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Na doença hepática crônica (DHC), ocorrem diversas alterações no metabolismo de macronutrientes.
De acordo com Nutrição clínica no adulto (2019), assinale a alternativa que apresenta corretamente uma alteração no metabolismo glicídico, lipídico ou proteico na DHC e sua consequência clínica associada.
Aumento da gliconeogênese hepática – Hiperglicemia persistente.
Redução da lipogênese hepática – Diminuição do risco de esteatose hepática.
Aumento da lipogênese hepática – Acúmulo de gordura no fígado.
Redução da capacidade do ciclo da ureia – Redução do risco de hiperamonemia.
Doenças hepáticas graves podem levar a sérios distúrbios metabólicos, tornando-se causas importantes de morbidade e mortalidade.
Com relação a esse tema, analise as afirmações a seguir:
I. As hepatopatias ocasionam alterações no metabolismo intermediário de macronutrientes e de micronutrientes, relacionadas ao grau do comprometimento funcional do fígado, o que pode afetar o equilíbrio de processos tanto anabólicos como catabólicos do organismo.
II. Pacientes com doença hepática crônica podem apresentar significante perda de peso e alteração de ingestão alimentar devido a náuseas, vômito e anorexia.
III. As vitaminas do complexo B e as vitaminas lipossolúveis podem estar deficientes, considerando a redução da ingestão e a redução da capacidade de armazenamento.
IV. Nas hepatopatias graves estão comprometidos a formação da bile e o metabolismo da bilirrubina.
É CORRETO o que se afirma em
todas.
três, apenas.
duas, apenas.
uma, apenas.
nenhuma.
A doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA), atualmente denominada Doença Hepática Esteatótica Associada à Disfunção Metabólica (MASLD) está fortemente associada a fatores da síndrome metabólica, como obesidade central, resistência à insulina, DM2 e dislipidemia. Mudanças no estilo de vida são fatores importantes no tratamento da MASLD e NASH (Esteatohepatite Não Alcoólica). Nesse sentido, assinale a alternativa que apresenta, CORRETAMENTE, um conjunto de medidas nutricionais corretamente relacionadas à melhora da MASLD.
Perda de peso > a 7% do peso corporal para melhora da NASH, a adoção de dieta mediterrânea apenas se houver perda de peso concomitante, a ingestão elevada de bebidas adoçadas com açúcar para evitar hipoglicemia e o consumo moderado de álcool.
Perda de peso > a 7% do peso corporal para melhora da NASH, a adoção de dieta mediterrânea como estratégia para reduzir a esteatose hepática independentemente da perda de peso, a limitação de frutose em bebidas, a restrição de alimentos ultraprocessados e eliminação de álcool.
Perda de peso > 15% do peso corporal para qualquer benefício hepático, a adoção de dieta mediterrânea apenas em indivíduos sem obesidade, o aumento do consumo de alimentos ultraprocessados ricos em fibras adicionadas e a liberação de bebidas adoçadas, desde que a ingestão calórica total seja mantida.
Perda de peso discreta < 3% do peso corporal, pois reduções maiores podem agravar a fibrose, o estímulo ao consumo de frutose na forma de sucos de fruta industrializados para compensar a restrição de gordura da dieta, e o uso liberal de álcool em doses sociais, pois não há evidências de impacto sobre a progressão da MASLD.
A Doença Hepática Gordurosa Metabólica (DHGM), anteriormente chamada de esteatose hepática não alcoólica, está fortemente associada à resistência à insulina, disbiose intestinal e ativação de vias inflamatórias sistêmicas.
Sobre a fisiopatologia, diagnóstico e conduta nutricional na DHGM, analise as afirmativas abaixo:
I- A endotoxemia metabólica decorrente do aumento de Lipopolissacarídeos (LPS) circulantes, induzida pela maior permeabilidade intestinal, ativa a via Toll-like receptor 4 (TLR4) nos hepatócitos e células de Kupffer, contribuindo para estresse oxidativo e progressão para esteato-hepatite.
