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"Historicamente, o nutricionista clínico, ao prestar atendimento a pacientes portadores de problemas nutricionais e de saúde, vem minimizando seus valores subjetivos e a promoção de sua autonomia, reduzindo-o praticamente à sua doença (“o obeso”, por exemplo), não o vendo, portanto, como um ser (sujeito) que possui historicidade, culturalidade e temporalidade"
Demétrio F, Paiva JB, Fróes AAG, Freitas MCS, Santos LAS. A nutrição clínica ampliada e a humanização da relação nutricionista-paciente: contribuições para reflexão. Rev Nutr (Campinas). 2011 set-out;24(5):743-63.
De acordo com o artigo referenciado, qual estratégia deve ser adotada para pautar o atendimento nutricional no cuidado integral do ser humano, sem a simplificação mencionada?
Compreender, enquanto nutricionista, sobre o significado da alimentação para o paciente, a interpretação que ele faz sobre sua dieta, seu corpo em seu mundo.
Acolher e ter empatia pelo paciente em sua fragilidade enquanto culpado pelo seu adoecimento ou não adesão ao plano nutricional proposto.
Incentivar os pacientes a criarem histórias, prazeres e memórias com novos alimentos considerados funcionais e capazes de prevenir doenças futuras, para promover, de maneira humanizada, uma alimentação mais saudável.
Auxiliar o paciente a moldar o seu comportamento alimentar segundo avanços do conhecimento em alimentação e nutrição, a partir de saberes sanitários, médicos, nutricionais, econômicos e comerciais.
Basear a conduta nutricional em guidelines ou protocolos clínicos-nutricionais, pressupondo um comportamento heterônomo do paciente.