Questões de Concurso sobre Dietoterapia

 
 
Disciplina
Assunto 1
Banca
Instituição
Cargo
Ano
Carreira
Área de formação
Escolaridade
Dificuldade
 
Comentários:
Professores
Alunos
Meus Comentários
Vídeo
 
Minhas questões:
Resolvidas
Não resolvidas
Certas
Erradas
 
Tipo de questão:
Certo e errado
Múltipla escolha
Incluir questões:
Anuladas
Desatualizadas
 
Questões:
Todas as questões
 
Filtro simplificado
 
Questões
Todas as questões
 
2.517 questões encontradas
Questões por página
20
Mais recentes
 

Em um paciente idoso com disfagia para líquidos, uma estratégia de modificação da dieta é o uso de espessantes para aumentar a viscosidade dos líquidos, facilitando o controle do bolo alimentar durante a deglutição e reduzindo o risco de broncoaspiração.


C

Certo


E

Errado

Em relação às recomendações alimentares e dietoterápicas para indivíduos com risco cardiovascular, qual das opções melhor reflete as prescrições nutricionais para reduzir a oxidação do LDL e a formação de placa aterosclerótica?


A

Recomenda-se que a ingestão de gordura total seja inferior a 20% do valor calórico total para prevenir dislipidemia.


B

O consumo de ácidos graxos mono e poli-insaturados, especialmente do tipo ômega-3, reduz a oxidação lipídica e melhora a função endotelial.


C

A substituição de carboidratos complexos por carboidratos de alto índice glicêmico reduz a formação hepática de VLDL e LDL.


D

A restrição de fibras alimentares reduz a peroxidação lipídica e o risco aterosclerótico.


E

O aumento da ingestão de colesterol dietético acima de 300 mg/dia é recomendado em pacientes com LDL controlado.

Uma criança de 5 anos, em acompanhamento ambulatorial, apresenta histórico de urticária generalizada, vômitos imediatos e edema de lábios após ingestão de leite de vaca e derivados. Adicionalmente, após consumo de sorvete e outros alimentos lácteos, desenvolveu distensão abdominal, flatulência e diarreia tardia, sem comprometimento respiratório. Exames complementares evidenciaram IgE específica positiva para proteínas do leite de vaca e teste de tolerância à lactose alterado. A família, por orientação leiga, excluiu totalmente leite e derivados da alimentação, sem acompanhamento nutricional, observando redução da variedade alimentar e consumo insuficiente de fontes alternativas de cálcio e vitamina D. É sabido que as alergias e intolerâncias alimentares apresentam mecanismos fisiopatológicos distintos, repercussões clínicas específicas e demandam condutas nutricionais diferenciadas, especialmente na infância, fase crítica para o crescimento e desenvolvimento. A atuação do nutricionista deve contemplar a segurança alimentar, a adequação nutricional, a educação alimentar, a orientação quanto à rotulagem, o preparo de substituições alimentares e a prevenção de agravos nutricionais decorrentes de dietas restritivas.


Considerando os mecanismos envolvidos, os riscos nutricionais e as atribuições do nutricionista, assinale a alternativa que expressa a conduta profissional mais adequada para o caso descrito.


A

Manter a exclusão total de leite e derivados, priorizando apenas o aporte calórico global, uma vez que o crescimento adequado dispensa atenção específica aos micronutrientes.


B

Orientar dieta isenta de lactose, permitindo consumo de produtos lácteos sem lactose, visto que a intolerância é o mecanismo predominante do quadro clínico.


C

Implementar exclusão rigorosa das proteínas do leite de vaca, orientar leitura criteriosa de rótulos e prevenção de contaminação cruzada, além de planejar dieta substitutiva com adequada oferta de cálcio, vitamina D e proteínas, com monitoramento periódico do estado nutricional.


D

Recomendar introdução gradual de pequenas quantidades de leite de vaca para indução de tolerância oral, sem necessidade de acompanhamento multiprofissional.


