita de proteínas de reserva do trigo, cevada e centeio, e controle rigoroso de contaminação cruzada


B

prescrever restrição de glúten baseada no limiar de tolerância individual, permitindo o consumo ocasional de produtos que contenham malte, desde que associados ao uso de enzimas proteolíticas exógenas para hidrólise da gliadina


C

orientar dieta isenta de fodmaps concomitantemente à exclusão do glúten apenas durante a fase aguda da doença, com reintrodução gradual de cereais integrais após a normalização dos níveis de transglutaminase tecidual (ttg-iga)


D

instituir dieta com redução progressiva de prolaminas tóxicas, priorizando a substituição por grãos ancestrais como o espelta (trigo spelta) e o tritordeum, visando à dessensibilização da mucosa e à redução da produção de anticorpos

A dieta que evita alimentos flatulentos e frituras, sem alteração da consistência, é chamada de:


A

Normal ou padrão.


B

Branda.


C

Sem lactose.


D

Pastosa.


E

Para diabetes.

Uma paciente internada faz uso contínuo de furosemida 40 mg/dia devido à insuficiência cardíaca descompensada. Ela apresenta edema periférico moderado, pressão arterial 130/80 mmHg, potássio sérico 3,4 mmol/L, sódio sérico 138 mmol/L e creatinina 1,0 mg/dL. Considerando risco de hipocalemia, controle hídrico e função renal, a conduta nutricional mais adequada é:


A

monitorar níveis séricos de potássio e fornecer alimentos ricos nesse mineral de forma ajustada


B

manter dieta padrão hospitalar sem monitoramento específico, confiando apenas na reposição medicamentosa intravenosa


C

restringir totalmente alimentos ricos em potássio, incluindo frutas, legumes e suplementos, para evitar risco de hiperpotassemia, mantendo ingestão calórica padrão e a dieta hospitalar habitual


D

prescrever suplementação oral de potássio e sódio simultaneamente, independentemente de níveis laboratoriais e diurese, para compensar perdas da furosemida, sem considerar monitoramento clínico detalhado

Uma criança de 5 anos, em acompanhamento ambulatorial, apresenta histórico de urticária generalizada, vômitos imediatos e edema de lábios após ingestão de leite de vaca e derivados. Adicionalmente, após consumo de sorvete e outros alimentos lácteos, desenvolveu distensão abdominal, flatulência e diarreia tardia, sem comprometimento respiratório. Exames complementares evidenciaram IgE específica positiva para proteínas do leite de vaca e teste de tolerância à lactose alterado. A família, por orientação leiga, excluiu totalmente leite e derivados da alimentação, sem acompanhamento nutricional, observando redução da variedade alimentar e consumo insuficiente de fontes alternativas de cálcio e vitamina D. É sabido que as alergias e intolerâncias alimentares apresentam mecanismos fisiopatológicos distintos, repercussões clínicas específicas e demandam condutas nutricionais diferenciadas, especialmente na infância, fase crítica para o crescimento e desenvolvimento. A atuação do nutricionista deve contemplar a segurança alimentar, a adequação nutricional, a educação alimentar, a orientação quanto à rotulagem, o preparo de substituições alimentares e a prevenção de agravos nutricionais decorrentes de dietas restritivas.


Considerando os mecanismos envolvidos, os riscos nutricionais e as atribuições do nutricionista, assinale a alternativa que expressa a conduta profissional mais adequada para o caso descrito.


A

Manter a exclusão total de leite e derivados, priorizando apenas o aporte calórico global, uma vez que o crescimento adequado dispensa atenção específica aos micronutrientes.


B

Orientar dieta isenta de lactose, permitindo consumo de produtos lácteos sem lactose, visto que a intolerância é o mecanismo predominante do quadro clínico.


C

Implementar exclusão rigorosa das proteínas do leite de vaca, orientar leitura criteriosa de rótulos e prevenção de contaminação cruzada, além de planejar dieta substitutiva com adequada oferta de cálcio, vitamina D e proteínas, com monitoramento periódico do estado nutricional.


D

Recomendar introdução gradual de pequenas quantidades de leite de vaca para indução de tolerância oral, sem necessidade de acompanhamento multiprofissional.


E

Limitar a atuação do nutricionista ao cálculo dietético, sendo as orientações sobre alergênicos e segurança alimentar atribuições exclusivas do médico.

