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A Doença Hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA) é uma doença hepática caracterizada pela infiltração de gordura no fígado, em indivíduos sem histórico de ingestão significativa de bebida alcoólica, está relacionada ao aumento progressivo da obesidade, com evidências no mundo todo, tornando-se atualmente um importante problema de saúde pública. Tratando-se de uma doença hepática, a DHGNA está associada a outros componentes além do citado acima. Dentre as opções a seguir, assinale a alternativa INCORRETA:
Diabetes mellitus tipo 2 (DM2)
Hipertensão Arterial (HA)
Dislipidemia
Resistência insulínica
A Doença Hepática Esteatótica Metabólica (DHEM) é a doença mais comum do fígado, afetando 30% da população mundial. Compreende um espectro de manifestações hepáticas associadas a distúrbios metabólicos e cardiovasculares. A DHEM é reconhecida como a manifestação hepática da síndrome metabólica. Qual das doenças abaixo é fator de risco para o surgimento da DHEM, além de acelerar a progressão da doença?
Diabete Melito tipo 2 (DM2).
Doença renal.
Doença pancreática.
Osteoporose.
Insuficiência da válvula mitral.
Na nutrição clínica, o manejo de pacientes com doenças hepáticas, como a cirrose, requer atenção especial às necessidades de nutrientes e à capacidade limitada do fígado de metabolizá-los. A desnutrição é comum nesses pacientes devido à diminuição da ingestão alimentar e às alterações no metabolismo proteico e energético. Em casos graves de cirrose descompensada, o acúmulo de amônia pode causar encefalopatia hepática. Qual das seguintes estratégias dietéticas é mais adequada para reduzir o risco de encefalopatia hepática nesses pacientes?
Aumento na ingestão de proteínas de origem animal para melhorar o metabolismo.
Restrição severa de carboidratos simples para evitar hiperglicemia.
Restrição moderada de proteínas de origem animal, com suplementação de aminoácidos de cadeia ramificada.
Aumento no consumo de gorduras saturadas para melhorar a absorção de vitaminas lipossolúveis.
Aditivação de sal para melhorar o balanço hídrico.
Um paciente foi internado na clínica médica devido a complicações da insuficiência hepática, diagnosticada há três anos.
Apresentava sinais de encefalopatia hepática leve, consciente, com reflexos de tosse e deglutição intactos/funcionantes e ascite refratária. Com inapetência e baixa aceitação alimentar há uma semana e dificuldade de evacuação (sem evacuar há quatro dias). Por meio da avaliação nutricional foi identificada desnutrição com importante depleção proteica muscular.
Nesse contexto, assinale a opção que indica a conduta dietoterápica.
O paciente deve ser alimentado via sonda nasogástrica, com fórmula enteral com alta densidade calórica, hipoproteica, hipolipídica, hipossódica, com aminoácidos de cadeia ramificada e com fibras, preferencialmente solúveis.
A ingestão de proteínas deve ser restrita para o paciente para reduzir a produção de amônia.
Para este paciente não é recomendado o uso de aminoácidos de cadeia ramificada, apenas o uso de proteínas vegetais se faz suficiente.
O paciente não pode ser alimentado por via oral, mas sim por sonda nasogástrica, com fórmula enteral hidrolisada com alta densidade calórica.
O paciente pode se alimentar por via oral e não deve permanecer períodos prolongados sem comer, devendo realizar seis refeições ao dia, para melhorar o estado nutricional e o nível de proteína corporal total.
O tratamento da doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA) inclui mudanças de estilo de vida e alimentação saudável. O padrão alimentar caracterizado pela oferta de fontes alimentares contendo ácido graxo monoinsaturado (MUFA) está relacionado com a redução de acúmulo de lipídios hepáticos. Para obter esse benefício por meio da alimentação, o paciente com DHGNA deve ser estimulado a consumir:
margarina
oleaginosa
óleo de soja
óleo de coco
A portaria conjunta no 11, de 09 de setembro de 2019, que aprova o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Colangite Biliar Primária, recomenda que os pacientes com colangite biliar primária suspendam o consumo de determinados alimentos e bebidas.
