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O padrão alimentar e o estilo de vida saudável tem sido foco de grandes estudos epidemiológicos, como o DASH (Dietary Approachs to Stop Hypertension), o INTERHEART e o PREDIMED (PREvención con DIeta MEDiterránea). A partir desses estudos, a recente Atualização da Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose (2017) preconiza que a alimentação como parte da terapia não medicamentosa para o controle da hipercolesterolemia dever ser:
Isenta de ácidos graxos trans, o consumo de < 10% do valor calórico total de ácidos graxos saturados para indivíduos saudáveis e < 7% do valor calórico total para aqueles que apresentarem risco cardiovascular aumentado.
Limitada em ácidos graxos trans até 1% do valor calórico total, o consumo de <10% do valor calórico total de ácidos graxos saturados para indivíduos saudáveis e para aqueles que apresentarem risco cardiovascular aumentado.
Hipolipídica, com a gordura total contribuindo entre 20 e 30% do calórico total, o consumo de <7% do valor calórico total de ácidos graxos saturados para indivíduos saudáveis e para aqueles que apresentarem risco cardiovascular aumentado.
Isenta de ácidos graxos trans, o consumo de <7% do valor calórico total de ácidos graxos saturados para indivíduos saudáveis e para aqueles que apresentarem risco cardiovascular aumentado.
O consumo de gorduras saturadas não deve ser a grande preocupação de limitar, pois a alimentação deve ser rica em gorduras insaturadas, principalmente poli-insaturadas, visto estas estarem associadas à redução significativa de colesterol total e LDL-c, consequentemente reduz os eventos e morte cardiovasculares (Grau de Recomendação: I; Nível de Evidência: A).