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A desnutrição em pacientes oncológicos está bem fundamentada na literatura, pois, tanto a doença, devido às alterações metabólicas, quanto seus tratamentos, pelos seus efeitos inflamatórios e colaterais, contribuem para o avanço rápido do comprometimento do estado nutricional. As orientações nutricionais para esses pacientes devem considerar o estado nutricional, o estágio da doença e os sintomas que apresentam. Ao realizar o atendimento nutricional a uma mulher de 36 anos, portadora de neoplasia gástrica em tratamento quimioterápico e queixas de perda de peso (> 15% em 1 mês), inapetência, mucosite e diarreia persistente há uma semana, devem-se recomendar, para o manejo nutricional, as inserções a seguir, EXCETO:
A lactose é um dissacarídeo que dever ser restringido na dieta da paciente, visto que depende da enzima lactase para ser digerido e esta encontra-se diminuída durante episódios de diarreia.
Devido à mucosite, deve-se modificar a consistência da dieta, dando preferência para alimentos macios, úmidos ou pastosos; reduzir o sal e condimentos picantes das preparações; evitar alimentos cítricos e extremos de temperatura.
Devido à inapetência, recomenda-se aumentar a densidade calórica dos alimentos, fracionar as refeições e introduzir suplementos orais hipercalóricos e hiperproteicos nos intervalos das refeições.
Recomenda-se a introdução de fibras solúveis na alimentação da paciente para auxiliar no controle da diarreia.
Após oito dias do primeiro atendimento, a paciente foi reavaliada e constatou-se que ela estava ingerindo 50% das suas necessidades proteico-calóricas e com sintomatologia inalterada. Em um quadro como este, não é recomendado associar terapia nutricional via sonda nasogástrica, pois essa conduta agravará o quadro diarreico e, consequentemente, o estado nutricional.