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Em um ambulatório de avaliação pré-operatória, a equipe cirúrgica mantém rotina de jejum “a partir de meia-noite” para todos os pacientes. O Nutricionista propõe alinhar o protocolo institucional às recomendações atuais de recuperação otimizada. De acordo com as diretrizes mais recentes, CORRETAMENTE.
Pacientes sem risco específico devem permanecer em jejum prolongado no pré-operatório, pois isso reduz complicações infecciosas e aspiração.
A abreviação do jejum é recomendada apenas quando houver contraindicação a terapia nutricional, para reduzir a resposta inflamatória.
A abreviação do jejum só deve ser aplicada a cirurgias de pequeno porte; em cirurgias abdominais, o jejum prolongado é mandatário.
Pacientes sem risco específico não necessitam de jejum prolongado; a abreviação do jejum é recomendada, conforme princípios integrados ao protocolo ERAS.
Carlos, 42 anos, encontra-se internado em pós-operatório imediato de cirurgia abdominal, apresentando resposta inflamatória sistêmica e aumento do gasto energético. Durante a avaliação nutricional, o profissional considera as alterações metabólicas próprias do estresse fisiológico, para a definição da conduta dietoterápica. Diante desse contexto, a conduta nutricional adequada deve priorizar a:
redução da ingestão proteica, para evitar sobrecarga renal
oferta energética e proteica compatível com o aumento do catabolismo
exclusão de carboidratos, com o objetivo de promover melhor controle glicêmico durante o estresse fisiológico
manutenção da ingestão habitual, sem realização de ajustes nutricionais frente às alterações metabólicas presentes
No pré-operatório, o jejum prolongado pode ser prejudicial porque:
Aumenta as reservas de glicogênio hepático e muscular.
Melhora a resposta imunológica e cicatrização tecidual.
Reduz o catabolismo proteico e perda de massa magra.
Aumenta o risco de desnutrição e resposta metabólica ao estresse.
Diminui a necessidade de suporte nutricional no pós-operatório.
Analise o caso clínico hipotético:
Após uma colectomia eletiva sem complicações intraoperatórias, um residente solicita manter o paciente “em dieta zero por 48 horas”, aguardando retorno de ruídos hidroaéreos. O Nutricionista é acionado para orientar a conduta de início de alimentação. Considerando as recomendações de nutrição para cirurgia, é CORRETO afirmar que:
A interrupção de oferta oral/enteral após cirurgia é, em princípio, necessária para prevenir íleo, devendo-se aguardar sinais clínicos de peristaltismo.
A dieta oral deve ser sempre mantida líquida restrita até a alta hospitalar, para reduzir risco de náuseas e vômitos.
A alimentação oral ou por sonda deve ser iniciada o mais precocemente possível, e a dieta oral deve ser adaptada às características individuais do paciente e do procedimento.
A diretriz recomenda iniciar nutrição parenteral de rotina no pós-operatório imediato, independentemente da possibilidade de via oral/enteral.
Considerando a terapia nutricional perioperatória, analise as afirmativas:
I – A avaliação do estado nutricional deve integrar o cuidado antes e depois de cirurgias de maior porte.
II – O suporte nutricional entra quando há desnutrição ou quando se antecipa incapacidade de cobrir necessidades por via oral no período perioperatório.
III – Na maioria das cirurgias, a retomada precoce da ingestão oral pode ocorrer conforme tolerância e evolução clínica.
IV – Quando o trato gastrointestinal está apto e não há contraindicação maior, a via enteral mantém preferência sobre a parenteral.
V – A interrupção rotineira e prolongada da ingestão oral após cirurgia perdeu respaldo como prática geral.
Estão corretas as afirmativas.
I, II e III, apenas.
I, II e IV, apenas.
III e V, apenas.
II, III e IV, apenas.
I, II, III, IV e V.


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Situação hipotética: Um paciente em pós-operatório de cirurgia bariátrica do tipo bypass gástrico em Y de Roux é informado que não precisará de acompanhamento nutricional contínuo, pois o procedimento cirúrgico corrige permanentemente o metabolismo, eliminando o risco de futuras deficiências de vitaminas e minerais.
Certo
Errado
Um paciente encontra-se em pós-operatório imediato de cirurgia abdominal, apresentando redução da motilidade gastrointestinal e intolerância à ingestão de sólidos. Nessa situação, a dieta modificada mais indicada inicialmente é a dieta:
pastosa, com alimentos homogeneizados
branda, com alimentos de fácil mastigação
líquida, visando a facilitar digestão e absorção
normal, fracionada em pequenas porções ao longo do dia, respeitando a tolerância gastrointestinal do paciente
No contexto da terapia nutricional aplicada ao paciente cirúrgico, a adequada condução no período pré e pós-operatório é fundamental para reduzir complicações e favorecer a recuperação. Considerando as recomendações atuais baseadas em evidências para manejo nutricional perioperatório, assinale a alternativa correta:
O jejum pré-operatório prolongado (acima de 12 horas) é recomendado para reduzir o risco de broncoaspiração em todos os tipos de cirurgia.
