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O Posicionamento sobre o Consumo de Gorduras e Saúde Cardiovascular, publicado em 2021, pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), faz algumas considerações sobre o impacto do consumo de gorduras nas dislipidemias e outras desordens. Neste posicionamento, as seguintes afirmativas estão presentes, EXCETO:
A substituição das calorias provenientes de lipídios saturados (SAT) por poli-insaturados (POLI) e monoinsaturados (MONO) diminui o risco cardiovascular, enquanto resultado oposto é observado quando SAT são substituídos por carboidratos refinados como o açúcar.
O fato de os SAT se apresentarem em emulsões de gordura como no leite, ou em matriz sólida de óleo de palma com açúcar, como observado em biscoitos industrializados, não exerce diferença quanto aos efeitos deletérios dos SAT sobre os lipídeos plasmáticos.
Um ponto importante que pode interferir na análise do papel dos ácidos graxos é o padrão alimentar no qual se inserem. Ácidos graxos SAT podem se associar a efeitos deletérios do ponto de vista cardiovascular, quando inseridos em um contexto de dieta rica em açúcares e pobre em fibras, ao passo que, no contexto de padrão alimentar saudável, seu impacto negativo pode ser menor.
Embora, de forma genérica, SAT se associe ao maior risco cardiovascular, é importante salientar que nem todos os ácidos graxos SAT elevam a concentração plasmática de colesterol e do risco cardiovascular.
As diretrizes internacionais apontam para importância do seguimento de padrões alimentares saudáveis, como o Padrão Mediterrâneo e a dieta DASH (Dietary Approach to Stop Hypertension). O Guia Alimentar para a População Brasileira também evidencia a importância do seguimento de padrões alimentares saudáveis e enfatiza que simplesmente estudar os nutrientes de forma isolada não esclarece por completo a influência da alimentação na saúde.