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Indivíduos com Doença hepática crônica (DHC), com cirrose, ascite em grande volume e varizes esofagianas, devem seguir alimentação:
hipoproteica, a fim de evitar o aparecimento de encefalopatia hepática.
hipossódica, exceto se houver vômitos ou diarreia em grande volume.
hiperglicídica (>60% da necessidade energética total, principalmente quando a cirrose for decorrente de esteato-hepatite não alcoólica).
hipolipídica (<20% da necessidade energética total, independente da presença de esteatorreia ou colestase).
hipocalórica, devido ao risco de ocasionar a síndrome da realimentação.
Em casos de insuficiência hepática grave, existem fatores que são predisponentes aos déficits de vitaminas e minerais. Em relação a esses fatores, é correto afirmar:
O alcoolismo é fator predisponente à deficiência de vitamina K.
O anabolismo exacerbado é fator predisponente à deficiência de zinco.
A esteatorreia é fator predisponente à deficiência de vitamina B12.
A colestiramina é fator predisponente à deficiência de ferro.
O uso de diuréticos é fator predisponente à deficiência de zinco.
Em relação ao tratamento nutricional da cirrose e suas complicações, assinale a alternativa correta.
Para atingir o balanço nitrogenado positivo (BN+) em cirrose sem encefalopatia, recomenda-se 1,5 a 2,0g de proteína/kg de peso seco/dia.
Os suplementos líquidos orais são contraindicados para pacientes com cirrose em qualquer condição.
Na hiponatremia, deve-se limitar os líquidos a 1,0-1,5L/dia (de acordo com a intensidade do edema e da ascite) e orientar dieta normossódica.
Na hipertensão portal, durante episódios de sangramento agudo é indicada a nutrição enteral.
No cuidado nutricional do paciente com cirrose e suas complicações, é correto afirmar que:
Não existe indicação de nutrição enteral - NE para pacientes com presença de varizes esofágicas mesmo que não haja sangramento ativo, pois até o uso da sonda nasoenteral de fino calibre pode aumentar o risco de sangramento das varizes esofágicas.
Para atingir o balanço de nitrogênio na cirrose sem encefalopatia (cirrose estável), pelo menos 1,7 gramas de proteína/kg de peso seco/dia deve ser fornecido.
Por causa da saciedade precoce que apresentam, os pacientes com ascite devem receber refeições menores e mais frequentes, que são mais bem toleradas do que as tradicionais três refeições, além de melhorar o balanço de nitrogênio e prevenir a hipoglicemia.
A avaliação nutricional subjetiva global (ANSG) mesmo quando utilizada em combinação com parâmetros antropométricos nesses pacientes, não tem demonstrado grau aceitável de segurança e validade.
Complete a Lacuna:
As hepatopatias graves compreendem um grupo de doenças que atingem o ____________ de forma primária ou secundária, com evolução aguda ou crônica, ocasionando alteração estrutural extensa e intensa progressiva e grave deficiência funcional, além de incapacidade para atividades laborativas e risco de vida.
pulmão
coração
fígado
Nenhuma das alternativas.
O cuidado nutricional é imperativo em pacientes com encefalopatia hepática.
Leia as afirmativas e indique se V (verdadeira) ou F (falsa).
( ) | As proteínas vegetais e a caseína podem melhorar o estado mental comparadas com a proteína da carne em pacientes com encefalopatia hepática. |
( ) | O aumento das concentrações séricas dos aminoácidos valina, leucina e isoleucina pode contribuir para o desenvolvimento da encefalopatia hepática. |
( ) | Na terapia clínica nutricional, os probióticos e os simbióticos podem ser utilizados para tratar a encefalopatia hepática. |
A sequência CORRETA é:
V, V, V;
V, F, V;
V, F, F;
F, V, F;
F, F, V.