A terapia nutricional enteral no pós-operatório deve ser iniciada apenas após o retorno completo da função intestinal, evidenciado por eliminação de flatos.
A oferta de líquidos claros contendo carboidratos até 2 horas antes da cirurgia eletiva pode contribuir para redução da resistência insulínica pós-operatória.
A nutrição parenteral é sempre a primeira escolha no pós-operatório imediato, independentemente do funcionamento do trato gastrointestinal.
A suspensão da alimentação no pós-operatório deve ocorrer por, no mínimo, 72 horas, para evitar complicações infecciosas.
Em relação a alguns dos aspectos relacionados com a terapia nutricional em cirurgia, pré e pós-operatório, são pertinentes as asserções abaixo. No entanto, uma está INCORRETA, destaque-a:
A terapia nutricional em cirurgia é fator essencial no pré e pós-operatório, pois permite maximizar o tratamento e a recuperação do paciente.
No pré-operatório, o paciente é suscetível a alteração de seu estado nutricional em função de uma série de fatores, como: doença de base, comorbidades e más condições socioeconômicas.
No período pré-operatório, é importante analisar as possíveis alterações metabólicas do jejum e as características da cirurgia a ser realizada, no intuito de coletar informações para a consecução do planejamento nutricional.
A definição da condição nutricional e sua possível gravidade é necessária para a elaboração do planejamento nutricional de um paciente.
A avaliação do estado nutricional é desenvolvida apenas por meio dos seguintes métodos objetivos: composição corpórea, exame bioquímico e medida de consumo alimentar.
Qual é a quantidade mínima diária de proteína requerida no pós-operatório de cirurgia bariátrica, de acordo com DINIZ et al. (2012)?
45 g/dia.
50 g/dia.
55 g/dia.
60 g/dia.


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Segundo Diniz et al. (2012), quais orientações ficam na base da pirâmide alimentar, após a cirurgia bariátrica, visando manutenção do peso?
Evitar o consumo de gorduras trans, alimentos ricos em colesterol, açúcar, bebidas alcoólicas e gaseificadas e tubérculos.
Preferir o consumo de alimentos integrais, carnes magras, leites e derivados desnatados e alimentos com baixo índice glicêmico.
Consumir preferencialmente 3 frutas por dia, carnes magras, cereais, arroz, macarrão em média 90 g por refeição.
Reduzir o consumo de bebidas cafeinadas, ingestão de polivitamínico 1 vez por dia, suplementar com cálcio, ferro e vitamina B 12 e praticar atividade física.
Segundo Piovacari (2021), as cirurgias contribuem para a inflamação devido ao trauma, que gera uma resposta metabólica ao estresse. Alguns dos cuidados perioperatórios abrangem incluir a nutrição no manejo geral do paciente e evitar longos períodos de jejum pré-operatório. Nesse contexto, assinale a afirmativa correta.
A abreviação do jejum pré-operatório não é seguro na população idosa.
Deve ser administrada 200 a 400 mi de solução com 15% de maltodextrina, duas a três horas antes da cirurgia.
Não são candidatos à abreviação de jejum pacientes submetidos à cirurgia de grande porte.
A abreviação do jejum pré-operatório tem como objetivos a redução da resistência insulínica e redução da perda de massa e de força muscular.
Uma refeição leve pode ser ingerida até duas horas antes da cirurgia.
Renato, 64 anos, faz tratamento oncológico e internou na enfermaria de cirurgia do aparelho digestivo para ser submetido à gastrectomia total. A Terapia Nutricional a ser utilizada no pós operatório será:
Terapia nutricional parenteral e oral.
Terapia nutricional oral.
Terapia nutricional enteral.
Terapia nutricional parenteral.
De acordo com a Diretriz ACERTO de intervenções nutricionais no perioperatório em cirurgia geral eletiva, assinale alternativa INCORRETA.
O jejum pré-operatório não deve ser prolongado. Para a maioria dos pacientes candidatos a procedimentos eletivos, recomenda-se jejum de sólidos de 6-8h antes da indução anestésica.
Líquidos contendo carboidratos (maltodextrina) devem ser ingeridos até 2h antes da anestesia, exceto para casos de retardo no esvaziamento esofágico ou gástrico, ou em procedimentos de emergência.
