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O fígado desempenha papel central em quase todos os processos metabólicos do organismo. Sobre consequências metabólicas dos nutrientes na insuficiência hepática aguda em Pediatria, é correto afirmar que:
verifica-se hipoglicemia, em virtude da hiperinsulinemia decorrente do menor clearance hepático de insulina e/ou de síntese pancreática.
a persistência de níveis elevados de insulina leva, progressivamente, a diminuição da resistência periférica a insulina.
a redução do Clearance hepático de glucagon e sua maior produção pelo pâncreas resultam em hipoglucagonemia e baixos índices de glucagon/insulina.
os ácidos graxos absorvidos podem sofrer beta-oxidação e não serem convertidos em acetil-CoA para produção de energia.
na insuficiência hepática, geralmente há aumento da síntese protéica e diminuição do catabolismo muscular.
Algumas patologias são totalmente atribuídas ao uso de bebidas alcoólicas. Outras sofrem forte influência dessa substância, como cirrose hepática e pancreatite crônica. São fatores que contribuem para a desnutrição comum em alcoólicos crônicos com doença hepática:
diminuição e/ou substituição do consumo de calorias e nutrientes adequados, em detrimento do consumo de álcool na dieta, principalmente em alcoólicos moderados ou em potencial.
aumento da síntese e liberação de proteínas pelo fígado, devido à ingestão crônica de álcool.
esteatorreia, o que resulta do excesso de ácidos biliares, que é comum na doença hepática alcóolica.
digestão e absorção prejudicadas, que não estão relacionadas à insuficiência pancreática.
digestão e absorção prejudicadas, que não estão relacionadas às alterações morfológicas e funcionais da mucosa intestinal.
O fígado é considerado o órgão central do metabolismo, sendo responsável por mais de 500 reações de síntese e degradação de moléculas. Sobre o metabolismo hepático, assinale a afirmativa CORRETA
A detoxificação da amônia ocorre preferencialmente nos hepatócitos, mas uma pequena parcela de amônia também é metabolizada pelos músculos, cérebro e rins.
Formação da bile, glicogênese, glicogenólise, armazenamento de ferro, vitaminas lipossolúveis e de vitamina B12, ativação da 1,25-di-hidroxivitamina D são exemplos de funções exercidas pelo fígado.
No fígado, a frutose é rapidamente convertida em uridinodifosfoglicose (UDP-glicose), que pode ser incorporada ao glicogênio ou convertida em glicose-1-fosfato.
A insulina favorece a síntese de proteínas e inibe o catabolismo proteico no fígado, ao mesmo tempo que suprime a glicogenólise e a lipogênese e estimula a lipólise.
O colesterol que chega até o fígado é proveniente de uma série de fontes. Entretanto, o colesterol é eliminado pelo fígado somente como um componente das lipoproteínas enviadas aos tecidos periféricos.
O transplante hepático (TxH) é a única opção de tratamento para a doença hepática avançada, melhorando a qualidade de vida e a expectativa de vida do doente. Reconhecendo que o acompanhamento nutricional individualizado é indicado, considerando-se as diferentes etapas da evolução clínica e complicações apresentadas, coloque VERDADEIRO (V) ou FALSO (F) nas afirmativas abaixo.
( )A dieta oral deve ser iniciada em, no mínimo, 24 horas pós-cirurgia, porém com maior aceitação dentro de 2 a 5 dias pós-TxH, quando se observa melhora dos sintomas como náuseas, anorexia, alteração do paladar, diarreia e obstipação.
( )No período pós-TxH deve ser oferecida uma dieta hipercalórica e hiperprotéica para promover adequada cicatrização, minimizar a proteólise e perda de peso. Nesta fase, a oferta calórica deve ser de 1,5 x GER (gasto energético de repouso) para o paciente estável.
( )No pós-transplante tardio, a obesidade é uma alteração nutricional que pode ter como causa a dieta não balanceada e inatividade física, entre outras. Nestes casos recomenda-se oferecer apenas o GER (gasto energético de repouso) e ressalte-se que a prática de atividade física é contraindicada nesta fase.
( )No pós-TxH, o paciente pode evoluir com hipercalemia, cujo manejo envolve controle da ingestão alimentar de potássio e a utilização de técnicas capazes de reduzir o teor desse mineral nos alimentos. A técnica de lixiviação é muito útil nestes casos porque permite reduzir o teor de potássio dos alimentos por meio da sua dissolução em líquidos.
Marque a alternativa que contenha a sequência CORRETA:
V, F, V e F;
F, V, V e F;
V, V, F e V;
V, F, F e V;
F, V, F e V.