Entre as doenças infectocontagiosas estão as hepatites virais agudas, que são divididas em fases com sintomas característicos. Diante do exposto, assinale a alternativa correta.
Na primeira fase, os sintomas são mal-estar, fadiga e mialgia.
Na segunda fase, os sintomas característicos são artrite e febre.
Na terceira fase, o sintoma característico é a icterícia.
Na quarta fase, os sintomas são náuseas, vômitos e febre.
Na quinta fase, o sintoma característico é dor epigástrica.
Pacientes com doenças hepáticas e biliares cursam com diversas manifestações laboratoriais. Geralmente, esses pacientes apresentam:
elevação da proteína C-reativa e da velocidade de hemossedimentação, e redução da gama-glutamil-transpeptidase.
redução tanto da bilirrubina direta quanto da proteína C-reativa e da gama-glutamil-transpeptidase.
redução da ureia e creatinina, aumento da albumina plasmática e da alanina-amino-transferase.
elevação da gama-glutamil-transpeptidase, redução da albumina plasmática e aumento da alanina-amino-transferase.
Um paciente adulto internado no HUAP foi diagnosticado com cirrose hepática, porém em condições estáveis, sem encefalopatia. As necessidades nutricionais proteicas recomendadas para esse paciente é de:
1,3 a 1,5 g/Kg/dia.
1,2 a 1,3 g/Kg/dia.
1,0 a 1,2 g/Kg/dia.
0,8 a 1,0g/Kg/dia.
0,7 a 0,8 g/Kg/dia.
Colecistite é a inflamação da vesícula biliar, é usualmente causada por cálculos biliares que estejam obstruído os ductos biliares, levando ao suporte uma afinidade por tecidos:
Tecidos lisos.
Tecidos rígidos
Tecidos adiposos
Tecidos musculares
Tecidos elásticos
A doença de Wilson é caracterizada por excreção biliar de cobre prejudicada e, consequentemente, seu acúmulo. O alimento proteico que deve ser evitado e o nutriente que pode ser suplementado nessa situação clínica, respectivamente, são:
camarão / selênio
carne de vaca / ferro
carne de porco / zinco
carne de frango / cromo
São alterações nutricionais tardias pós-transplante hepático:
Obesidade, diabetes, hiperlipidemia.
Hipertensão, diabetes, desnutrição.
Osteoporose, disfagia, hipertensão.
Disfunção renal, obesidade, hiperlipidemia.
Desnutrição, osteopenia, hipertensão.
Avalie as asserções a seguir:
Pacientes submetidos à colecistectomia devem receber dieta rica em triglicerídeos de cadeia média (TCM) e com baixo teor de triglicerídeos de cadeia longa (TCL), pois a ausência da vesícula impede a secreção dos ácidos biliares que são importantes para emulsificação dos TCL
PORQUE
A secreção biliar é fundamental para emulsificação dos TCL; os TCM não necessitam da ação dos sais biliares.
A respeito dessas assertivas, assinale a alternativa CORRETA.
As duas asserções são proposições verdadeiras, e a segunda é uma justificativa correta da primeira.
As duas asserções são proposições verdadeiras, mas a segunda não é uma justificativa correta da primeira.
Tanto a primeira quanto a segunda asserções são proposições falsas.
A primeira asserção é uma proposição verdadeira, e a segunda é uma proposição falsa.
A primeira asserção é uma proposição falsa, e a segunda é uma proposição verdadeira.
A doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA) é caracterizada pelo acúmulo de gordura no fígado não relacionada ao consumo de álcool. Considerando sua fisiopatologia e terapia nutricional, é INCORRETO afirmar que
o acúmulo excessivo de triglicérides no fígado pode ocorrer em decorrência da resistência à insulina. Assim, uma forma de manejo da doença é melhorar a sensibilidade periférica à insulina.
o aumento na ingestão de gordura monoinsaturada deve ser considerado, por melhorar o perfil lipídico e o controle glicêmico.
a qualidade do lipídeo da dieta não interfere na progressão da doença, uma vez que somente a sua quantidade de gordura poderia influenciar no acúmulo hepático de lipídeos.
o consumo de açúcares simples, especialmente na forma de doces e bebidas açucaradas, deve ser descontinuado, pois em excesso estimula a lipogênese de novo.
