

Seu próximo nível começa aqui
Com a Assinatura Ilimitada, você tem tudo que precisa para sua aprovação.
Com a Assinatura Ilimitada, você combina prática, teoria e método em uma única assinatura com tudo que você precisa para sua aprovação.
Na avaliação do estado nutricional, os marcadores bioquímicos apresentam características específicas quanto à sua aplicabilidade clínica, sensibilidade e limitações. Os marcadores bioquímicos têm como características:
a creatinina urinária é um marcador de massa muscular. Utilizado na insuficiência renal e na fase aguda pós-traumática, além de ser influenciado por atividade física intensa e ingestão de carnes da dieta.
a proteína plasmática, cuja diminuição da concentração sérica das proteínas de síntese hepática indica diminuição da biossíntese hepática em virtude do limitado suprimento de substrato energético e proteico.
o balanço nitrogenado muito utilizado em pacientes com doenças renais ou que apresentem perdas anormais de nitrogênio decorrentes da presença de diarreia ou fístulas gastrintestinais.
a albumina muito utilizada na prática clínica com vida média longa e com alta sensibilidade às variações do estado nutricional. Proteína de fase aguda negativa na presença de inflamação e infecção.
Um homem de 38 anos realizou avaliação cardiometabólica de rotina, apresentando os seguintes resultados:
• LDL-c: 182 mg/dL
• HDL-c: 61 mg/dL
• Triglicerídeos: 92 mg/dL
• Glicemia de jejum: 89 mg/dL
• IMC: 23 kg/m²
• Circunferência abdominal: adequada
Considerando as diretrizes atuais da Sociedade Brasileira de Cardiologia e evidências contemporâneas sobre risco cardiovascular, assinale a alternativa correta.
O LDL-c elevado perde relevância clínica quando HDL-c e triglicerídeos estão adequados.
A ausência de obesidade exclui risco aterosclerótico relacionado ao LDL-c elevado.
O HDL-c elevado atua como fator protetor capaz de neutralizar o risco associado ao LDL-c aumentado.
O LDL-c elevado constitui fator de risco cardiovascular independente, mesmo na ausência de outras alterações metabólicas importantes.
A circunferência abdominal adequada aponta para ausência de resistência insulínica.
Paciente do sexo feminino, 27 anos, IMC 31 kg/m², refere ganho de peso nos últimos 3 anos, muita fome após o jantar e história familiar de diabetes tipo 2 em parentes de primeiro grau. Ao exame físico, observa-se circunferência da cintura aumentada e áreas hipercrômicas, aveludadas e espessadas em região de nuca e axilas. Os exames laboratoriais mostram glicemia de jejum de 94 mg/dL, hemoglobina glicada de 5,5% e insulina de jejum aumentada, com HOMA-IR elevado. Nesse contexto, a melhor explicação para a presença de acantose nigricans de hiperinsulinemia é:
O excesso crônico de insulina estimula receptores de fator de crescimento semelhantes ao IGF-1 em queratinócitos e fibroblastos, promovendo proliferação epidérmica e espessamento cutâneo nas pregas.
A hiperglicemia leve, mesmo com insulina alta, leva à desidratação da epiderme e consequente escurecimento e rugosidade da pele em áreas de maior atrito.
A resistência à insulina causa redução direta da síntese de melanina, o que provoca acúmulo de queratina nas dobras cutâneas, caracterizando a acantose nigricans.
A hiperinsulinemia reduz a vascularização periférica, causando necrose superficial da pele e depósito de hemossiderina, responsável pela coloração escurecida da acantose.
A insulina elevada aumenta a lipólise dérmica, com acúmulo de ácidos graxos na epiderme, o que gera inflamação e descamação típica da acantose nigricans.
Os principais exames laboratoriais utilizados na avaliação nutricional apresentam características específicas quanto à utilidade clínica e às suas limitações, especialmente quando analisados em diferentes condições clínicas, como:
o nitrogênio urinário total reflete catabolismo total de proteína. Adequado na insuficiência renal apesar de ser influenciado por extravasamento de ferida, perdas celulares ou diarreia.
a albumina sofre uma diminuição aguda dos níveis em estados inflamatórios agudos e geralmente está associada à níveis normas de zinco, ferro e vitamina A.
a transferrina está aumentada na vigência de baixas reservas de ferro o que impede o acúmulo. E está diminuída na doença crônica e na hipoproteinemia.
a proteína ligante de retinol apresenta baixa sensibilidade à resposta ao estresse e às deficiências de vitamina A e de zinco.