Em um paciente idoso com disfagia para líquidos, uma estratégia de modificação da dieta é o uso de espessantes para aumentar a viscosidade dos líquidos, facilitando o controle do bolo alimentar durante a deglutição e reduzindo o risco de broncoaspiração.


C

Certo


E

Errado

As dietas modificadas em consistência não visam a restrição de nutrientes e calorias. Elas têm como objetivo alterar a textura dos alimentos e das preparações, sendo adequadas para condições clínicas e neuropsicomotoras específicas do paciente. Qual é o alimento a ser ofertado ao paciente com prescrição de dieta pastosa?


A

Iogurte cremoso.


B

Ovos mexidos.


C

Bolos.


D

Queijo amarelo.


E

Frutas macias com casca.

Considere que, em um núcleo de apoio à saúde da família (NASF), o nutricionista acompanha uma paciente de 38 anos de idade, com lúpus eritematoso sistêmico ativo, em uso crônico de corticoide, com dislipidemia, resistência à insulina e osteopenia.


Considerando a atuação interprofissional e a dietoterapia baseada em evidências, assinale a alternativa que indica a conduta nutricional mais adequada a esse caso.


A

Dieta hipolipídica estrita, com exclusão total de gorduras


B

Restrição proteica rigorosa para reduzir atividade inflamatória


C

Dieta normocalórica, rica em ômega-3, cálcio, vitamina D e controle glicêmico


D

Suplementação antioxidante em altas doses, independente do consumo alimentar

Um paciente de 72 anos, internado por pneumonia, apresenta perda de peso não intencional, baixo consumo alimentar e IMC de 18,5 kg/m². Segundo os protocolos de triagem nutricional hospitalar, esse paciente deve ser


A

liberado sem acompanhamento.


B

reavaliado após a alta.


C

encaminhado para avaliação nutricional completa.


D

classificado como risco baixo.


E

mantido com dieta padrão.

Em atendimento ambulatorial, Mariana, 54 anos, relata dificuldade para mastigar alimentos sólidos, após procedimento odontológico recente, sem apresentar doenças crônicas associadas. O nutricionista decide ajustar o plano alimentar, preservando os princípios da dieta normal, mas realizando adaptações necessárias à condição apresentada. Considerando a situação descrita, uma modificação qualitativa da dieta normal ocorre quando há:


A

redistribuição da ingestão alimentar ao longo do dia


B

adequação do plano alimentar à faixa etária do indivíduo


C

aumento do valor energético total, sem alteração na composição alimentar


D

alteração na consistência, na composição ou no tipo de alimento ofertado ao longo do dia

No manejo dietoterápico da fenilcetonúria, a restrição severa ao aminoácido fenilalanina é necessária devido a um defeito enzimático que compromete sua conversão em tirosina, resultando em:


A

Degradação alternativa por transaminação e formação de corpos cetônicos.


B

Acúmulo neurotóxico de fenilalanina e metabólitos como o ácido fenilpirúvico.


C

Deficiência secundária de triptofano e serotonina no sistema nervoso central.


D

Sequestro de cofatores de vitaminas do complexo B, levando a anemias.


E

Produção excessiva de amônia e saturação do ciclo da ureia.

Uma mulher adulta, com peso de 70 kg, altura de 1,65 m e nível de atividade física moderado, busca orientação nutricional para manutenção do peso corporal. Considerando a estimativa do gasto energético total (GET) e a distribuição de macronutrientes conforme recomendações de uma dieta equilibrada para adultos saudáveis, assinale a alternativa correta:


A

A distribuição de macronutrientes deve priorizar proteínas em 40% do valor energético total, independentemente do objetivo nutricional.


B

O cálculo do GET pode ser realizado exclusivamente com base no peso corporal, sem considerar nível de atividade física.


C

Uma dieta equilibrada deve conter, em média, 45-65% de carboidratos, 10-35% de proteínas e 20-35% de lipídios do valor energético total.


D

O índice de massa corporal (IMC) é suficiente para determinar, isoladamente, o valor energético total da dieta.


E

A necessidade energética diária é fixa para todos os indivíduos adultos, independentemente de suas características individuais.

No tratamento nutricional voltado à perda de peso, diferentes etapas exigem abordagens específicas do profissional e do paciente. A fase de acompanhamento apresenta desafios próprios relacionados à manutenção dos resultados.


De acordo com o exposto, é correto afirmar que


A

a ausência de acompanhamento aumenta a frequência de rebote de peso e pode favorecer o abandono do tratamento.


B

durante a fase de acompanhamento, o profissional deve reduzir o contato com o paciente para estimular independência total.