A realimentação oral ou enteral após operação abdominal eletiva deve ser precoce (em até 24h de pós-operatório) desde que o paciente esteja hemodinamicamente estável, exceto em casos de anastomoses digestivas.
Em operações como videocolecistectomia, herniorrafias e cirurgias ano-orificiais, recomenda-se o início imediato de dieta e hidratação oral, sem uso de hidratação por via endovenosa.
Os indivíduos com distúrbios de má absorção de lipídeos, incluindo aqueles que se submeteram a cirurgia bariátrica, estão em maior risco de deficiências de vitaminas lipossolúveis.
Fonte: MAHAN, L. K.; ESCOTT-STUMP, S.; RAYMOND, J. L. Krause: Alimentos, Nutrição e Dietoterapia. 14ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2018.
Dentre as vitaminas lipossolúveis, estão:
I.Vitaminas A.
II.Vitamina C.
III.Vitamina E.
É CORRETO o que se afirma em:
I e III, apenas.
II, apenas.
I, II e III.
I e II, apenas.
II e III, apenas.


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Segundo Diniz et al. (2012), de acordo com a pirâmide alimentar pós-operatório à cirurgia bariátrica, quais frutas com baixo índice glicêmico devem ser oferecidas?
Melão, morango e maçã.
Abacaxi, laranja e pêra.
Uva, abacate e maracujá.
Mamão, abacaxi e melancia.
Pacientes com ressecção extensa do intestino delgado apresentam absorção gravemente comprometida, risco de desidratação, acidose metabólica e deficiência múltipla de micronutrientes. A adaptação intestinal, dependente de GLP-2, ocorre em semanas a meses, mas nem sempre é suficiente para manter autonomia enteral. Diretrizes ESPEN (2016) e ASPEN (2020) indicam que o manejo nutricional deve combinar modulação da dieta, uso criterioso de nutrição parenteral e vigilância de eletrólitos. Considerando a fisiopatologia e as recomendações, qual estratégia nutricional representa a conduta inicial mais consistente em pacientes com <100 cm de íleo funcional restante?
Fornecer apenas suplementação vitamínica oral, confiar em remanescentes jejunais, não utilizar soluções parenterais mesmo diante de desidratação.
Iniciar dieta oral hiperglicídica isolada, evitar nutrição parenteral, confiar na adaptação intestinal espontânea progressiva ao longo do tempo.
Utilizar apenas dieta enteral polimérica, adiar suplementação, evitar eletrólitos adicionais, monitorar apenas perda ponderal gradual persistente.
Suspender dieta oral completamente, ofertar fluidos intravenosos isolados, evitar parenteral, priorizar restrição hídrica para controle da diarreia.
Indicar nutrição parenteral domiciliar programada, ofertar solução iso-osmolar, corrigir magnésio e sódio, iniciar dieta enteral mínima adaptativa.
Assinale a opção que apresenta a progressão da alimentação no pós-operatório da cirurgia bariátrica, segundo Piovacari (2021).
Totalmente líquida, líquida clara, pastosa, branda, regular.
Regular, líquida clara, totalmente líquida, branda, pastosa.
Regular, líquida clara, totalmente líquida, pastosa, branda.
Líquida clara, totalmente líquida, pastosa, branda, regular.
Líquida clara, totalmente líquida, branda, pastosa, regular.
Assinale a alternativa correta que apresenta as etapas progressivas em relação à consistência da alimentação pós cirurgia bariátrica e metabólica:
1ª etapa: dieta geral, 2ª etapa: dieta hipercalórica, 3ª etapa: dieta cetogênica e 4ª etapa: dieta sólida.
1ª etapa: dieta líquida, 2ª etapa: dieta pastosa, 3ª etapa: dieta branda e 4ª etapa: dieta normal.
1ª etapa: dieta hipossódica, 2ª etapa: dieta semilíquida, 3ª etapa: dieta crua e 4ª etapa: dieta com glúten.
1ª etapa: dieta geral, 2ª etapa: dieta líquida com suplementos, 3ª etapa: dieta proteica e 4ª etapa: dieta cozida.
1ª etapa: dieta gordurosa, 2ª etapa: dieta fermentada, 3ª etapa: dieta restrita em sal e 4ª etapa: dieta hipoglicídica.
Com base no documento Estratégias para o cuidado da pessoa com doença crônica: obesidade – Cadernos de Atenção Básica (Ministério da Saúde, 2014), o nutricionista de um hospital ofereceu a um paciente no terceiro dia pós-operatório de cirurgia bariátrica alguns alimentos, entre eles
leite integral e suco de frutas.
mingau e sopa liquidificada.
chá sem açúcar e caldo de vegetais.
iogurte e purê de batata.
ovo cozido e fruta raspada.