Na análise bioquímica nutricional, o biomarcador recomendado para avaliação da resposta inflamatória é
lipoproteínas de muito baixa densidade.
proteína carreadora do retinol.
creatinina urinária.
albumina.
proteína C reativa.
Os indicadores bioquímicos na avaliação nutricional correspondem a exames laboratoriais que permitem identificar deficiências, excessos ou alterações no estado nutricional do indivíduo. Esses parâmetros incluem dosagens sanguíneas de vitaminas, minerais, proteínas e marcadores metabólicos, contribuindo para diagnóstico e monitoramento clínico. Os indicadores bioquímicos fornecem medidas objetivas das alterações do estado nutricional, tendo como vantagens:
I. A confirmação das deficiências nutricionais.
II. A identificação precoce de problemas nutricionais antes que qualquer sinal e/ou sintoma clínico nutricional de deficiência e/ou excesso de nutrientes seja percebido pelo indivíduo ou nutricionista.
III. O monitoramento do indivíduo em tratamento.
É CORRETO o que se afirma
II e III, apenas.
I, II e III.
I e II, apenas.
I e III, apenas.
Na avaliação bioquímica do estado nutricional, a pré-albumina (transtiretina) é preferida em relação à albumina para monitoramento a curto prazo da recuperação nutricional. Assinale a alternativa que apresenta a principal justificativa.
A pré-albumina não é afetada por estados inflamatórios, enquanto a albumina é reduzida nas fases agudas de inflamação.
A pré-albumina é produzida exclusivamente pelo rim, refletindo com precisão a função renal e o estado nutricional simultaneamente.
A pré-albumina tem meia-vida de 2 a 3 dias, tornando-a mais sensível a mudanças rápidas no estado nutricional em comparação à albumina, cuja meia-vida é de 18 a 20 dias.
A albumina é proteína de fase aguda positiva, aumentando nas inflamações e mascarando a desnutrição em pacientes críticos.
A pré-albumina tem referência populacional mais ampla e padronizada, sendo utilizável para todas as faixas etárias sem ajuste.
Algumas proteínas séricas podem ser utilizadas na avaliação do estado nutricional do paciente enfermo e possuem como objetivo identificar os distúrbios nutricionais. Sobre essas proteínas séricas, assinale a alternativa correta.
A albumina é a proteína mais abundante circulante do plasma e dos líquidos extracelulares. Possui meia-vida longa (18 a 20 dias) e funções de ligação. Seus níveis reduzidos no plasma indicam desidratação.
A proteína transportadora de retinol tem a função de transportar a forma alcoólica da vitamina A no plasma. É uma proteína de rápido turnover, com uma vida média curta (de 2 a 3 dias). Seus valores se alteram em função da disponibilidade de tiroxina.
Pode-se afirmar que a transferrina não é um índice apropriado para avaliar o estado proteico quando a anemia por deficiência de ferro e a desnutrição energético-proteica estão presentes de maneira concomitante.
O valor da pré-albumina sérica está aumentado nas doenças hepáticas. Ela é considerada aquela que possui o índice mais sensível às mudanças nutricionais, em comparação às outras proteínas plasmáticas.
A avaliação bioquímica do estado nutricional de um indivíduo pode ser realizada por meio de exames laboratoriais. A concentração de uma substância bioquímica específica é frequentemente utilizada como indicador de deficiências de ferro no organismo. Assinale a alternativa que apresenta essa substância.
Hemoglobina, é uma proteína presente nos glóbulos vermelhos e brancos, sendo responsável pelo transporte de oxigênio no organismo
Transferrina, é a proteína que transforma o ferro não heme em ferro heme no fígado
Ferritina sérica, é uma proteína de armazenamento de ferro no corpo
Bilirrubina, é o produto da degradação da hemoglobina e está envolvida na função hepática
Na prática clínica, diferentes proteínas séricas podem ser utilizadas como marcadores laboratoriais para a avaliação do estado nutricional.
Considerando características fisiológicas e limitações proteínas séricas, assinale a alternativa correta.
A pré-albumina é uma proteína de síntese hepática com meia-vida curta (dois a três dias), sendo sensível para detectar alterações agudas do estado nutricional.
A transferrina é uma proteína de síntese renal com meia-vida longa, utilizada como marcador específico do metabolismo proteico.
