

Seu próximo nível começa aqui
Com a Assinatura Ilimitada, você tem tudo que precisa para sua aprovação.
Com a Assinatura Ilimitada, você combina prática, teoria e método em uma única assinatura com tudo que você precisa para sua aprovação.
Em um ambulatório de avaliação pré-operatória, a equipe cirúrgica mantém rotina de jejum “a partir de meia-noite” para todos os pacientes. O Nutricionista propõe alinhar o protocolo institucional às recomendações atuais de recuperação otimizada. De acordo com as diretrizes mais recentes, CORRETAMENTE.
Pacientes sem risco específico devem permanecer em jejum prolongado no pré-operatório, pois isso reduz complicações infecciosas e aspiração.
A abreviação do jejum é recomendada apenas quando houver contraindicação a terapia nutricional, para reduzir a resposta inflamatória.
A abreviação do jejum só deve ser aplicada a cirurgias de pequeno porte; em cirurgias abdominais, o jejum prolongado é mandatário.
Pacientes sem risco específico não necessitam de jejum prolongado; a abreviação do jejum é recomendada, conforme princípios integrados ao protocolo ERAS.
Em indivíduos candidatos à cirurgia bariátrica, recomenda-se rigor na avaliação das carências nutricionais, uma vez que as carências podem se agravar no pós-operatório. Nesse contexto, o Instrutivo de Abordagem individual para o Manejo da Obesidade no SUS (MS e UFMG, 2024) cita que dermatite pelagrosa indica suspeita de deficiência, em especial, de
zinco.
ferro.
cálcio.
niacina.
cobalamina.
Os critérios-padrão para a ressecção endoscópica do câncer gástrico incluem os seguintes, exceto um. Assinale-o.
Adenocarcinoma do tipo intestinal.
Tumor não ulcerado.
Tumores que invadem até a submucosa.
Tumores menores que 2 cm.
Ausência de invasão linfovascular.
Carlos, 42 anos, encontra-se internado em pós-operatório imediato de cirurgia abdominal, apresentando resposta inflamatória sistêmica e aumento do gasto energético. Durante a avaliação nutricional, o profissional considera as alterações metabólicas próprias do estresse fisiológico, para a definição da conduta dietoterápica. Diante desse contexto, a conduta nutricional adequada deve priorizar a:
redução da ingestão proteica, para evitar sobrecarga renal
oferta energética e proteica compatível com o aumento do catabolismo
exclusão de carboidratos, com o objetivo de promover melhor controle glicêmico durante o estresse fisiológico
manutenção da ingestão habitual, sem realização de ajustes nutricionais frente às alterações metabólicas presentes
De acordo com as diretrizes atuais do projeto ACERTO e dos protocolos ERAS (Enhanced Recovery After Surgery), qual é a conduta recomendada para a abreviação do jejum pré-operatório com bebida rica em carboidratos (maltodextrina a 12,5%) em pacientes cirúrgicos eletivos sem alto risco de aspiração ou esvaziamento gástrico retardado?
Administrar 800 mL da solução na noite anterior à cirurgia, mantendo o paciente em jejum total de água a partir das 22h do dia anterior.
Utilizar a sobrecarga de carboidratos exclusivamente em pacientes com diabetes mellitus descompensado para previnir a cetoacidose cirúrgica.
Administrar 400 mL da solução até 2 horas antes da indução anestésica, visando atenuar a resposta catabólica ao trauma, reduzir a resistência insulínica e o desconforto pós-operatório.
Proibir a ingestão de qualquer líquido oral nas 12 horas que precedem o procedimento para evitar o risco absoluto de aspiração pulmonar do conteúdo gástrico.
No pré-operatório, o jejum prolongado pode ser prejudicial porque:
Aumenta as reservas de glicogênio hepático e muscular.
Melhora a resposta imunológica e cicatrização tecidual.
Reduz o catabolismo proteico e perda de massa magra.
Aumenta o risco de desnutrição e resposta metabólica ao estresse.
Diminui a necessidade de suporte nutricional no pós-operatório.
Considerando a terapia nutricional perioperatória, analise as afirmativas:
I – A avaliação do estado nutricional deve integrar o cuidado antes e depois de cirurgias de maior porte.
II – O suporte nutricional entra quando há desnutrição ou quando se antecipa incapacidade de cobrir necessidades por via oral no período perioperatório.
III – Na maioria das cirurgias, a retomada precoce da ingestão oral pode ocorrer conforme tolerância e evolução clínica.
IV – Quando o trato gastrointestinal está apto e não há contraindicação maior, a via enteral mantém preferência sobre a parenteral.
