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A gestação constitui um estado de elevada plasticidade metabólica, no qual a nutrição exerce papel determinante sobre morbimortalidade materna e neonatal. Diretrizes internacionais (OMS, 2016; Allen, 2005) apontam a suplementação como estratégia essencial, mas modulada por fatores epidemiológicos, fisiológicos e socioeconômicos. À luz desses referenciais, qual proposição reflete de maneira mais precisa as recomendações de saúde pública?
A restrição proteica durante a gestação é reconhecida como prática de prevenção da obesidade futura da prole, sem prejuízos sobre parâmetros de crescimento intrauterino.
A suplementação de ácido fólico restrita ao segundo trimestre é considerada suficiente, pois a organogênese inicial não demanda níveis elevados desse micronutriente.
A suplementação de cálcio mostrou benefícios consistentes apenas em populações de alta renda, sendo desnecessária em contextos de vulnerabilidade nutricional e risco de pré-eclâmpsia.
O incremento energético materno deve ser uniforme em todos os trimestres, não havendo variações conforme crescimento fetal ou adaptações metabólicas específicas.
A suplementação universal de ferro é recomendada em gestantes, dada a elevada prevalência global de anemia, seus efeitos deletérios sobre desenvolvimento fetal e as limitações do aporte dietético isolado.