E

Limitar a atuação do nutricionista ao cálculo dietético, sendo as orientações sobre alergênicos e segurança alimentar atribuições exclusivas do médico.

As dietas modificadas em consistência não visam a restrição de nutrientes e calorias. Elas têm como objetivo alterar a textura dos alimentos e das preparações, sendo adequadas para condições clínicas e neuropsicomotoras específicas do paciente. Qual é o alimento a ser ofertado ao paciente com prescrição de dieta pastosa?


A

Iogurte cremoso.


B

Ovos mexidos.


C

Bolos.


D

Queijo amarelo.


E

Frutas macias com casca.

Laura, 29 anos, após investigação clínica e exames laboratoriais, recebe diagnóstico de doença celíaca, apresentando sintomas gastrointestinais recorrentes e alterações compatíveis com enteropatia autoimune. Durante o acompanhamento nutricional, o profissional orienta a conduta dietoterápica com o objetivo de promover a recuperação da mucosa intestinal e prevenir complicações associadas. Considerando o mecanismo fisiopatológico da doença celíaca, o tratamento dietoterápico eficaz consiste em:


A

implementar dieta isenta de glúten de caráter permanente, com exclusão estrita de proteínas de reserva do trigo, cevada e centeio, e controle rigoroso de contaminação cruzada


B

prescrever restrição de glúten baseada no limiar de tolerância individual, permitindo o consumo ocasional de produtos que contenham malte, desde que associados ao uso de enzimas proteolíticas exógenas para hidrólise da gliadina


C

orientar dieta isenta de fodmaps concomitantemente à exclusão do glúten apenas durante a fase aguda da doença, com reintrodução gradual de cereais integrais após a normalização dos níveis de transglutaminase tecidual (ttg-iga)


D

instituir dieta com redução progressiva de prolaminas tóxicas, priorizando a substituição por grãos ancestrais como o espelta (trigo spelta) e o tritordeum, visando à dessensibilização da mucosa e à redução da produção de anticorpos

A dieta que evita alimentos flatulentos e frituras, sem alteração da consistência, é chamada de:


A

Normal ou padrão.


B

Branda.


C

Sem lactose.


D

Pastosa.


E

Para diabetes.

Uma paciente internada faz uso contínuo de furosemida 40 mg/dia devido à insuficiência cardíaca descompensada. Ela apresenta edema periférico moderado, pressão arterial 130/80 mmHg, potássio sérico 3,4 mmol/L, sódio sérico 138 mmol/L e creatinina 1,0 mg/dL. Considerando risco de hipocalemia, controle hídrico e função renal, a conduta nutricional mais adequada é:


A

monitorar níveis séricos de potássio e fornecer alimentos ricos nesse mineral de forma ajustada


B

manter dieta padrão hospitalar sem monitoramento específico, confiando apenas na reposição medicamentosa intravenosa


C

restringir totalmente alimentos ricos em potássio, incluindo frutas, legumes e suplementos, para evitar risco de hiperpotassemia, mantendo ingestão calórica padrão e a dieta hospitalar habitual


D

prescrever suplementação oral de potássio e sódio simultaneamente, independentemente de níveis laboratoriais e diurese, para compensar perdas da furosemida, sem considerar monitoramento clínico detalhado

Considere que, em um núcleo de apoio à saúde da família (NASF), o nutricionista acompanha uma paciente de 38 anos de idade, com lúpus eritematoso sistêmico ativo, em uso crônico de corticoide, com dislipidemia, resistência à insulina e osteopenia.


Considerando a atuação interprofissional e a dietoterapia baseada em evidências, assinale a alternativa que indica a conduta nutricional mais adequada a esse caso.


