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A deterioração nutricional em doenças hepáticas crônicas, particularmente nas hepatites avançadas e na cirrose, decorre da interação entre hipermetabolismo, inflamação sistêmica, disfunção absortiva e alterações no metabolismo proteico-energético. As diretrizes da ESPEN (2020) e da AASLD (2018) ressaltam a importância da intervenção nutricional precoce para reduzir complicações e melhorar prognóstico. Considerando esse cenário, qual proposição traduz de modo mais consistente a abordagem nutricional contemporânea nesses quadros?
A restrição proteica é recomendada rotineiramente em pacientes cirróticos com encefalopatia hepática, a fim de minimizar a produção de amônia e retardar a progressão da insuficiência hepática.
A suplementação de aminoácidos de cadeia ramificada (BCAA) pode melhorar estado nutricional e função neuromuscular em cirrose descompensada, embora não substitua o aporte proteico global adequado.
A hiponatremia frequente em hepatopatas avançados justifica restrição indiscriminada de líquidos e sódio, prática considerada padrão em todas as diretrizes internacionais.
O estado catabólico característico da cirrose justifica a oferta energética inferior a 20 kcal/kg/dia, evitando sobrecarga metabólica hepática e risco de síndrome de realimentação.
A suplementação lipídica deve ser rigidamente evitada, visto que hepatopatas apresentam incapacidade absoluta de metabolizar ácidos graxos de cadeia longa.