II- A resistência à insulina aumenta a lipogênese hepática ao estimular a atividade da enzima Acetil-CoA Carboxilase (ACC) e do fator de transcrição SREBP-1c, facilitando o acúmulo de triglicerídeos no fígado.
III- A dosagem isolada de ALT e AST é suficiente para diagnóstico de DHGM, sendo dispensável o uso de exames de imagem ou índices não invasivos (como FIB-4 ou NAFLD fibrosis score), desde que não haja consumo de álcool.
IV- Estratégias nutricionais comprovadas incluem redução de 5–10% do peso corporal, maior consumo de ômega-3, diminuição de açúcares simples (especialmente frutose), uso de probióticos e padrão alimentar similar à dieta mediterrânea.
É CORRETO o que se afirma em:
I e II apenas.
I, II e IV apenas.
II e III apenas.
I, III e IV apenas.
I, II, III e IV.
Um adulto de 55 anos foi diagnosticado com hepatite crônica viral. Na avaliação nutricional, observa-se ingestão proteica insuficiente, leve perda ponderal e sinais iniciais de sarcopenia, com alterações laboratoriais compatíveis com deficiência leve de vitaminas lipossolúveis. Considerando os princípios de avaliação nutricional e dietoterapia em doenças hepatobiliares, tem-se que:
a avaliação nutricional deve priorizar apenas parâmetros antropométricos, sem considerar ingestão dietética ou indicadores bioquímicos
a prescrição dietética deve basear-se exclusivamente no peso corporal atual, sem ajustes para perda de massa magra ou alterações metabólicas
a análise da ingestão alimentar e da função hepática permite identificar deficiências nutricionais subclínicas, orientando estratégias de suplementação e adequação proteica
a suplementação de vitaminas lipossolúveis deve ser aplicada de forma padronizada, sem considerar valores laboratoriais, necessidades nutricionais ou tolerância digestiva individual
ajustes na ingestão proteica e energética devem ser aplicados uniformemente a todos os pacientes com hepatite crônica, independentemente do grau de perda ponderal ou sarcopenia
Considere um paciente com doença hepática avançada que apresenta quadro de ascite volumosa, edemas periféricos, processo inflamatório ativo e sinais clínicos de perda muscular.
Tendo como base esse caso clínico e que, diante da necessidade de avaliação nutricional acurada para tomada de decisão terapêutica, deve-se reconhecer que determinados parâmetros tornam-se pouco fidedignos, assinale a alternativa que indica o parâmetro menos confiável para avaliação do estado nutricional desse paciente.
História alimentar detalhada
Avaliação funcional da musculatura
Exame físico nutricional dirigido
Peso corporal atual
A doença hepática gordurosa não alcoólica (NAFLD) é definida como a presença de gordura em mais de 5% dos hepatócitos, na ausência de consumo excessivo de álcool ou outras doenças hepáticas crônicas.
Quanto à enfermidade em questão, à luz da Diretriz Brasileira de Doença Hepática Esteatótica Associada à Disfunção Metabólica, assinale a afirmativa correta.
Em pacientes com sobrepeso/obesidade e MASLD (doença hepática gordurosa associada à disfunção metabólica), a estratificação do risco cardiovascular é opcional durante o momento do diagnóstico, pois alterações cardíacas são vistas somente com o avanço crônico das doenças em questão.
Uma dieta mediterrânea normocalórica favorece a redução da gordura hepática associada à perda ponderal, sendo acompanhada por melhora na gama-glutamiltransferase (GGT) e hemoglobina glicada (HbA1c). Tal recomendação exibe forte evidência, com classificação A quanto à sua qualidade.
Em pacientes com sobrepeso/obesidade e MASLD, a substituição de gorduras por carboidratos é recomendada para a redução da esteatose hepática. Indica-se também a substituição de fontes de gordura saturada por gorduras insaturadas. Tal recomendação exibe moderada evidência, com classificação A quanto à sua qualidade.
Em pacientes com sobrepeso/obesidade e MASLD, o consumo regular de 3 a 6 xícaras de café por dia reduz a progressão da fibrose, uma vez que a cafeína é capaz de inibir a fibrogênese. Tal recomendação exibe moderada evidência, com classificação A quanto à sua qualidade.
