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A incorporação das atividades de nutrição em programas da atenção primária deve dar resposta às suas principais demandas assistenciais, ampliando a qualidade dos planos terapêuticos tanto na Estratégia da Saúde da Família (ESF) quanto nas unidades convencionais.
Nesse sentido, um nutricionista que atue na saúde pública pode adotar a seguinte estratégia:
desenvolver, individualmente, excluindo-se o critério de intersetorialidade, ações que não tenham integração com outras políticas sociais como educação, esporte, cultura, trabalho, lazer, entre outras;
elaborar planos terapêuticos, com discussões que evitem a apropriação coletiva pela equipe de saúde, realizando ações uniprofissionais, desestimulando a responsabilidade compartilhada;
desenvolver ações para a promoção de práticas alimentares saudáveis, focando no diagnóstico de excesso de peso, sem inclusão dos transtornos e dos distúrbios alimentares;
avaliar, em conjunto com as Equipes de Saúde da Família e os Conselhos de Saúde, o desenvolvimento e a implementação das ações de saúde e de alimentação e nutrição e seu impacto na população;
socializar o conhecimento sobre os alimentos, com estratégias de resgate de hábitos e práticas alimentares internacionais relacionadas ao consumo de alimentos orgânicos.