O tratamento nutricional da encefalopatia hepática preconiza em determinados graus de comprometimento o maior consumo de alimentos fontes de aminoácidos de cadeia ramificada. Qual dos alimentos abaixo listados é CONTRAINDICADO para uma dieta rica em aminoácidos de cadeia ramificada?
Farinha de trigo integral
Leite e laticínios
Soja
Gema de ovo
Feijão
Mulher de 49 anos encaminhada ao consultório de nutrição devido doença hepática gordurosa não alcoólica. Foi avaliada conforme seu consumo alimentar, no qual referiu: consumo excessivo de carboidratos simples, gorduras saturadas e transaturadas. De acordo com a avaliação antropométrica apresentou obesidade grau I, segundo o índice de massa corpórea; além de aumento da circunferência abdominal. Neste contexto a conduta nutricional necessária para o tratamento da paciente é:
prescrever dieta normocalórica com objetivo de promover manutenção de peso adequado e hiperprotéica com 20% das necessidades totais.
a perda gradativa de até 10% do peso corporal com dieta hipocalórica em torno de 20 a 25cal/kg/dia.
a retirada da proteína de soja, pois diminui a oxidação de gordura no fígado.
prescrever dieta com redução calórica de 1500kcal por dia e dieta hiperprotéica com 20% das necessidade totais.
a indicação da ingestão elevada de frutose em substituição da sacarose.
As doenças hepáticas podem ser agudas ou crônicas, hereditárias ou adquiridas. Sobre isso, relacione as colunas abaixo:
I. Hepatite Viral Aguda
II. Esteatose Hepática
III. Cirrose Biliar Primária
IV. Doença de Wilson
(_) É uma doença colestática crônica causada por destruição progressiva de ductos biliares intra-hepáticos de tamanhos pequenos e intermediários. A árvore biliar extra-hepática e os ductos intra-hepáticos maiores são normais.
(_) É causada pela culminação de alguns distúrbios metabólicos: aumento na mobilização de ácidos graxos do tecido adiposo; aumento na síntese hepática de ácidos graxos; redução na oxidação de ácidos graxos; aumento na produção de triglicerídeos; e aprisionamento de triglicerídeos no fígado.
(_) É um distúrbio autossômico recessivo associado à excreção biliar de cobre prejudicada. O cobre se acumula em vários tecidos, incluindo o fígado, o cérebro, a córnea e os rins.
(_) É uma inflamação disseminada do fígado e é causada pelas hepatites A, B, C, D e E. Os agentes menores como vírus Epstein-Barr, citomegalovírus, herpes simples, febre amarela e rubéola também podem causar esta patologia hepática.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
II – III – I – IV.
III – II – IV – I.
IV – I – III – II.
III – I – IV – II.
Na avaliação nutricional de pacientes cirróticos, deve-se considerar:
bioimpedância elétrica.
parâmetros antropométricos.
teste de função imune.
índice de creatinina-altura.
avaliação global subjetiva.
A Depleção Proteico-Calórica (DPC) é um achado frequente em pacientes hepatopatas crônicos. Dentre as repercussões provocadas pela DPC, em casos de doença hepática crônica, destacam-se a redução dos mecanismos de defesa imunológica, o aumento a incidência de infecções urinárias e pulmonares, e de peritonite espontânea. Na terapia nutricional em pacientes com hepatopatias crônicas, recomenda-se:
utilizar suplementos orais com soluções ricas em aminoácidos de cadeia ramificada ou com leite de soja em pacientes que apresentam encefalopatia crônica ou, nos quais o déficit nutricional a ser corrigido é mais extenso.
restringir a ingestão proteica, com ingestão de, no máximo 0,5 g/kg por dia, mesmo que o paciente não apresente sinais de encefalopatia hepática.
introduzir nutrição parenteral em pacientes com encefalopatia hepática contendo 0,5 a 1,5 g/kg por dia de proteína na forma de aminoácidos de cadeia ramificada, com o objetivo de evitar a translocação bacteriana e a sobrecarga hepática.
introduzir nutrição parenteral exclusiva com solução rica em aminoácidos de cadeia ramificada, na proporção de 2:1, em casos de encefalopatia grau lll ou IV.
A Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica (DHGNA) é um termo genérico, para denominar anormalidades hepáticas relacionadas com a infiltração de lipídios no citoplasma dos hepatócitos de pacientes com consumo inferior a 20 g de etanol por dia. Nesta categoria estão incluídas desde esteatose hepática benigna, até esteatohepatite não alcoólica ou NASH (Nonalcoholic Steatohepatitis) com necrose e regeneração nodular. Se não houver tratamento adequado, commudança no estilo de vida e implementação de alimentação saudável, a NASH pode evoluir para cirrose e insuficiência hepática. Analise:
I. Pacientes com doença hepática crônica geralmente apresentam ingestão dietética inadequada, alterações dos indicadores antropométricos, bioquímicos e clínicos, evidenciando comprometimento nutricional importante. Pacientes com hepatopatia descompensada possuem retenção hídrica, com a presença de ascite e edema periférico, associada à hipoalbuminemia e à desnutrição. A desnutrição está presente em 20% dos pacientes com doença hepática compensada e acima de 80% em pacientes com cirrose descompensada. Os distúrbios nutricionais são mais prevalentes em pacientes hospitalizados por doença hepática de origem alcoólica em relação a não alcoólica. Nos pacientes em lista de transplante hepático, pode-se observar, em 100% dos casos, algum grau de desnutrição.