A

Dieta hipolipídica estrita, com exclusão total de gorduras


B

Restrição proteica rigorosa para reduzir atividade inflamatória


C

Dieta normocalórica, rica em ômega-3, cálcio, vitamina D e controle glicêmico


D

Suplementação antioxidante em altas doses, independente do consumo alimentar

Um paciente de 72 anos, internado por pneumonia, apresenta perda de peso não intencional, baixo consumo alimentar e IMC de 18,5 kg/m². Segundo os protocolos de triagem nutricional hospitalar, esse paciente deve ser


A

liberado sem acompanhamento.


B

reavaliado após a alta.


C

encaminhado para avaliação nutricional completa.


D

classificado como risco baixo.


E

mantido com dieta padrão.

Em atendimento ambulatorial, Mariana, 54 anos, relata dificuldade para mastigar alimentos sólidos, após procedimento odontológico recente, sem apresentar doenças crônicas associadas. O nutricionista decide ajustar o plano alimentar, preservando os princípios da dieta normal, mas realizando adaptações necessárias à condição apresentada. Considerando a situação descrita, uma modificação qualitativa da dieta normal ocorre quando há:


A

redistribuição da ingestão alimentar ao longo do dia


B

adequação do plano alimentar à faixa etária do indivíduo


C

aumento do valor energético total, sem alteração na composição alimentar


D

alteração na consistência, na composição ou no tipo de alimento ofertado ao longo do dia

No manejo dietoterápico da fenilcetonúria, a restrição severa ao aminoácido fenilalanina é necessária devido a um defeito enzimático que compromete sua conversão em tirosina, resultando em:


A

Degradação alternativa por transaminação e formação de corpos cetônicos.


B

Acúmulo neurotóxico de fenilalanina e metabólitos como o ácido fenilpirúvico.


C

Deficiência secundária de triptofano e serotonina no sistema nervoso central.


D

Sequestro de cofatores de vitaminas do complexo B, levando a anemias.


E

Produção excessiva de amônia e saturação do ciclo da ureia.

Uma mulher adulta, com peso de 70 kg, altura de 1,65 m e nível de atividade física moderado, busca orientação nutricional para manutenção do peso corporal. Considerando a estimativa do gasto energético total (GET) e a distribuição de macronutrientes conforme recomendações de uma dieta equilibrada para adultos saudáveis, assinale a alternativa correta:


A

A distribuição de macronutrientes deve priorizar proteínas em 40% do valor energético total, independentemente do objetivo nutricional.


B

O cálculo do GET pode ser realizado exclusivamente com base no peso corporal, sem considerar nível de atividade física.


C

Uma dieta equilibrada deve conter, em média, 45-65% de carboidratos, 10-35% de proteínas e 20-35% de lipídios do valor energético total.


D

O índice de massa corporal (IMC) é suficiente para determinar, isoladamente, o valor energético total da dieta.


E

A necessidade energética diária é fixa para todos os indivíduos adultos, independentemente de suas características individuais.

No tratamento nutricional voltado à perda de peso, diferentes etapas exigem abordagens específicas do profissional e do paciente. A fase de acompanhamento apresenta desafios próprios relacionados à manutenção dos resultados.


De acordo com o exposto, é correto afirmar que


A

a ausência de acompanhamento aumenta a frequência de rebote de peso e pode favorecer o abandono do tratamento.


B

durante a fase de acompanhamento, o profissional deve reduzir o contato com o paciente para estimular independência total.


C

a fase de acompanhamento é menos relevante que a fase inicial do tratamento, pois o paciente já possui autonomia suficiente para manter os resultados.


D

o reganho de peso está associado a fatores metabólicos, independentemente do seguimento profissional.


E

a fase de acompanhamento tem como foco principal a prescrição de dietas mais restritivas para evitar recaídas.