Em pacientes com sobrepeso/obesidade e MASLD, uma redução superior a 7% no peso corporal deve ser considerada para melhorar a esteato-hepatite sem agravar a fibrose. Tal recomendação exibe moderada evidência, com classificação A quanto à sua qualidade.
No manejo nutricional de doenças hepáticas, conforme as diretrizes da European Association for the Study of the Liver (EASL, 2018), qual das alternativas está correta?
Pacientes com cirrose hepática devem receber uma dieta rica em proteínas, com suplementação obrigatória de aminoácidos de cadeia ramificada, para prevenir encefalopatia hepática, conforme as diretrizes da EASL (2018).
A restrição de sódio é recomendada em pacientes com ascite associada à cirrose, limitando o consumo a menos de 1.5 g/dia, e a restrição hídrica deve ser aplicada de acordo com os níveis de sódio sérico, conforme EASL (2018).
A suplementação de vitamina A é recomendada de rotina em pacientes com cirrose, independentemente da avaliação dos níveis séricos de retinol, para prevenir a deficiência e manter a função hepática, conforme Lehninger (2005).
A ingestão de ácidos graxos poli -insaturados (ômega -3) deve ser limitada em pacientes com esteatose hepática não alcoólica (NAFLD), uma vez que há evidências de que esses ácidos graxos podem promover a inflamação hepática, conforme EASL (2018).
Em pacientes com hepatite C, o uso de suplementos antioxidantes como a vitamina E é contraindicado, pois pode aumentar o risco de fibrose hepática, conforme descrito nas diretrizes da EASL (2018).
Considerando-se a doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA), avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.
( ) A DHGNA compreende quadros de esteatose simples, moderados e severos, podendo, por meio da aquisição de hábitos saudáveis e mudança de estilo de vida, reverter a doença, evitando maiores complicações.
( ) A ingestão de frutose de adição está diretamente relacionada à patogênese da DHGNA, e o consumo de açúcares refinados e produtos alimentícios e bebidas com alto teor de frutose ou glicose deve ser reduzido. Porém, não deve haver a exclusão de frutas no planejamento alimentar com o objetivo de reduzir o consumo de frutose, pois elas são fontes importantes de fibras, vitaminas, minerais e compostos fitoquímicos.
( ) A perda de peso alcançada por dieta hipocalórica, isoladamente ou em conjunto com atividade física, reduz a gravidade da doença. Perdas entre 3 e 5% do peso corporal já auxiliam na melhora, mas até 10% de perda pode ser necessário para melhora da necroinflamação.
C - C - E.
E - E - C.
C - E - E.
E - C - C.
Pacientes com Doença Hepática Crônica (DHC) frequentemente apresentam desnutrição protéico-energética devido ao catabolismo muscular, disfunção hepática e redução da ingestão alimentar. A terapia nutricional visa prevenir complicações e manter o estado nutricional. Com base nesse contexto, são objetivos para a indicação da terapia nutricional nas DHC:
I.Favorecer a aceitação da dieta e melhorar o aproveitamento dos nutrientes administrados.
II.Suprir substratos energéticos suficientes para atender às necessidades orgânicas e favorecer ganho de peso.
III.Prover substratos energéticos e proteicos suficientes para controlar o catabolismo proteico muscular e visceral.
É CORRETO o que se afirma em:
I e II apenas.
II e III apenas.
I, II e III.
I e III apenas.
Em doenças hepáticas, a prescrição dietética deve considerar a redução da ingestão de proteínas para prevenir encefalopatia hepática, sendo esta conduta indicada em todos os casos, inclusive nas fases iniciais da cirrose compensada.
Certo
Errado
Na dieta recomendada para pacientes com cirrose hepática, qual dos seguintes alimentos deve ser evitado?
Peixes.
Cereais integrais.
Embutidos.
Frutas.
Legumes.
(PMM/URCA 2025) Um paciente com insuficiência hepática crônica (cirrose) desenvolve quadro de encefalopatia hepática. Qual estratégia nutricional é fundamental no manejo dessa complicação?
