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Os surtos de Doenças Transmitidas por Alimentos (DTAs) são causados por inúmeros agentes etiológicos e se expressam por um grande elenco de manifestações clínicas. E neste contexto, o Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica vigente preconiza a identificação de casos de doenças de notificação compulsória e de surtos de qualquer etiologia.
No que concerne às DTAs e os procedimentos para sua avaliação, é correto afirmar que
a obrigatoriedade de notificação das DTAs ocorre após confirmação de, no mínimo, 100 óbitos gerados por uma fonte comum de água ou alimento que originou o surto. Antes da confirmação do quantitativo de óbitos supracitado, não há necessidade de investigação em relação ao agente etiológico e ao alimento suspeito.
imediatamente após a notificação, deve haver uma atividade de campo, na qual há deslocamento de uma equipe ao(s) local(is) onde se encontram os comensais que foram expostos e adoeceram, com a finalidade de obtenção de informações epidemiológicas. Tal equipe é formada por socorristas e técnicos de enfermagem do Sistema Único de Saúde.
a coleta de amostras clínicas dos comensais deve ser realizada por ocasião do inquérito após a finalização do tratamento médico específico direcionado aos doentes. Sugere-se também efetuar coletas de amostras clínicas de todos os manipuladores usuais e eventuais, relacionados com o surto e analisá-las se houver ocorrência de óbitos.
quanto à obtenção de amostras biológicas, é indicada a coleta de fezes in natura para exame direto e coloração de Gram, com utilização de um frasco limpo e seco ou frasco próprio fornecido pelo laboratório. Para tal, as amostras frescas devem ser enviadas ao laboratório de análises clínicas no prazo de até 12 horas.
em determinadas situações, como por exemplo, na suspeita de botulismo, na ausência de restos do alimento efetivamente consumido, a amostra coletada pode ser a própria embalagem vazia, uma vez que a toxina pode estar presente nas paredes internas e ser retirada para análise por meio do método de enxaguadura.