V – A interrupção rotineira e prolongada da ingestão oral após cirurgia perdeu respaldo como prática geral.
Estão corretas as afirmativas.
I, II e III, apenas.
I, II e IV, apenas.
III e V, apenas.
II, III e IV, apenas.
I, II, III, IV e V.
Analise o caso clínico hipotético:
Após uma colectomia eletiva sem complicações intraoperatórias, um residente solicita manter o paciente “em dieta zero por 48 horas”, aguardando retorno de ruídos hidroaéreos. O Nutricionista é acionado para orientar a conduta de início de alimentação. Considerando as recomendações de nutrição para cirurgia, é CORRETO afirmar que:
A interrupção de oferta oral/enteral após cirurgia é, em princípio, necessária para prevenir íleo, devendo-se aguardar sinais clínicos de peristaltismo.
A dieta oral deve ser sempre mantida líquida restrita até a alta hospitalar, para reduzir risco de náuseas e vômitos.
A alimentação oral ou por sonda deve ser iniciada o mais precocemente possível, e a dieta oral deve ser adaptada às características individuais do paciente e do procedimento.
A diretriz recomenda iniciar nutrição parenteral de rotina no pós-operatório imediato, independentemente da possibilidade de via oral/enteral.
A cirurgia bariátrica e metabólica é uma forma de tratamento eficaz para perda de peso sustentada e melhora metabólica, sendo atualmente realizada por técnicas minimamente invasivas. No acompanhamento nutricional de pacientes com obesidade, cabe ao nutricionista compreender os critérios de indicação cirúrgica e participar da avaliação pré e pós-operatória. Nesse contexto, quais critérios devem ser considerados na indicação da cirurgia bariátrica e metabólica?
Pacientes com IMC igual ou acima de 35 kg/m2 (com ou sem doenças) ou maior ou igual a 30 kg/m2 (com comorbidades).
Apenas pacientes com IMC igual ou acima de 50 kg/m2.
Pacientes com IMC igual ou acima de 40 kg/m2 (com ou sem doenças) ou maior ou igual a 35 kg/m2 (com comorbidades).
Pacientes com IMC abaixo de 30 kg/m2.
Pacientes com IMC igual ou acima de 25 kg/m2.
Paciente de 68 anos, obeso, diabético descompensado, é submetido a laparotomia exploradora por peritonite secundária. No 5º dia pós-operatório, apresenta drenagem súbita de líquido serossanguinolento pela incisão, seguida de sensação de "rasgo" durante episódio de tosse vigorosa, com posterior exteriorização de alças intestinais pela ferida operatória.
Considerando a fisiopatologia da deiscência de ferida cirúrgica, assinale a afirmativa correta que mostra o principal determinante da resistência da parede abdominal, durante a primeira semana pós-operatória, período em que a deiscência é mais frequente.
A camada de tecido subcutâneo e gordura, que sustenta a maior parte da tensão da ferida.
A camada muscular, que se regenera completamente nos primeiros 5 dias.
O peritônio parietal, que é a camada de maior resistência tênsil em qualquer fase da cicatrização.
A pele, que oferece a maior resistência mecânica durante a fase inflamatória da cicatrização.
A camada fascial, cuja força nesse período inicial depende principalmente do material de sutura e da capacidade de retenção do nó cirúrgico.
Situação hipotética: Um paciente em pós-operatório de cirurgia bariátrica do tipo bypass gástrico em Y de Roux é informado que não precisará de acompanhamento nutricional contínuo, pois o procedimento cirúrgico corrige permanentemente o metabolismo, eliminando o risco de futuras deficiências de vitaminas e minerais.
Certo
Errado
Um paciente de 35 anos foi submetido à ressecção extensa do íleo distal devido a complicações inflamatórias intestinais. No acompanhamento ambulatorial com o nutricionista, passou a relatar esteatorreia e perda de peso involuntária. Considerando a fisiologia da absorção intestinal e a conduta dietoterápica adequada, assinale a alternativa correta.
A ressecção do íleo distal pode comprometer a absorção de vitamina B12 e sais biliares, sendo indicada dieta com controle de lipídios e possível suplementação de vitamina B12.
A principal consequência da ressecção ileal é a redução da absorção de ferro, sendo indicada dieta hiperproteica com aumento de carnes vermelhas.
A absorção de carboidratos complexos ocorre predominantemente no íleo distal, justificando dieta com restrição de amido.
A esteatorreia ocorre por redução da produção pancreática de lipase, sendo indicada dieta isenta de lactose.