A albumina apresenta meia-vida curta (dois dias), sendo o marcador mais sensível para identificar mudanças rápidas no estado nutricional.
A concentração de proteínas séricas é independente de fatores como inflamação, estado de hidratação e função hepática.
A avaliação bioquímica é uma ferramenta essencial na prática nutricional, fornecendo medidas objetivas do estado nutricional de indivíduos. Ela permite detectar deficiências ou excessos de nutrientes antes que surjam sinais clínicos, além de monitorar respostas a intervenções dietéticas e tratamentos. Com base nesse contexto, assinale a alternativa que indica o exame bioquímico utilizado para o monitoramento do controle metabólico de longo prazo em pacientes com diabetes mellitus.
Hemoglobina glicada.
Ácido úrico.
Cálcio sérico.
Ácido fólico sérico.
Albumina sérica.
O uso da albumina sérica na avaliação do estado nutricional baseia-se em sua correlação com alterações na circunferência muscular do braço, além da facilidade de dosagem e do baixo custo do exame.
Cristiano, 35 anos, sedentário e pré-diabético, apresentou albumina sérica de 4 g/dL e foi encaminhado para avaliação no ambulatório de nutrição de uma unidade de saúde.
Com base nesse resultado, o valor da albumina de Cristiano é classificado como:
Depleção severa.
Depleção moderada.
Depleção leve.
Normal.
Alto Risco de depleção.
(PMM/URCA 2025) O Índice de Creatinina-Altura (ICA) é um indicador bioquímico utilizado para avaliar a:
Reserva de proteína visceral (fígado).
Massa muscular esquelética.
Função renal.
Competência imunológica.
Reserva de gordura corporal.
Na avaliação bioquímica do estado nutricional, os indicadores bioquímicos fornecem medidas objetivas das alterações do estado nutricional, tendo como vantagens principais a confirmação das deficiências nutricionais, a identificação precoce de problemas nutricionais antes que qualquer sinal e/ou sintoma clínico nutricional de deficiência e/ou excesso de nutrientes seja percebido pelo indivíduo ou nutricionista, e o monitoramento do indivíduo em tratamento.
Sobre os indicadores proteicos viscerais, marque a alternativa CORRETA:
A albumina é a segunda proteína mais abundante circulante do plasma e dos líquidos extracelulares. Possui meia-vida curta (18 a 20 dias) e funções de ligação e transporte de inúmeras substâncias (cálcio, zinco, magnésio, cobre, ácidos graxos de cadeia longa, esteróides, drogas etc.), além de ser responsável pela manutenção da pressão coloidosmótica do plasma, preservando a distribuição de água nos compartimentos corporais.
A somatomedina C atua como indicador do estado nutricional proteico, especialmente nas crianças, pois é o mediador da ação do hormônio de crescimento. Em crianças gravemente desnutridas, a concentração sérica de IGF-1 se encontra reduzida e, no adulto, está muito bem correlacionada ao balanço nitrogenado.
A transferrina é uma globulina transportadora de ferro que possui meia-vida curta (8 a 10 dias) e tem como função transportar o ferro sérico no plasma. Embora a meia-vida da transferrina seja mais longa que a da albumina, aquela responde de forma rápida nas situações de desnutrição.
A proteína transportadora de retinol tem a função de transportar a forma alcoólica da vitamina A (retinol) no plasma. Possui uma meia-vida longa (21 dias), sendo, portanto, considerada aquela que tem o índice menos sensível às mudanças nutricionais, em comparação com outras proteínas plasmáticas.
A fibronectina tem importância nos mecanismos de defesa imunológicos do organismo. Possui uma vida média de 12 dias. Apresenta níveis reduzidos na desnutrição e durante a administração de dietas de conteúdo calórico muito baixo e/ou carentes de aminoácidos e lipídeos.
Qual é o papel da avaliação bioquímica no acompanhamento de doenças crônicas, considerando que ela deve ser integrada com a avaliação clínica e nutricional para uma gestão mais eficaz do paciente?
Diagnosticar exclusivamente a condição clínica do paciente, sem a necessidade de outros exames complementares ou de acompanhamento contínuo.
Identificar apenas distúrbios renais e hepáticos, desconsiderando outras alterações bioquímicas que possam influenciar no prognóstico das doenças crônicas.
