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Define-se Doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA) como o acúmulo excessivo de gordura nos hepatócitos, a qual se desenvolve na ausência de consumo excessivo de álcool. Possuindo relação íntima com a obesidade. Nesse contexto, a conduta nutricional corrobora com a melhora clínica, quando da utilização de uma dieta:
Energia 25kcal/kg/dia, Carboidrato 45% a 60% do VET, Vitamina E 800UI/Dia.
Energia 35kcal/kg/dia, Carboidrato 30% a 40% do VET, Vitamina E 500UI/Dia.
Energia 20kcal/kg/dia, Carboidrato 40% a 50% do VET, Vitamina E 400UI/Dia.
Energia 40kcal/kg/dia, Carboidrato 55% a 60% do VET, Vitamina E 500UI/Dia.
Energia 40kcal/kg/dia, Carboidrato 45% a 50% do VET, Vitamina E 800UI/Dia.
As Doenças Hepáticas crônicas (DHC) podem cursar com anormalidades metabólicas e nutricionais, as quais repercutem negativamente sobre a morbimortalidade. Quanto às doenças hepáticas crônicas, assinale a opção CORRETA.
Independente da agente etiológico, as DHC podem ser caracterizadas por agressão e necrose celular, resposta imunológica e regeneração nodular que comprometem a estrutura hepática e a capacidade funcional dos hepatócitos.
Pela pequena capacidade funcional e regenerativa do fígado, as manifestações clínicas tendem a surgir tardiamente, quando o parênquima hepático já apresenta lesões graves e muitas vezes irreversíveis.
Aproximadamente 40% dos pacientes com cirrose são sintomáticos, contudo, na presença da doença descompensada, com quadro clinico característico, o prognóstico é de moderado a grave.
A adinamia é um quadro comum nas DHC, neste caso é importante oferecer dieta hipercalórica e hipoproteíca com micronutrientes específicos.
Em casos de homorragia digestiva a dieta por via oral deve ser implementada na consistência pastosa.
A vesícula biliar se situa na superfície inferior do lobo direito do fígado. Sua principal função é concentrar, armazenar e excretar a bile, que é produzida pelo fígado. Quando a passagem da bile ao duodeno é interrompida, pode se desenvolver colecistite. O tratamento consiste na cirurgia de remoção da vesícula e de cálculos, a chamada colecistectomia. Considerando que João realizou a colecistectomia há vinte dias, qual alimento a seguir relacionado ele deverá evitar em sua alimentação até a total adaptação do seu organismo?
Café.
Nozes.
Goiabada.
Pão integral.
Queijo Cottage.
Pacientes com hepatopatias avançadas costumam apresentar quadros de desnutrição. Sobre os fatores que contribuem para o desenvolvimento desse quadro, assinale a alternativa incorreta.
Demora para sentir-se satisfeito durante as refeições.
Má digestão e má absorção.
Dietas restritivas.
Náuseas e vômitos.
Assinale a alternativa correta em relação à terapia nutricional para indivíduos com cirrose hepática, considerando as recomendações da ESPEN (2020).
É recomendado que pacientes com cirrose suplementem rotineiramente 1 g ômega-3/dia.
Considerando o efeito catabólico associado à cirrose, recomenda-se dietas hipercalóricas para todos os indivíduos com cirrose, independente da classificação do estado nutricional pelo IMC.
A ingestão de proteínas não deve ser restringida em indivíduos com cirrose e encefalopatia hepática, pois isso aumentaria o catabolismo proteico.
A dieta via oral de indivíduos com cirrose, que estão desnutridos e com depleção muscular, deve oferecer entre 35 - 45 kcal/kg (peso ideal) / dia e 1,5 - 2 g/kg/dia.
O uso de aminoácidos de cadeia ramificada deve ser desincentivado em pacientes com cirrose, visto o elevado risco de desencadear encefalopatia hepática.
A encefalopatia hepática pode ser precipitada por vários fatores, entre os quais se destacam:
Administração de drogas;
Hemorragias digestivas;
Inflamação e infecções;
Paracenteses sem reposição plasmática;
Todas as alternativas estão corretas.
Na esteatose hepática não alcoólica, a Diretriz Prática de Nutrição Clínica em Doenças Hepáticas (2020), da Sociedade Europeia de Nutrição Clínica e Metabolismo (ESPEN), orienta
a suplementação de vitamina C (80 mg/dia) para adultos não diabéticos com doença histologicamente confirmada, visando a melhora das enzimas hepáticas.
a perda de peso entre 7 e 10% para a realização da cirurgia bariátrica.
a suplementação com ácidos graxos poli-insaturados ômega-3.
o aconselhamento de uma dieta mediterrânea para a melhora da esteatose e da sensibilidade à insulina.
que, para os pacientes que também apresentem obesidade e estejam em terapia nutricional enteral, a meta de ingestão proteica seja de 1,0 a 1,5 g/kg/dia.