Restrição severa de proteínas totais (< 0,4 g/kg/dia) em todos os casos.
Privilegiar o uso de proteínas de origem vegetal e, se necessário, suplementar com aminoácidos de cadeia ramificada (BCAA), mantendo um aporte proteico adequado para evitar o catabolismo.
Dieta rica em proteínas de alto valor biológico, como carnes vermelhas, para recuperar a massa muscular.
Jejum absoluto para reduzir a produção de amônia.
Dieta rica em gorduras para fornecer energia e poupar as proteínas.
Pacientes com doenças hepáticas apresentam manifestações clínicas e alterações metabólicas características, que impactam o manejo nutricional.
Assinale a alternativa que descreve corretamente uma alteração metabólica relacionada a uma condição hepática específica.
Na colestase obstrutiva, o metabolismo lipídico costuma permanecer preservado, já que a ausência de sais biliares não interfere significativamente na absorção de gorduras e vitaminas lipossolúveis.
Na cirrose hepática avançada, observa-se aumento do catabolismo proteico e intolerância à glicose, com risco elevado de desnutrição proteico-energética, sendo fundamental a oferta adequada de proteínas e energia.
Na doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica (MASLD), predomina hipoatividade metabólica, com redução do gasto energético de repouso, motivo pelo qual a restrição calórica severa é indicada para reduzir rapidamente a gordura hepática.
Na insuficiência hepática aguda, a principal alteração metabólica é a hiperlipidemia compensatória, que auxilia na síntese de proteínas plasmáticas e reduz o risco de encefalopatia hepática.
Doenças hepáticas agudas e crônicas podem ser consequentes a lesões no parênquima hepático provocadas por agentes químicos, virais, farmacológicos ou outros componentes tóxicos, que alteram a estrutura morfológica e a capacidade funcional dos hepatócitos. De acordo com as alterações no metabolismo dos macronutrientes encontradas nas hepatopatias, todas as alternativas estão corretas, exceto:
Nas hepatopatias agudas e graves há diminuições da glicogenólise e da gliconeogênese, resultando em hipoglicemia e hiperlactacidemia.
Nas hepatopatias crônicas e agudas há o aumento da lipogênese hepática, diminuições na oxidação hepática de ácidos graxos e a síntese de LDL, resultando em uma esteatose hepática.
Nas hepatopatias agudas e crônicas há diminuição da síntese de proteínas plasmáticas e o aumento da liberação dos aminoácidos teciduais, resultando em hipoprotrombinemia/hipoalbuminemia e no aumento do catabolismo.
Na cirrose hepática há o aumento na degradação da insulina, resultando na hipoglicemia.
A deterioração nutricional em doenças hepáticas crônicas, particularmente nas hepatites avançadas e na cirrose, decorre da interação entre hipermetabolismo, inflamação sistêmica, disfunção absortiva e alterações no metabolismo proteico-energético. As diretrizes da ESPEN (2020) e da AASLD (2018) ressaltam a importância da intervenção nutricional precoce para reduzir complicações e melhorar prognóstico. Considerando esse cenário, qual proposição traduz de modo mais consistente a abordagem nutricional contemporânea nesses quadros?
A restrição proteica é recomendada rotineiramente em pacientes cirróticos com encefalopatia hepática, a fim de minimizar a produção de amônia e retardar a progressão da insuficiência hepática.
A suplementação de aminoácidos de cadeia ramificada (BCAA) pode melhorar estado nutricional e função neuromuscular em cirrose descompensada, embora não substitua o aporte proteico global adequado.
A hiponatremia frequente em hepatopatas avançados justifica restrição indiscriminada de líquidos e sódio, prática considerada padrão em todas as diretrizes internacionais.
O estado catabólico característico da cirrose justifica a oferta energética inferior a 20 kcal/kg/dia, evitando sobrecarga metabólica hepática e risco de síndrome de realimentação.
A suplementação lipídica deve ser rigidamente evitada, visto que hepatopatas apresentam incapacidade absoluta de metabolizar ácidos graxos de cadeia longa.