Substituir completamente a análise clínica e a avaliação dietética, fornecendo um diagnóstico isolado sem considerar o contexto alimentar e os sintomas do paciente.
Estabelecer um tratamento nutricional específico com base nos resultados bioquímicos, sem a necessidade de análise dos sinais e sintomas clínicos do paciente.
Monitorar alterações metabólicas, distúrbios hormonais, deficiências vitamínicas e minerais, identificando aspectos cruciais para o manejo das doenças crônicas e ajustando o tratamento nutricional de acordo.
A solicitação de exames laboratoriais pelo nutricionista é extremamente importante para o acompanhamento do paciente, possibilitando monitorar suas evoluções metabólicas. As provas de função hepática são úteis como indicativo da existência e extensão da lesão hepática. Uma das principais enzimas séricas determinadas nas provas bioquímicas de avaliação hepática é a
bilirrubina.
ferritina.
creatinina.
hemoglobina.
Caso clínico para responder às questões de 52 a 56.
Um paciente de 42 anos de idade, morador de uma comunidade de baixa renda, foi diagnosticado com obesidade grau III (IMC 42 kg/m²) e diabetes tipo 2 mal controlada há mais de 10 anos, mesmo com o uso de múltiplos medicamentos orais e insulina. Diante da dificuldade de controlar o peso e a glicemia, ele foi submetido a uma cirurgia metabólica por bypass gástrico. Após o procedimento, que foi realizado ontem, o paciente apresenta preocupações com sua recuperação, com as mudanças dietéticas, com possíveis deficiências nutricionais e com a continuidade do cuidado depois da alta hospitalar.
Quais exames bioquímicos devem ser priorizados no acompanhamento nutricional do paciente após a cirurgia metabólica, considerando os riscos associados ao bypass gástrico?
Glicemia, perfil lipídico e ureia, pois são os principais marcadores de controle glicêmico e renal no pós-operatório.
Enzimas hepáticas e amilase, para avaliar complicações hepáticas e pancreáticas associadas ao procedimento cirúrgico.
Lactato, ácido úrico e insulina basal, para monitorar alterações metabólicas e inflamatórias no pós-operatório.
Hemograma completo, ferritina, vitamina B12, vitamina D e cálcio, para avaliar deficiências nutricionais e alterações ósseas frequentes após o bypass gástrico.
Quanto à avaliação do estado nutricional a partir de aspectos bioquímicos, é correto afirmar que
o volume corpuscular médio (VCM) pode estar diminuído (microcítico) na presença de deficiência de ferro, e aumentado (macrocítico) na presença de deficiência de vitamina B12 ou de folato.
o hematócrito pode estar aumentado em casos de déficits nutricionais, assim como hemorragias e hemólise. Além disso, é muito afetado pelo estado de hidratação, diminuindo em casos de edemas.
na avaliação de potássio sérico, as suas concentrações geralmente mudam com as de cloro. À medida que o sódio aumenta, o cloro diminui e vice-versa. Reflete as funções renal e hepática, assim como da glândula tireoide.
a dosagem de albumina sérica reflete a gravidade da doença e os riscos de mortalidade. Está aumentada em casos de doença hepática ou doença inflamatória aguda, e diminuída na desidratação grave.
a proteína de ligação ao retinol (RBP, do inglês retinol binding protein) tem produção renal e apresenta meia-vida mais longa dentre as proteínas de fase aguda. Geralmente está diminuída na desnutrição relacionada à caquexia do câncer.
São exames bioquímicos que podem ser utilizados na avaliação nutricional para acompanhamento de doenças endócrinas:
I.Glicemia.
II.Insulina.
III.Hemoglobina glicada.
É CORRETO o que se afirma em:
II apenas.
I apenas.
II e III apenas.
III apenas.
I, II e III.
A utilização de exames bioquímicos na avaliação nutricional é fundamental para obter uma análise precisa do estado de saúde e das necessidades nutricionais de um indivíduo. Esses exames fornecem dados objetivos que permitem identificar deficiências específicas, como anemia ferropriva, hipovitaminoses e desequilíbrios eletrolíticos, que podem afetar a saúde e o bem-estar. São exames bioquímicos que, individualmente ou em conjunto, permitem a detecção de anemia ferropriva:
I.Hemograma Completo.
II.Ferritina Sérica.
III.Saturação de Transferrina.
É CORRETO o que se afirma em:
I e III apenas.
I, II e III.
II e III apenas.
I e II apenas.