Hepatopatias são caracterizadas por agressão e necrose celular, resposta imunológica e regeneração celular que comprometem a estrutura hepática e a funcionalidade dos hepatócitos. A colestase acomete 65% dos pacientes pediátricos com hepatopatia, sendo responsável por várias consequências clínicas, como retenção hepática de substâncias excretadas pela bile, lesão hepática progressiva, má-absorção intestinal de gorduras e vitaminas lipossolúveis, anorexia e esteatorreia. Assinale a alternativa que apresenta as complicações comuns na cirrose hepática.
Hipertensão portal, ascite e encefalopatia hepática
Asma brônquica, ascite e encefalopatia
Hipertensão arterial, hipertensão portal e obesidade
Caquexia, hipertensão arterial e pé diabético
Preencha as lacunas e assinale a alternativa correta.
_______________________ consiste no acúmulo de lipídios nos tecidos hepáticos como consequência de um desequilíbrio entre síntese endógena, oxidação reduzida ou transporte ao fígado e remoção por meio das lipoproteínas de ___________________. Essa condição pode ser evidenciada como um estágio inicial ____________________ da doença hepática causada pelo uso abusivo de álcool, mas, quando este não é o caso, o diagnóstico é doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA).
Esteatose hepática / alta densidade (HDL) / reversível
Fígado gorduroso / baixa densidade (LDL) / irreversível
Esteatose hepática / densidade muito baixa (VLDL) / reversível
Fígado gorduroso / densidade intermediária (LDL) / reversível
Fibrose / alta densidade (VLDL) / reversível
Segundo Rosa (2020), com relação às recomendações de proteÍnas para indivíduos com encefalopatia hepática, é correto afirmar que:
dietas hipoproteicas são benéficas, pois promovem balanço nitrogenado negativo, aumentando a capacidade de destoxificação da amônia pela musculatura esquelética.
indivíduos podem beneficiar-se da substituição de proteínas de origem animal por proteínas vegetais, pois estas são ricas em aminoácidos sulfurados (metionina e cisterna).
a ingestão de leucina pode ser útil, pois age como substrato para a síntese proteica com atuação fundamental no catabolismo do músculo esquelético.
o uso de aminoácidos de cadeira aromática resulta em efeito benéfico para pessoas com doença hepática avançada, promovendo regeneração das células do fígado.
recomenda-se o aumento do consumo de aminoácidos de cadeia ramificada, pois melhoram o estado nutricional geral e aumentam a síntese proteica e a produção de glutamina.
De acordo com Krause (2018), a presença de cálculos de colesterol na vesícula biliar aumenta o risco de obstrução dos ductos biliares, podendo causar
enterite.
esofagite.
gastrite.
hepatite.
pancreatite.
Leia o caso a seguir.
Paciente D.A., de 45 anos, do sexo feminino, com diagnóstico de cirrose hepática, em risco nutricional e ingerindo menos de 50% das suas necessidades. Dado: peso para cálculo – 50 kg.
Pacientes críticos com cirrose apresentam alterações importantes da composição corporal. Tanto a doença hepática influencia alterações nutricionais como o oposto. Segundo a diretriz BRASPEN de terapia nutricional (Campos et al., 2018), qual é a recomendação diária de consumo proteico para essa paciente?
40 a 50 g/dia.
50 a 60 g/dia.
60 a 75 g/dia.
75 a 100 g/dia.
No que diz respeito as recomendações nutricionais na Esteatose hepática, registre V, para verdadeiro, ou F, para falso.
(__)Deve-se evitar alimentos processados contendo xarope de milho rico em frutose.
(__)Deve-se evitar consumo de carne bovina e suína, especialmente carne processada.
(__)Deve-se estimular o consumo de cereais integrais, raízes e tubérculos.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
V, V, V.
F, V, F.
F, F, F.
V, V, F.
A doença hepática gordurosa não alcoólica, sem esteatohepatite, caracteriza-se pelo acúmulo anormal de lipídios nos hepatócitos, repercutindo negativamente na estrutura e função hepáticas. A alteração bioquímica, citada por Cupari et al. (2019), e observada no perfil lipídico é a
diminuição do HDL-colesterol.
diminuição do triglicerídeo.
elevação do colesterol total.
elevação do LDL-colesterol.
elevação do não HDL-colesterol.
