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Laura, 29 anos, após investigação clínica e exames laboratoriais, recebe diagnóstico de doença celíaca, apresentando sintomas gastrointestinais recorrentes e alterações compatíveis com enteropatia autoimune. Durante o acompanhamento nutricional, o profissional orienta a conduta dietoterápica com o objetivo de promover a recuperação da mucosa intestinal e prevenir complicações associadas. Considerando o mecanismo fisiopatológico da doença celíaca, o tratamento dietoterápico eficaz consiste em:
implementar dieta isenta de glúten de caráter permanente, com exclusão estrita de proteínas de reserva do trigo, cevada e centeio, e controle rigoroso de contaminação cruzada
prescrever restrição de glúten baseada no limiar de tolerância individual, permitindo o consumo ocasional de produtos que contenham malte, desde que associados ao uso de enzimas proteolíticas exógenas para hidrólise da gliadina
orientar dieta isenta de fodmaps concomitantemente à exclusão do glúten apenas durante a fase aguda da doença, com reintrodução gradual de cereais integrais após a normalização dos níveis de transglutaminase tecidual (ttg-iga)
instituir dieta com redução progressiva de prolaminas tóxicas, priorizando a substituição por grãos ancestrais como o espelta (trigo spelta) e o tritordeum, visando à dessensibilização da mucosa e à redução da produção de anticorpos