Assim, não é indicado que o paciente com esta condição clínica consuma
mel de abelha.
vinho tinto.
óleo de soja.
carne de porco.
frutos do mar.
Pacientes que sofrem de doenças hepáticas, como cirrose, apresentam alterações significativas no metabolismo dos nutrientes, além de uma capacidade reduzida de síntese de proteínas. O manejo dietético desses pacientes visa minimizar as complicações metabólicas e garantir uma ingestão nutricional adequada. Sabendo que o fígado também desempenha um papel crucial no metabolismo de gorduras e carboidratos, qual das seguintes estratégias dietéticas é a mais recomendada para um paciente com cirrose hepática compensada?
Aumento na ingestão de gorduras saturadas para reduzir a carga glicêmica.
Restrição severa de proteínas para evitar o acúmulo de amônia.
Controle de ingestão de sódio para evitar ascite e moderada ingestão de proteínas de alta qualidade.
Aumento no consumo de carboidratos simples para fornecer energia rápida.
Dieta rica em fibras insolúveis para evitar constipação.
A Doença Hepática Não Alcoólica Gordurosa (DHGNA) acomete o fígado. Essa condição é, cada vez mais, reconhecida como uma das principais causas de doença hepática crônica em todo o mundo. O principal fator dietético associado ao desenvolvimento dessa condição é
o alto consumo de fibras.
a restrição severa de proteínas.
a ingestão elevada de ácidos graxos ômega-3.
o consumo excessivo de gorduras saturadas e carboidratos refinados.
A hepatite A, provocada pelo vírus A (HAV), não tem tratamento específico. A doença pode ocorrer de forma esporádica ou em surtos, muitas vezes passando despercebida devido à falta de sintomas específicos, o que favorece a não identificação da fonte de infecção. Quais são as fontes alimentares mais frequentemente envolvidas em surtos de hepatite A?
Água, moluscos e saladas.
Vinho e vinagre.
Enlatados.
Pães e arroz.
Leite pasteurizado, frango e carne suína.
A Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica (DHGNA) apresenta íntima relação com a obesidade e o paciente pode apresentar diabetes e _________________. Efeitos benéficos tem sido atribuídos à adoção da dieta _________________ para o tratamento da DHGNA cujos efeitos benéficos devem-se principalmente à elevada ingestão de antioxidantes.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
hipertensão – Dietary Approaches to Stop Hypertension (DASH)
pancreatite – low carb
síndrome metabólica – mediterrânea
insuficiência renal – hipoproteica
gota – cetogênica
As doenças hepáticas vêm crescendo de forma vertiginosa no Brasil e no mundo. Quanto à dietoterapia destinada à doença hepática terminal descompensada e suas manifestações clínicas, leia as asserções a seguir:
I. A hipernatremia é gerada pela redução da capacidade de eliminação de água e pela perda de sódio via paracentese. Para tratar tal condição recomenda-se a restrição de sódio para 2 g/dia, além de elevação na ingestão hídrica para 60 ml/kg peso/dia.
II. A encefalopatia hepática, causada pelo aumento de amônia no sangue deve ser tratada com restrição proteica, além de privilegiar o consumo de alimentos ricos em aminoácidos aromáticos e pobres em aminoácidos de cadeia ramificada, amenizando as manifestações clínicas.
III. Visando amenizar as queixas de saciedade precoce, sugere-se que as refeições menores e mais frequentes sejam mais bem toleradas pelo paciente, evitando as chances de hipoglicemia e melhorando o balanço nitrogenado.
Está correto o que se afirma em:
I, apenas.
II, apenas.
III, apenas.
I e II, apenas.
I e III, apenas.
No manejo dietético de pacientes com doenças hepáticas, como a esteatose hepática, qual é a estratégia nutricional mais adequada para reduzir o acúmulo de gordura no fígado?
Dieta rica em carboidratos simples para fornecer energia imediata.
Aumento na ingestão de proteínas de origem animal para melhorar o metabolismo lipídico.
