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O Índice Glicêmico (IG) dos alimentos é utilizado como...

O Índice Glicêmico (IG) dos alimentos é utilizado como estratégia nutricional de primeira escolha pelos nutricionistas na prática clínica. Esse índice fornece uma avaliação qualitativa dos carboidratos contidos nos alimentos baseada em sua habilidade de elevar a glicose sanguínea. Embora na teoria esse conceito seja interessante, na prática este tem sido alvo de críticas por especialistas em diabetes, pois fatores como a origem dos alimentos, clima, solo de cultivo, tempo de cozimento, teor de outros macronutrientes, entre outros, podem influenciar a variabilidade glicêmica dos alimentos. Sobre a resposta glicêmica dos alimentos, é correto afirmar que


A

a sacarose aumenta mais a glicemia do que outros carboidratos, quando ingerida em quantidades equivalentes. Dessa maneira, seu consumo não pode ser inserido no contexto de uma dieta saudável.


B

a frutose consumida como “frutose livre” (que ocorre naturalmente em alimentos como frutas) pode resultar em pior controle glicêmico em comparação com a ingestão isocalórica de sacarose ou amido, e é suscetível de ter efeitos prejudiciais sobre os triglicerídios mesmo que a ingestão não seja excessiva (até 12% da energia ingerida).


C

as fibras alimentares insolúveis apresentam efeitos benéficos na glicemia e no metabolismo dos lipídios, enquanto as solúveis agem contribuindo para a saciedade e o controle de peso, além da preservação da saúde intestinal.


D

a quantidade e a qualidade do carboidrato consumido afetam a resposta glicêmica, bem como a observação do índice e da carga glicêmica podem oferecer benefícios adicionais, quando o total de carboidratos da refeição é contabilizado.


E

para diminuir a resposta glicêmica da ingestão dietética, alimentos com alto índice glicêmico podem ser substituídos por alimentos de baixo índice glicêmico, sobretudo quando consumidos de forma isolada. São exemplos de alimentos de alto índice glicêmico: ervilhas, quinoa, aveia e pêssego.