C

a fase de acompanhamento é menos relevante que a fase inicial do tratamento, pois o paciente já possui autonomia suficiente para manter os resultados.


D

o reganho de peso está associado a fatores metabólicos, independentemente do seguimento profissional.


E

a fase de acompanhamento tem como foco principal a prescrição de dietas mais restritivas para evitar recaídas.

João, 70 anos, portador de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), apresenta perda de peso e redução da massa muscular. Considerando a dietoterapia indicada para sua condição, a conduta nutricional recomendada é a(o):


A

exclusão de lipídios para facilitar a digestão


B

restrição proteica para minimizar a produção de CO2


C

oferta de dieta hipocalórica para reduzir o trabalho respiratório


D

aporte energético e proteico adequado para prevenir desnutrição

A doença de Cori é uma das conhecidas “doenças do metabolismo do glicogênio”. É causada por uma deficiência da enzima desramificadora (amilo - 1,6 – glicosidase), provocando hipoglicemia e fraqueza muscular.


O tratamento dietético para esta condição deve priorizar a oferta de


A

açúcares simples, com intervalos longos entre as refeições.


B

gordura monoinsaturada e ácidos graxos de cadeia curta.


C

suplementos de carnitina, três vezes ao dia.


D

proteínas, com intervalos curtos entre as refeições.


E

açucares simples, com intervalos curtos entre as refeições.

No caso de um paciente com obesidade, DM2, depressão e insegurança alimentar, que vem sendo acompanhado há anos com baixa adesão, a estratégia mais alinhada às redes de atenção à saúde é


A

reforçar prescrição dietética individual.


B

encaminhar apenas para especialista.


C

trocar periodicamente de profissional.


D

construção de Projeto Terapêutico Singular intersetorial.

Paciente R.P., sexo masculino, 60 anos, portador de hipertensão arterial sistêmica há 10 anos, foi admitido em acompanhamento ambulatorial apresentando cefaleia frequente, fadiga e discreto edema em membros inferiores. Utiliza losartana e hidroclorotiazida. Antropometria: peso: 87 kg; estatura: 1,72 m (IMC = 29,5 kg/m²). Com base na interpretação integrada dos dados clínicos, antropométricos e laboratoriais apresentados, assinale a alternativa CORRETA no que se refere às condutas e orientações nutricionais adequadas ao manejo dietoterápico deste paciente.


A

A avaliação nutricional mostra eutrofia, não sendo necessário ajuste dietético significativo.


B

A dieta deve ser hipossódica, priorizando frutas, verduras e leguminosas, conforme preconiza o padrão DASH.


C

A redução de peso não é recomendada, pois o sobrepeso pode proteger o paciente contra flutuações pressóricas.


D

A dieta deve ser hipercalórica e hipossódica, priorizando frutas, verduras e leguminosas, conforme preconiza o padrão DASH.

Em 100 gramas de pó de um suplemento dietético apresentam em sua composição 25% de proteínas, 40% de lipídeos e 35% de carboidratos. Qual é o volume necessário para suplementar uma dieta com 600 kcal, considerando-se que o suplemento foi diluído a 20%?


A

200 mL.


B

300 mL.


C

400 mL.


D

500 mL.

Um paciente com triglicérides acima de 700mg/dL deu entrada na Unidade de Tratamento Intensivo. Qual a recomendação de ácidos graxos monoinsaturados para este paciente?


A

15% do valor calórico total


B

10% do valor calórico total.


C

5% do valor calórico total.


D

20% do valor calórico total.


E

25% do valor calórico total.

Uma criança de 7 anos com fibrose cística apresenta insuficiência pancreática exócrina confirmada, esteatorreia recorrente, perda ponderal progressiva e queda do percentil de IMC ao longo dos últimos seis meses. Considerando os objetivos da dietoterapia nessa condição clínica, a conduta nutricional mais adequada envolve:


A

foco exclusivo na hidratação oral e no controle eletrolítico, sem necessidade de ajustes calóricos ou uso de enzimas digestivas


B

redução do teor lipídico da dieta para minimizar a esteatorreia, mantendo aporte calórico habitual e evitando suplementações


C

adoção temporária de dieta predominantemente líquida, priorizando a redução da carga digestiva, independentemente do aporte proteico e energético


D

incremento da densidade energética da dieta, com maior aporte de lipídios e proteínas, uso sistemático de enzimas pancreáticas conforme teor de gordura das refeições e acompanhamento nutricional contínuo

 
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