Restrição calórica associada a uma dieta hipolipídica e rica em fibras.
Aumento no consumo de gorduras saturadas para prevenir inflamação hepática.
Ingestão elevada de sódio para promover a diurese e reduzir a retenção de líquidos.
A Doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA) é um problema de saúde pública e uma manifestação da doença metabólica. Sua prevalência eleva-se substancialmente com o aumento do índice e massa corporal (IMC). Acerca desta patologia, assinale a alternativa incorreta:
A DHGNA e o Diabetes Mellitus compartilham vários mecanismos fisiopatológicos, como aumento da resistência à insulina, de citocinas circulantes e do estresse oxidativo.
A deposição excessiva de gordura no fígado pode decorrer do aumento da oferta de ácidos graxos do tecido adiposo, aumento da gordura da dieta, diminuição da β-oxidação mitocondrial, diminuição da exportação de partículas de lipoproteína de muito baixa densidade - VLDL ou destes fatores em combinação.
São recomendáveis 150 minutos semanais de atividade física, composta por exercícios aeróbicos e/ou treinamento resistido para redução da quantidade de gordura no fígado.
A dieta considerada mais efetiva para o tratamento da DHGNA é a normocalórica com restrição severa do teor de carboidratos associada à suplementação de 1000 UI/dia de Vitamina E.
Os pacientes hepatopatas crônicos devem receber atenção especial no que se refere à alimentação. De forma geral, as metas possíveis por meio da Terapia Nutricional (TN) são melhorar a qualidade de vida, recuperar o peso adequado, controlar o catabolismo proteico e propiciar a regeneração hepática, sem aumentar o risco de encefalopatia hepática. Sobre a TN em hepatopatias crônicas, analisar os itens abaixo:
I. Quanto à escolha da via, a primeira opção deverá ser sempre a via oral.
II. A nutrição parenteral é recomendada na cirrose hepática quando o período de jejum for maior do que 72 horas, especialmente em pacientes com desnutrição moderada ou grave que não conseguem ser alimentados por via oral ou enteral.
III. A TN enteral está indicada, sobretudo, em casos de desnutrição importante, quando a via oral não supre mais do que 60% das necessidades energéticas.
Está(ão) CORRETO(S):
Somente o item I.
Somente o item II.
Somente os itens I e III.
Todos os itens.
Sobre a ingestão de aminoácidos e proteínas na terapia nutricional da encefalopatia hepática (EH), analisar os itens abaixo:
I. Os aminoácidos aromáticos, como triptofano, leucina, valina e fenilalanina, são metabolizados unicamente no fígado e, portanto, podem comprometer ainda mais a função hepática nos pacientes com disfunção hepatocelular grave.
II. A restrição de proteína para os pacientes com cirrose e EH não promove melhora no curso da encefalopatia. Além de contribuir para a piora do estado nutricional do paciente, a ingestão proteica provavelmente contribui muito pouco para a precipitação da EH, pois medidas implantadas para suprimir a proteólise muscular foram mais efetivas do que a restrição proteica para reduzir o desequilíbrio de aminoácidos na cirrose descompensada.
III. Recomenda-se como estratégia terapêutica a seleção criteriosa das fontes alimentares de nitrogênio, com inclusão de produtos lácteos e proteína vegetal, como cereais integrais, soja, grão-de-bico e outras leguminosas, para promover maiores benefícios ao paciente hepatopata.
Está(ão) CORRETO(S):
Somente o item I.
Somente o item III.
Somente os itens II e III.
Todos os itens.
A alimentação recomendada para pacientes com cirrose hepática deve ser cuidadosamente planejada para fornecer todos os nutrientes essenciais e evitar deficiências nutricionais. É importante incluir uma ampla variedade de frutas, vegetais, legumes, cereais integrais, peixes e aves com baixo teor de gordura, enquanto se evita o consumo de carne vermelha, alimentos ricos em gorduras saturadas e alimentos processados. Estes últimos são mais difíceis de digerir e podem gerar um excesso de resíduos no organismo, prejudicando assim a sua metabolização no fígado. A cirrose hepática é uma doença em que o:
Fígado funciona com muita dificuldade.