Quanto aos aspectos nutricionais relacionados às doenças hepáticas, pancreáticas e renais crônicas, marque a alternativa correta.
Na insuficiência hepática, por ocorrer comprometimento do metabolismo dos nutrientes, principalmente o metabolismo proteico, recomenda-se a restrição na ingestão de proteínas, no sentido de restabelecer o balanço nitrogenado.
Na doença renal crônica, as recomendações mais atuais preconizam uma maior restrição na ingestão de proteínas (0,4 a 0,6 g/kg/dia), dependendo da taxa de filtração glomerular, sendo 60% proveniente de fontes de alto valor biológico.
Na pancreatite crônica ocorre o comprometimento acentuado das funções exócrina e endócrina pancreáticas, ocasionando má digestão e desenvolvimento da tolerância à glicose, podendo resultar em diabetes mellitus.
Os pacientes com pancreatite crônica habitualmente apresentam desnutrição, aumento das necessidades energéticas, perda de massa corporal, déficits da massa muscular e adiposa, depleção de proteína visceral e deficiências vitamínicas.
Nas doenças hepáticas, as lesões de pele, má cicatrização de feridas, dificuldade para regeneração hepática, estado mental alterado e anormalidades na função imune caracteriza deficiência de:
Magnésio
Cobre.
Cálcio
Potássio
Zinco.
Hemorragia perifolicular, em pacientes com doença hepática crônica, pode ser decorrente, segundo Cuppari (2019), da deficiência de
vitamina E.
cobre.
cálcio.
fósforo.
vitamina C.
“Há necessidade de suplementação com vitaminas e minerais em todos os pacientes com doença hepática terminal devido ao estreito papel do fígado no transporte, armazenamento e metabolismo dos nutrientes, além dos efeitos colaterais dos fármacos. As concentrações do mineral ___________ estão baixas na doença hepática relacionada ao alcoolismo, em parte devido à terapia diurética. A suplementação da dieta com este mineral favorece a disponibilidade de glicose, melhora a evolução clínica da cirrose e da encefalopatia hepática e sinais neurológicos de desnutrição. A sua suplementação, bem como a vitamina A, pode favorecer indiretamente o ganho de peso, graças à melhora da sensação gustativa e ao estímulo para alimentação voluntária dos pacientes.” Assinale a alternativa que completa corretamente a afirmativa anterior.
ferro
sódio
zinco
cobre
fósforo
Paciente sexo masculino, 52 anos, lavrador, sabidamente portador de cirrose hepática há 5 anos, 62kg, 1,65m de altura, Prega cutânea Triciptal (PCT) 6,0 mm. Há 15 dias refere que pés e mãos edemaciaram, apresentando ainda ascite, icterícia, acolia fecal e prurido no corpo, com dor no Hipocôndrio Direito (HD), anorexia severa e Encefalopatia Hepática (EH). O paciente em questão é ex etilista (+ 10 anos). Considerando o estudo de caso em questão, analise as afirmativas abaixo e dê valores de Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) No que concerne ao tratamento nutricional de pacientes com EH, indica-se uma dieta com alto teor de aminoácidos de cadeia aromática.
( ) As necessidades proteicas recomendadas para pacientes com doença hepática sem encefalopatia hepática são similares às da população saudável, ou seja, cerca de 0,8 a 1 g/kg de peso atual/dia, pois o paciente está em catabolismo acentuado.
( ) A esteatose hepática não alcóolica não está diretamente relacionada à resistência insulina;
( ) A aferição de peso em pacientes com cirrose é considerada segura, devendo desconsiderar outros parâmetros avaliativos.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo:
V - F - F - F
F - F - F - V
F - F - F - F
V - V - V - V
O fígado é um órgão importantíssimo para nossa sobrevivência e pesa em média 1.500 gramas. Dentre as doenças do fígado, encontramos a esteatose hepática alcóolica e não alcoólica. Sobre as recomendações nutricionais para controle dessas esteatoses, assinale a alternativa incorreta:
Ofertar refeições de baixa a média carga glicêmica.
Diminuir a ingestão de gordura para 10% do Valor Energético Total (VET).
Fracionar a dieta e evitar longos períodos de jejum.
Estimular o consumo de fibras prebióticas como alho e cebola.
Ofertar compostos bioativos presentes no brócolis, cúrcuma e gengibre por exemplo.