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No Brasil, apesar de se observarem intervenções de Educação Alimentar e Nutricional (EAN) as quais são sinalizadoras de mudanças, por adotarem estratégias que se caracterizam pela tentativa de romper com o paradigma tradicional de ensino, muitas ações de EAN no bojo das políticas públicas e daquelas desenvolvidas a nível local ainda se pautam na transmissão verticalizada de conceitos, com suporte de uma pedagogia diretiva, com a preeminência de estratégias alicerçadas na recuperação da saúde. Em contraponto, princípios e diretrizes do Marco de Referência de EAN para as Políticas Públicas orientam que as ações de EAN sejam
um processo que favoreça, permanentemente, romper crenças, valores, atitudes, práticas e representações sociais que se estabelecem em torno da alimentação e que permita transmitir informações atualizadas acerca das recomendações do novo Guia Alimentar para a População Brasileira (2014).
um campo de conhecimento e de práticas individualizadas, pautadas em evidências científicas de uma disciplina da área em que será conduzida, para garantir especificidade e individualidade; setorizada; planejada e conduzida por um nutricionista, pois ações de EAN é uma atividade privativa deste profissional.
configuradas no encontro entre pessoas, voltadas para o desenvolvimento da autonomia dos indivíduos na adoção de uma alimentação adequada e saudável e direcionadas para a promoção da saúde e da segurança alimentar e nutricional (SAN).
conduzidas para a criação de novos sentidos e ressignificação de práticas que levem ao desenvolvimento orientado de práticas alimentares saudáveis, sendo tais práticas informativas e prescritivas, guiadas pela racionalidade científica e aportadas na objetividade dos indivíduos.