João, 70 anos, portador de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), apresenta perda de peso e redução da massa muscular. Considerando a dietoterapia indicada para sua condição, a conduta nutricional recomendada é a(o):


A

exclusão de lipídios para facilitar a digestão


B

restrição proteica para minimizar a produção de CO2


C

oferta de dieta hipocalórica para reduzir o trabalho respiratório


D

aporte energético e proteico adequado para prevenir desnutrição

A doença de Cori é uma das conhecidas “doenças do metabolismo do glicogênio”. É causada por uma deficiência da enzima desramificadora (amilo - 1,6 – glicosidase), provocando hipoglicemia e fraqueza muscular.


O tratamento dietético para esta condição deve priorizar a oferta de


A

açúcares simples, com intervalos longos entre as refeições.


B

gordura monoinsaturada e ácidos graxos de cadeia curta.


C

suplementos de carnitina, três vezes ao dia.


D

proteínas, com intervalos curtos entre as refeições.


E

açucares simples, com intervalos curtos entre as refeições.

No caso de um paciente com obesidade, DM2, depressão e insegurança alimentar, que vem sendo acompanhado há anos com baixa adesão, a estratégia mais alinhada às redes de atenção à saúde é


A

reforçar prescrição dietética individual.


B

encaminhar apenas para especialista.


C

trocar periodicamente de profissional.


D

construção de Projeto Terapêutico Singular intersetorial.

Paciente R.P., sexo masculino, 60 anos, portador de hipertensão arterial sistêmica há 10 anos, foi admitido em acompanhamento ambulatorial apresentando cefaleia frequente, fadiga e discreto edema em membros inferiores. Utiliza losartana e hidroclorotiazida. Antropometria: peso: 87 kg; estatura: 1,72 m (IMC = 29,5 kg/m²). Com base na interpretação integrada dos dados clínicos, antropométricos e laboratoriais apresentados, assinale a alternativa CORRETA no que se refere às condutas e orientações nutricionais adequadas ao manejo dietoterápico deste paciente.


A

A avaliação nutricional mostra eutrofia, não sendo necessário ajuste dietético significativo.


B

A dieta deve ser hipossódica, priorizando frutas, verduras e leguminosas, conforme preconiza o padrão DASH.


C

A redução de peso não é recomendada, pois o sobrepeso pode proteger o paciente contra flutuações pressóricas.


D

A dieta deve ser hipercalórica e hipossódica, priorizando frutas, verduras e leguminosas, conforme preconiza o padrão DASH.

Em 100 gramas de pó de um suplemento dietético apresentam em sua composição 25% de proteínas, 40% de lipídeos e 35% de carboidratos. Qual é o volume necessário para suplementar uma dieta com 600 kcal, considerando-se que o suplemento foi diluído a 20%?


A

200 mL.


B

300 mL.


C

400 mL.


D

500 mL.

Um paciente com triglicérides acima de 700mg/dL deu entrada na Unidade de Tratamento Intensivo. Qual a recomendação de ácidos graxos monoinsaturados para este paciente?


A

15% do valor calórico total


B

10% do valor calórico total.


C

5% do valor calórico total.


D

20% do valor calórico total.


E

25% do valor calórico total.

Uma criança de 7 anos com fibrose cística apresenta insuficiência pancreática exócrina confirmada, esteatorreia recorrente, perda ponderal progressiva e queda do percentil de IMC ao longo dos últimos seis meses. Considerando os objetivos da dietoterapia nessa condição clínica, a conduta nutricional mais adequada envolve:


A

foco exclusivo na hidratação oral e no controle eletrolítico, sem necessidade de ajustes calóricos ou uso de enzimas digestivas


B

redução do teor lipídico da dieta para minimizar a esteatorreia, mantendo aporte calórico habitual e evitando suplementações


C

adoção temporária de dieta predominantemente líquida, priorizando a redução da carga digestiva, independentemente do aporte proteico e energético


D

incremento da densidade energética da dieta, com maior aporte de lipídios e proteínas, uso sistemático de enzimas pancreáticas conforme teor de gordura das refeições e acompanhamento nutricional contínuo

 
Ir para a página:
OK
 
Gerar simulado