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A Depleção Proteico-Calórica (DPC) é um achado frequente em pacientes hepatopatas crônicos. Dentre as repercussões provocadas pela DPC, em casos de doença hepática crônica, destacam-se a redução dos mecanismos de defesa imunológica, o aumento a incidência de infecções urinárias e pulmonares, e de peritonite espontânea. Na terapia nutricional em pacientes com hepatopatias crônicas, recomenda-se:
utilizar suplementos orais com soluções ricas em aminoácidos de cadeia ramificada ou com leite de soja em pacientes que apresentam encefalopatia crônica ou, nos quais o déficit nutricional a ser corrigido é mais extenso.
restringir a ingestão proteica, com ingestão de, no máximo 0,5 g/kg por dia, mesmo que o paciente não apresente sinais de encefalopatia hepática.
introduzir nutrição parenteral em pacientes com encefalopatia hepática contendo 0,5 a 1,5 g/kg por dia de proteína na forma de aminoácidos de cadeia ramificada, com o objetivo de evitar a translocação bacteriana e a sobrecarga hepática.
introduzir nutrição parenteral exclusiva com solução rica em aminoácidos de cadeia ramificada, na proporção de 2:1, em casos de encefalopatia grau lll ou IV.