A Esteatose hepática é um distúrbio que se caracteriza pelo acúmulo, no interior dos hepatócitos, de:
cálcio
toxinas sintéticas
resíduos de frutas
gordura
Após receber odiagnóstico de doença hepática crônica, Carlos se apresenta em uma unidade hospitalar com queixa de cansaço constante, perda de peso não intencional e edema abdominal. Os exames laboratoriais indicam níveis elevados de bilirrubina e transaminases hepáticas. Considerando que Carlos está com 40 anos, a principal recomendação dietética para este paciente com doença hepática crônica é:
Iniciar uma dieta com alto teor de sódio e líquidos para melhorar o volume sanguíneo e reduzir o edema, a ingestão de sódio deve ser restrita para evitar retenção de líquidos, e a dieta deve ser cuidadosamente balanceada em sódio e líquidos.
Prescrever uma dieta hipocalórica com restrição de proteínas e aumento de carboidratos para preservar a função hepática, a restrição de proteínas não é indicada para a maioria dos pacientes com doença hepática crônica, a não ser que haja encefalopatia hepática.
Recomendar uma dieta com alimentos ricos em cálcio e vitamina D, sem considerar a ingestão de proteínas, embora o cálcio e a vitamina D sejam importantes, a dieta deve ser equilibrada e incluir a ingestão de proteínas adequadas para evitar a caquexia hepática.
Aumentar a ingestão de proteínas de origem animal para melhorar a função hepática, em pacientes com doença hepática crônica, é necessário controlar a ingestão de proteínas para evitar a sobrecarga do fígado e o desenvolvimento de encefalopatia hepática.
Iniciar uma dieta com restrição total de carboidratos para melhorar a função hepática, a restrição de carboidratos pode ser prejudicial, pois o fígado precisa de glicose para suas funções metabólicas.
O número de casos de indivíduos com cirrose hepática tem crescido de forma vertiginosa nos últimos tempos. Tal enfermidade, diante de sua complexidade, é capaz de gerar inúmeras complicações, comprometendo o estado nutricional, o que frequentemente culmina em óbito.
Sobre o contexto supracitado, em relação às generalidades, fisiopatologia e tratamento nutricional da cirrose hepática e suas complicações, é correto afirmar que
em caso de esteatorreia pode ser recomendada a substituição de alguns dos triglicerídeos de cadeia média por triglicerídeos de cadeia longa, uma vez que os mesmos não necessitam de sais biliares e da formação de micelas para sua absorção, sendo conduzidos diretamente para o fígado, via artéria porta.
uma hipótese em casos de encefalopatia hepática sugere o uso de suplementos enriquecidos com aminoácidos de cadeia ramificada (como valina, tirosina e metionina) e pobres em aminoácidos aromáticos (como triptofano, fenilalanina e isoleucina), melhorando os sintomas apresentados.
a fisiopatologia da cirrose hepática baseia-se na ativação de células estreladas residentes nos hepatócitos, que na vigência de um insulto no fígado, estimulam a transformação de células de Kupffer em fibroblastos, que produzirão citocinas inflamatórias e fibras colágenas dos tipos V e VI.
na cirrose, os ácidos graxos livres no plasma, o glicerol e os corpos cetônicos se encontram diminuídos durante o jejum; e isto é explicado pela incapacidade do fígado em esterificar lipídios e metabólitos do ácido araquidônico, proveniente das membranas celulares dos hepatócitos lesionados.
em partes, a fisiopatologia relacionada à encefalopatia hepática pode ser dada pela incapacidade do fígado em converter adequadamente a amônia em ureia, pelo ciclo da ureia. Portanto, a amônia se acumula no sangue e é capaz de transpor a barreira hematoencefálica, gerando prejuízos.
Em pacientes com insuficiência hepática crônica, a restrição proteica deve ser cuidadosamente avaliada porque:
Pode acelerar a progressão da fibrose hepática.
É necessária para prevenir encefalopatia hepática, mas pode agravar a desnutrição.
Reduz a necessidade de suplementação de micronutrientes.
Inibe a síntese de ureia, melhorando o equilíbrio nitrogenado.