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O Transplante Hepático (TH) em indivíduos acometidos por doenças terminais deve ser realizado quando há indicações de prolongar a esperança de vida ou quando há a probabilidade de melhora da qualidade de vida desses indivíduos. A indicação mais comum para TH na doença hepática em fase terminal, em adultos, é a cirrose, porém, em doenças agudas, também há a possibilidade de realização do TH. A desnutrição é comum em candidatos ao TH, e o cuidado nutricional nas fases pré-transplante, pós-transplante imediato e pós-transplante tardio é de suma importância para o sucesso da intervenção. Face ao exposto, é correto afirmar:
Na fase pós-transplante imediato, a dieta deve ser restrita em sódio.
Na fase pós-transplante tardio, as vitaminas e os minerais (inclusive cálcio) devem ser ofertados de acordo com as recomendações nutricionais das Dietary References Intakes.
Na fase pré-transplante, há a necessidade de restrição hídrica, caso o indivíduo apresente hiponatremia.
Na fase pós-transplante tardio, há uma maior necessidade de aporte energético quando comparada às outras fases do TH.
A oferta adequada de proteínas para pacientes com cirrose hepática, sem encefalopatia, é de:
0,8 a 1,0 g.
2,5 a 3,0g.
2,0 a 2,5g.
1,1 a 2,0 g.
A doença hepática aguda pode culminar com
I. desequilíbrio eletrolítico e as concentrações de sódio e cálcio podem aumentar.
II. hipoglicemia.
III. distúrbios acidobásicos.
IV. insuficiência renal devido à exposição dos glomérulos às toxinas.
V. hipoamonemia
Quantos itens são CORRETOS?
Um, apenas.
Dois, apenas.
Três, apenas.
Quatro, apenas.
Todos.
A Síndrome Hepatorrenal (SHR) é uma grave complicação de pacientes com cirrose, insuficiência hepática avançada e hipertensão portal. Na indisponibilidade de um calorímetro, recomenda-se estimar as necessidades energéticas utilizando
25 a 30 kcal/kg de peso corpóreo por dia.
30 a 35 kcal/kg de peso corpóreo por dia.
35 a 40 kcal/kg de peso corpóreo por dia.
40 a 45 kcal/kg de peso corpóreo por dia.
mais que 45 kcal/kg de peso corpóreo por dia.
Paciente sexo masculino, 52 anos, lavrador, sabidamente portador de cirrose hepática há 5 anos, 62kg, 1,65m de altura, PCT 6,0 mm. Há 15 dias refere que pés e mãos edemaciaram, apresentando ainda ascite, icterícia, colúria, acolia fecal e prurido no corpo, com dor no Hipocôndrio Direito (HD) e anorexia severa. O paciente em questão é ex-etilista (+ 10 anos). Analise as proposições a seguir e assinale a opção que melhor fundamenta os cuidados nutricionais adotados.
O aumento da ingestão de carboidratos complexos pode ser benéfico na EH, porque as fibras não absorvíveis diminuem o tempo de trânsito no cólon e reduzem o pH colônico, e como a administração de lactulose tem sido relacionada a esses efeitos, a adoção de uma dieta hiperglicêmica exclui a necessidade de lactulose.
Para se alcançar o equilíbrio positivo de nitrogênio, usa-se aporte aumentado de proteína, com preferência de fontes proteicas mistas para restabelecer perfil aminoacídico
Pacientes intolerantes a proteínas com encefalopatia crônica (EH) podem se beneficiar com misturas administradas por via intravenosa ou oral enriquecidas de AACR (aminoácidos de cadeia ramificada).
A administração de proteínas vegetais mostra-se benéfica no tratamento da EH, devido exclusivamente a sua composição de AACR (aminoácidos de cadeia ramificada), os quais contribuem para eliminação de detritos nitrogenados.
O tratamento com colina pode ser implementado no paciente, pois se revela eficaz para evitar a lesão hepática alcoólica sem provocar hepatotoxidade.
São causas mais frequentes de doença hepática gordurosa não alcoólica, EXCETO
hepatite C.
colelitíase.
hiperlipidemia.
resistência à insulina.
No tratamento nutricional da doença hepática gordurosa não alcoólica, recomenda-se
estimular o consumo de alimentos ricos em zinco e selênio pois são poderosos antioxidantes.
substituir a proteína animal por proteína de soja.
seguir uma dieta hipolipídica, excluindo a ingestão de ovos.
reduzir rapidamente o peso corpóreo.
evitar a ingestão de ácidos graxos ômega 3 pois estimulam a beta oxidação.
Paciente, 60 anos, sexo masculino, apresenta doença crônica e progressiva do fígado, de caráter inflamatório, que se caracteriza pela proliferação de tecido conjuntivo, degeneração e morte de células parenquimatosas. Além disso, foi observada distorção na arquitetura do órgão. De acordo com os achados, qual é a doença que a paciente apresenta?
Esteatose hepática.
Hipertrigliceridemia.
Cirrose.
Hepatotoxicidade.
Hipercolesterolemia.
No suporte nutricional das doenças hepáticas, a suplementação de aminoácidos de cadeia ramificada (AACR) parece estar associada à melhora do balanço nitrogenado, da função hepática e do estado de consciência em pacientes com encefalopatia hepática. São AACR:
Fenilalanina, tirosina e triptofano.
Alanina, glutamina e arginina.