II. As hepatopatias crônicas podem induzir alterações no metabolismo intermediário dos carboidratos, lipídios, proteínas, vitaminas e minerais, relacionadas ao grau de comprometimento funcional do fígado. Estas alteram o equilíbrio dos processos anabólicos e catabólicos, influenciando negativamente o estado nutricional dos pacientes. O gasto energético de repouso (GER) diminuído, associado à ingestão alimentar insuficiente, pode contribuir para a instalação do balanço energético negativo e desnutrição nos pacientes com doença hepática crônica.
III. Quando houver indicação para restrição hídrica, as fórmulas enterais podem ser liofilizadas, para garantir maior flexibilidade do volume, desde que manipuladas em ambiente adequado. O uso de fórmula com densidade calórica maior que uma caloria por mL não está recomendado, o que contribui para melhor tolerância em pacientes com ascite ou saciedade precoce. Deve-se selecionar fórmulas contendo todos os aminoácidos essenciais, com teor de sódio menor ou igual a 40 mEq/dia.
IV. Recomenda-se o uso de fórmulas poliméricas com proteína intacta, se não houver sinal de máabsorção. As fórmulas especializadas, suplementadas com aminoácidos de cadeia ramificada estão indicadas quando houver intolerância à proteína animal. Dieta com elevada quantidade de proteína vegetal e hidrolisado proteico à base de caseína pode ser tolerada mais facilmente que a proteína animal.
A alternativa correta é:
Todas as alternativas são incorretas.
Todas as alternativas são corretas
Somente I e IV estão incorretas.
Somente II e III estão incorretas.
O dano hepático promove, em geral, grande impacto nutricional, independentemente da etiologia, devido à participação do fígado nos processos digestivos e absortivos, na metabolização e armazenamento dos nutrientes. A Terapia Nutricional no paciente hepatopata tem como um dos objetivos promover substratos energéticos e proteicos suficientes para controlar o catabolismo proteico muscular e visceral. Ao estabelecer a terapia nutricional do paciente com cirrose hepática, o nutricionista deve levar em consideração que
a oferta proteica de 0,8 g/kg de peso atual ou ideal, por dia, mantém o Balanço Nitrogenado positivo, por isso, as fontes de proteína animal são mais indicadas.
a ascite, por ser um compartimento metabolicamente ativo, eleva o Gasto Energético Total, em até 10%, e deve ser considerada na programação das necessidades nutricionais.
a oferta proteica de mais que 1,2 g/kg de peso atual ou ideal pode promover a piora da retenção nitrogenada e causar sobrecarga renal nos pacientes hepatopatas.
a hiperalimentação pode causar elevação dos níveis séricos de aminoácidos de cadeia ramificada e comprometer o estado neurológico do paciente cirrótico.
Sobre as alterações metabólicas nas hepatopatias, assinale “V” quando a afirmativa for correta e “F” quando a afirmativa for falsa:
( ) Deficiências de vitaminas e minerais prevalecem nas disfunções hepáticas, sobretudo quando a etiologia for de origem alcoólica;
( ) Em virtude das alterações no metabolismo energético, pode acontecer aumento da oxidação muscular de aminoácidos cetogênicos para fornecimento de energia;
( ) Com o comprometimento da função hepática, observam-se aumento da metabolização de aminoácidos aromáticos e detoxificação de amônia;
( ) O fígado participa ativamente do metabolismo proteico: promove síntese de hormônios, enzimas e proteínas plasmáticas e estruturais, além de controlar o turnover protéico.
Sendo assim, assinale a alternativa correta:
V, F, F, V;
F, F, V, F;
V, V, F, V;
Todas as afirmativas são verdadeiras.
Não há evidências científicas para a restrição de proteínas em pacientes com encefalopatia hepática de baixo grau, sendo recomendada, em dietas com proteínas mistas, a quantidade de até (g de proteínas/kg de peso corporal):
0,5.
0,8.
1,0.
1,5.
2,0.
A Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica (DHGNA) caracterizase pela esteatose não relacionada ao consumo de álcool. Entre suas causas estão maus hábitos alimentares e estilo de vida sedentário. A respeito da DHGNA, analise as assertivas a seguir:
I. É resultante de alterações patológicas crônicas que envolvem o aumento da síntese hepática, oxidação deficiente e redução da secreção hepática de lipídios.
II. É caracterizada pelo acúmulo excessivo de lipídios no fígado, provocando o desequilíbrio entre a captação hepática dos ácidos graxos e a sua utilização.
III. Os portadores de DHGNA podem ser assintomáticos apresentando aminotransferases elevadas.
IV. A ecografia abdominal, a tomografia computadorizada ou mesmo a ressonância magnética de espectroscopia, podem dar um parecer acerca do grau da esteatose, em contrapartida, dão poucas informações no que diz respeito à atividade necroinflamatória e à fibrose.
V. Recomenda-se que a dieta de pacientes com DHGNA seja restrita em carboidratos e com ausência de frutose.
Estão corretas as afirmativas:
I, II e III apenas.
I, II, III e IV apenas.
II, IV e V apenas.
II, III e V apenas.
I, II, III, IV e V estão corretas.
No paciente com ascite por cirrose hepática a terapêutica clínica instituída deve ser avaliada por meio do monitoramento dos seguintes parâmetros:
concentração urinária de sódio, glicemia de jejum e dobra cutânea tricipital.
massa corporal, circunferência abdominal e albumina sérica.
albumina sérica, concentração urinária de sódio e glicemia de jejum.
dobra cutânea tricipital, massa corporal e circunferência abdominal.
Nos pacientes acometidos por doença hepática gordurosa não alcoólica, para se obter um bom controle metabólico, recomenda-se terapia nutricional através de dieta:
hiperprotéica.
hipocalórica.
hipossódica.
hiperlipídica.
hipercalórica.
Os principais objetivos para a indicação da terapia nutricional em hepatopatias são, exceto:
Favorecer a aceitação da dieta e melhorar o aproveitamento dos nutrientes administrados;
Suprir substratos energéticos suficientes para atender às necessidades orgânicas e favorecer o ganho de peso;
Promover substratos energéticos e protéicos suficientes para aumentar o catabolismo protéico muscular e visceral.
Garantir o aporte de aminoácidos adequados para manter o balanço nitrogenado e a síntese de proteínas de fase aguda.
Em conformidade com KRAUSE e MAHAN, assinalar a alternativa que preenche a lacuna abaixo CORRETAMENTE:
A ___________________________ é um espectro de doença hepática que varia de esteatose para esteatohepatite. Envolve a acumulação de gotículas de gordura nos hepatócitos, e pode levar à fibrose, à cirrose e até mesmo a carcinoma hepatocelular. Suas causas englobam drogas, anomalias congênitas do metabolismo e distúrbios metabólicos adquiridos (diabetes melito tipo 2, bypass ileojejunal, obesidade e má nutrição).
hepatite fulminante
colangite esclerosante
doença hepática alcoólica
doença do fígado gorduroso não alcoólica
No tratamento da Encefalopatia hepática recomenda-se a substituição de aminoácidos aromáticos por aminoácidos de cadeia ramificada. O primeiro grupo de aminoácidos citado anteriormente são representados por:
Valina, metionina e lisina.
Fenilalanina, triptofano e tirosina.
Leucina, isoleucina e lisina.
Valina, isoleucina e leucina.
Fenilalanina, triptofano e treonina.
Com relação aos principais marcadores laboratoriais utilizados na avaliação e no acompanhamento das doenças hepáticas crônicas, coloque V (verdadeiro) ou F (falso) nas afirmativas abaixo, assinalando a seguir a opção que apresenta a sequência correta.
( ) Se a função hepatocelular estiver comprometida devido à perda de integridade dos hepatócitos, a síntese de albumina e de protrombina fica comprometida.
( ) A gamaglutamiltransferase encontra-se com valores reduzidos na colestase intra-hepática, na obstrução biliar extra-hepática e nos processos infiltrativos.
( ) A fosfatase alcalina de origem hepática pode estar moderadamente elevada, em até 2 vezes o valor normal, em algumas lesões hepáticas como hepatite e cirrose.
( ) Na insuficiência hepática e na Doença de Wilson, é comum encontrar valores de ceruloplasmina elevados ao passo que na icterícia obstrutiva, pode-se observar redução dessa proteína.
( ) O primeiro passo ao se avaliar um indivíduo com bilirrubina total elevada é reduzir o fracionamento da bilirrubina e determinar se a hiperbilirrubinemia é predominantemente direta ou indireta.
(F)(V)(V)(V)(F)
(V)(V)(F)(F)(F)
(V)(F)(F)(V)(F)
(V)(F)(V)(F)(V)
(F)(F)(V)(F)(V)