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Durante a pandemia da COVID-19, o atendimento nutricional de pacientes hospitalizados com suspeita ou com diagnóstico confirmado tornou-se um desafio importante para o nutricionista.
Nesse cenário, sobre o cuidado nutricional do paciente adulto crítico (com diagnóstico confirmado) que permanece em Unidade de Terapia Intensiva por mais de 48 horas, é correto afirmar:
As fórmulas monoméricas devem ser a primeira opção de prescrição de NE, pois normalmente apresentam maior quantidade de lipídios e menor de carboidratos, o que reduz a sobrecarga nos pulmões.
Enquanto o paciente precisar permanecer em posição prona, a NE deve ser suspensa, pois o risco de aspiração da dieta é alto.
Não é recomendada a NE precoce (nas primeiras 24 h e 48 h da internação), mesmo que o paciente tenha condição clínica, a fim de evitar a sobrecarga do organismo para digerir e absorver nutrientes.
O planejamento da evolução do volume de Nutrição Enteral (NE) é fundamental para garantir a tolerância ao tratamento dietético, prevenir síndrome de realimentação, principalmente para casos de jejum prolongado e/ou presença de desnutrição.
Aos pacientes que necessitam de restrição de fluídos (disfunção respiratória aguda e/ou renal), recomendam-se fórmulas enterais com menor densidade calórica (0,8-1,0 kcal/mL), uma vez que elas apresentam menor quantidade de água em comparação às hipercalóricas.