Cisteína, glicina e metionina.
Leucina, isoleucina e valina.
Lisina, prolina e taurina.
Pacientes com doença hepática crônica são beneficiados com o uso de imunomoduladores. Qual deles apresenta resultados mais consistentes na prevenção e no tratamento da encefalopatia hepática?
Probióticos.
Simbióticos.
Prebióticos.
Ômega-3.
A encefalopatia hepática consiste em alterações neuropsíquicas de origem metabólica e potencialmente reversíveis, que traduzem agravamento funcional do fígado. Uma vez instalada a encefalopatia, a dieta deve ser imediatamente modificada no seguinte aspecto:
aumento de carboidrato complexo;
aumento de lipídios mono e poliinsaturados;
modificação com relação à proteína oferecida, com aumento dos aminoácidos de cadeia ramificada;
modificação com relação ao carboidrato, com redução dos carboidratos complexos;
redução do sal de adição.
Na doença hepática as necessidades proteicas são bastante discutidas e sua relação com o desenvolvimento de encefalopatia hepática suscita a composição de aminoácidos da dieta a ser prescrita. Nesses casos, atualmente, fórmulas suplementadas com aminoácidos de cadeia ramificada (AACR) são indicadas como parte do tratamento da encefalopatia grave.
Sobre as razões que justificam esta conduta, assinale a afirmativa correta.
Nos pacientes cirróticos com desnutrição os AACR são fonte de energia e previnem o catabolismo sem sobrecarga hepática.
A oferta excessiva de AACR previne a desnutrição proteica no hepatopata e reduz a lipólise.
A dieta rica em AACR pode ser utilizada com o objetivo de estimular a entrada de aminas no sistema nervoso central.
Os AACR não são desviados da função de síntese proteica e são pouco utilizados para os processos de gliconeogênese.
Os AACR são utilizados na síntese de proteínas de fase aguda.
O fígado desempenha importante papel na síntese e degradação de proteínas. Complicações nutricionais são frequentes quando a função hepática é prejudicada por lesão hepática crônica, dentre as quais cabe destacar inúmeros defeitos no metabolismo proteico. NÃO é uma consequência da lesão hepética crônica no metabolismo proteico:
redução da síntese hepática de proteínas de exportação.
diminuição da síntese de ureia.
redução do metabolismo de aminoácidos aromáticos.
hipoalbuinemia e ascite em pacientes com hipertensão portal.
redução do risco de encefalopatia hepática.
A fim de atingir um balanço nitrogenado positivo, em paciente com hepatite alcoólica, a quantidade de proteínas na dieta por peso corporal/dia:
1,5g/Kg
08 g/Kg
1,0g/Kg
2,0g/Kg
As hepatopatias são doenças importantes, que apresentam manifestações diversas, sendo as hipoglicemias um quadro comum. Isso se deve ao
consumo de álcool, que aumenta a resposta insulinêmica, tendo como efeito a hipoglicemia.
aumento da concentração de glucagon responsável pela glicólise e glicogenólise.
fato de ocorrer a depleção do glicogênio hepático e, simultaneamente, um bloqueio da gliconeogênese em função da desaminação e transaminação de aminoácidos.
fato de proteínas importantes, como a albumina e transferrina, que são sintetizadas no fígado, estarem impossibilitadas de realizar suas funções de transporte.
Pacientes litiásicos com hiperuricosúria, devem evitar alimentos ricos em purinas. São fontes alimentares ricas em purinas:
Sardinha, fígado, rim e língua de boi.
Sardinha, salmão, leite e ovos.
Fígado, rim, leite e carnes.
Sardinha, fígado, rim e leite.
Quantos as necessidades nutricionais após o transplante hepático é incorreto afirmar:
Na presença de ascite grave e edema reduzir o sódio à 2 a 4 g/d.
Na suspeita de rejeição, recomenda-se 1,5 a 2,0g/Kg/dia da proteína.
Na condição de hipernatremia aumentar a ingestão de líquidos.
Lipídios em condição estável, oferecer 25% de calorias não protéicas.
Na presença de hipocalemia deve-se suplementar com potássio.
O Modelo para Determinação de Estágio Terminal das Doenças Hepáticas (MELD, Model for end-stage liver disease) é um valor numérico usado para quantificar a urgência de transplante de fígado em candidatos com idade de 12 ou mais anos. Para cálculo do MELD, são usados os resultados laboratoriais de:
bilirrubina, albumina e creatinina.
bilirrubina, AST e ALT.
AST, ALT e relação normalizada internacional (RNI).
fosfatase alcalina, AST e bilirrubina.
bilirrubina, creatinina e relação normalizada internacional (RNI).
Na programação das necessidades energéticas do paciente hepatopata crônico, é importante considerar que a ascite eleva o gasto energético basal em:
5%
10%
15%
20%
A encefalopatia hepática (EH) pode ser precipitada por alguns eventos clínicos como sangramento digestivo, desequilíbrio hidroeletrolítico, infecção, sepse, constipação, desequilíbrio ácido básico e outros. NÃO é indicado na prescrição dietoterápica:
teor de sódio < 40 mEq/dia;
proteína entre 0,5 a 1,2g/Kg/dia, dependendo do grau da EH;
lipídios 25% do valor energético total;
carboidratos 75% do valor energético total;
40 a 50 Kcal/Kg/dia.