O desequilíbrio no metabolismo dos lipídeos que ocorre na cirrose hepática não inclui
cetose.
hiperglicemia.
esteatorreia.
hiperlactacidemia.
dislipidemia.
Leia o relato do caso a seguir.
Paciente A.C.R., de 59 anos, do sexo masculino, deu entrada no PS com quadro de cirrose descompensada por desnutrição, apresentando obstipação intestinal, icterícia e ascite moderada.
Dados: Considere: NRS (2002) = 5 pontos, peso aferido = 66 kg, altura = 1,85 m.
No relato apresentado, qual é a dieta recomendada a esse paciente?
Hipercalórica, totalizando 2310 kcal/dia, hiperproteica com até 90 g de proteína/dia e hipossódica com até 2 g de sal/dia.
Hipercalórica, totalizando 2400 kcal/dia, hiperproteica com até 79,2 g de proteína/dia e hipossódica com até 2 g de sal/dia.
Hipercalórica, totalizando 2310 kcal/dia, hiperproteica com até 79,2 g de proteína/dia e hipossódica com até 5 g de sal/dia.
Hipercalórica, totalizando 2400 kcal/dia, hiperproteica com até 90 g de proteína/dia e hipossódica com até 5 g de sal/dia.
O fígado é um dos órgãos mais importante envolvidos no metabolismo e armazenamento de nutrientes. Dentre as doenças do fígado podemos citar: Hepatite A (HAV), hepatite B (HBV) e a hepatite não-A não-B (Hepatite C, D, E). É correto afirmar que:
A hepatite A é transmitida pela via fecal – oral e não é contraída através da agua para beber
A hepatite B e a hepatite C não podem levar a estados crônicos os portadores da doença
O HBV e HCV são transmitidos através do sangue, do sêmen e da saliva
As hepatites (D, E) e não-A, não-E envolvem condições de transmissão apenas sexual
A hepatite A e hepatite B podem ser transmitida pela agua de esgoto contaminada
Para o paciente cirrótico, que apresenta encefalopatia hepática, é correto afirmar que:
Na conduta dietoterápica, deve-se dar preferência aos aminoácidos de cadeia aromática (valina, leucina e isoleucina), pois eles estão diminuídos.
Na conduta dietoterápica, deve-se dar preferência aos aminoácidos de cadeia aromática (triptofano, fenilalanina e tirosina), pois eles estão diminuídos.
Na conduta dietoterápica, deve-se evitar aos aminoácidos de cadeia ramificada (valina, leucina e isoleucina), pois eles estão aumentados.
Na conduta dietoterápica, deve-se dar preferência aos aminoácidos de cadeia ramificada (valina, leucina e isoleucina), pois eles estão diminuídos.
Na conduta dietoterápica, deve-se não fazer nenhuma restrição protéica muito menos quanto aos tipos de aminoácidos que a compõe.
Sobre a oferta de proteínas na doença hepática, analise as afirmativas abaixo e coloque V nas Verdadeiras e F nas Falsas.
( ) Na doença hepática compensada, a oferta de proteínas deve ser reduzida como profilaxia para encefalopatia hepática.
( ) Em pacientes com indicação cirúrgica para transplante de fígado, recomenda-se administrar 1 a 1,5 g/kg/dia de proteínas.
( ) A proteína animal pode ser substituída por proteína vegetal e pode-se também fazer uso de suplementos de aminoácidos de cadeia ramificada.
Assinale a alternativa que contém a sequência CORRETA.
V-F-F
V-V-F
F-F-F
F-V-V
F-V-F