Estômago funciona com muita dificuldade.
Pulmão funciona com muita dificuldade.
Esôfago funciona com muita dificuldade.
Coração funciona com muita dificuldade.
A esteatose hepática não alcoólica (metabólica) está mais associada às condições clínicas abaixo, EXCETO:
resistência à insulina.
obesidade.
diabetes.
gota.
hiperlipidemia.
A doença hepática crônica cursa com sinais clínicos característicos e exige tratamento nutricional específico. Avalie os itens abaixo sobre esse tema:
I. A adinemia é sinônimo para fraqueza, prostração, astenia. Nessa condição, deve ser revista a prescrição dietética, avaliando o custo benefício de uma possível suplementação. II. A encefalopatia hepática é decorrente da elevação da creatinina no sangue e neste caso deve ser instituída dietoterapia especializada com aminoácidos de cadeia ramificada. III. A ascite está diretamente associada aos quadros diarreicos e devem ser incorporados na dieta os triglicerídeos de cadeia média, TCM. IV – O edema é associado à hipoalbuminemia e pode ser feita a suplementação de albumina via oral. |
Assinale a alternativa CORRETA.
Todos são verdadeiros.
Apenas I, II e III são verdadeiros.
Apenas II, III e IV são verdadeiros.
Apenas I e IV são verdadeiros.
Apenas I e II são verdadeiros.
O fígado é um órgão vital;e, a maior glândula do corpo humano. Em um adulto mediano, pesa cerca de 1.500 g. As doenças hepáticas, ou hepatopatias, podem ser agudas ou crônicas e provocadas por agentes químicos, virais, farmacológicos ou outros componentes tóxicos, que alteram a estrutura morfológica e a capacidade funcional dos hepatócitos. Na terapia nutricional para pacientes com doença hepática crônica tem-se o objetivo de promover energia e proteínas suficientes, a fim de controlar o catabolismo muscular e visceral. No caso de paciente que realizou transplante de fígado, nos primeiros dois meses pós-transplante, habitualmente, a recomendação de proteína por dia é:
0,8 a 1,0 g/kg
1,0 a 1,2 g/kg
1,2 a 1,75 g/kg
1,5 a 2,0 g/kg
2,0 a 2,5 g/kg
Referente à Dieta para Hepatopata é INCORRETO afirmar:
Objetivo: melhorar a qualidade de vida dos pacientes hepatopatas por meio da melhora funcional hepática, manter ou recuperar o peso adequado, controlar o catabolismo protéico muscular e visceral, manter o balanço nitrogenado, a síntese de proteínas de fase aguda e a regeneração hepática, sem aumentar o risco de encefalopatia hepática.
Indicação para uso: pacientes com cirrose hepática, encefalopatia hepática, incluindo encefalopatia hepática severa.
Características: dieta hipercalórica e hiperprotéica (1,2 a 1,5g/kg), rica em aminoácidos de cadeia ramificada, restrita em sódio de adição (até 2g/dia), com quantidades reduzidas de gordura saturada e maiores quantidades de gorduras mono e poli-insaturadas e com suplementação de fibras, atingindo cerca de 38g por dia, no intuito de auxiliar o funcionamento intestinal e promover melhora da flora bacteriana.
Alimentos indicados: verduras e legumes, grãos, cereais, oleaginosas, frutas, suco de frutas naturais, carnes, frango, peixes, leite desnatado, queijo magro, soja e seus derivados.
Alimentos a serem evitados: Queijos salgados e gordurosos, leite integral, carnes salgadas, curtidas ou enlatadas como toucinho, presunto, carne seca, linguiça, salsicha, sardinha em lata, bacon, mortadela, dentre outros, carnes e preparações gordurosas em geral. Vegetais enlatados como palmito, azeitonas, picles, suco de frutas engarrafados, preparados como catchup, mostarda, caldo de carne, extrato de tomate, ou qualquer outro que contenha como conservante o benzonato de sódio.