Paciente em pós-operatório de cirurgia abdominal aberta complexa e demorada está internado na UTI. Apresenta, no primeiro dia de pós-operatório, evolução para Síndrome de Compartimento Abdominal.
Nesse caso, as alterações que ocorrem em função dessa evolução são:
aumento da pressão de resistência vascular pulmonar; aumento da pressão intrapleural; aumento da pressão intracraniana; diminuição do débito cardíaco.
aumento da pressão de resistência vascular pulmonar; aumento da pressão intrapleural; aumento da pressão intracraniana; aumento do débito cardíaco.
diminuição da pressão de resistência vascular pulmonar; diminuição da pressão intrapleural; aumento da pressão intracraniana; aumento do débito cardíaco.
diminuição da pressão de resistência vascular pulmonar; diminuição da pressão intrapleural; aumento da pressão intracraniana; diminuição do débito cardíaco.
diminuição da pressão de resistência vascular pulmonar; diminuição da pressão intrapleural; diminuição da pressão intracraniana; aumento do débito cardíaco.
Um paciente encontra-se em pós-operatório imediato de cirurgia abdominal, apresentando redução da motilidade gastrointestinal e intolerância à ingestão de sólidos. Nessa situação, a dieta modificada mais indicada inicialmente é a dieta:
pastosa, com alimentos homogeneizados
branda, com alimentos de fácil mastigação
líquida, visando a facilitar digestão e absorção
normal, fracionada em pequenas porções ao longo do dia, respeitando a tolerância gastrointestinal do paciente
No contexto da terapia nutricional aplicada ao paciente cirúrgico, a adequada condução no período pré e pós-operatório é fundamental para reduzir complicações e favorecer a recuperação. Considerando as recomendações atuais baseadas em evidências para manejo nutricional perioperatório, assinale a alternativa correta:
O jejum pré-operatório prolongado (acima de 12 horas) é recomendado para reduzir o risco de broncoaspiração em todos os tipos de cirurgia.
A terapia nutricional enteral no pós-operatório deve ser iniciada apenas após o retorno completo da função intestinal, evidenciado por eliminação de flatos.
A oferta de líquidos claros contendo carboidratos até 2 horas antes da cirurgia eletiva pode contribuir para redução da resistência insulínica pós-operatória.
A nutrição parenteral é sempre a primeira escolha no pós-operatório imediato, independentemente do funcionamento do trato gastrointestinal.
A suspensão da alimentação no pós-operatório deve ocorrer por, no mínimo, 72 horas, para evitar complicações infecciosas.
Um paciente adulto, hemodinamicamente estável, foi submetido a uma cirurgia abdominal eletiva com anastomose digestiva. Considerando as recomendações para recuperação pós-operatória acelerada, assinale a alternativa correta.
A realimentação oral ou enteral deve ser iniciada precocemente, em até 24 horas do pós-operatório, desde que o paciente esteja hemodinamicamente estável.
O paciente deve permanecer em jejum por no mínimo 48 horas após a cirurgia para reduzir o risco de complicações da anastomose.
A realimentação oral ou enteral deve ser iniciada somente após a eliminação de gases e a primeira evacuação intestinal.
A alimentação precoce é contraindicada após operações abdominais devido ao risco aumentado de deiscência de anastomose.
Em relação a alguns dos aspectos relacionados com a terapia nutricional em cirurgia, pré e pós-operatório, são pertinentes as asserções abaixo. No entanto, uma está INCORRETA, destaque-a:
A terapia nutricional em cirurgia é fator essencial no pré e pós-operatório, pois permite maximizar o tratamento e a recuperação do paciente.
No pré-operatório, o paciente é suscetível a alteração de seu estado nutricional em função de uma série de fatores, como: doença de base, comorbidades e más condições socioeconômicas.
No período pré-operatório, é importante analisar as possíveis alterações metabólicas do jejum e as características da cirurgia a ser realizada, no intuito de coletar informações para a consecução do planejamento nutricional.
A definição da condição nutricional e sua possível gravidade é necessária para a elaboração do planejamento nutricional de um paciente.
A avaliação do estado nutricional é desenvolvida apenas por meio dos seguintes métodos objetivos: composição corpórea, exame bioquímico e medida de consumo alimentar.
Segundo Piovacari (2021), as cirurgias contribuem para a inflamação devido ao trauma, que gera uma resposta metabólica ao estresse. Alguns dos cuidados perioperatórios abrangem incluir a nutrição no manejo geral do paciente e evitar longos períodos de jejum pré-operatório. Nesse contexto, assinale a afirmativa correta.
A abreviação do jejum pré-operatório não é seguro na população idosa.
Deve ser administrada 200 a 400 mi de solução com 15% de maltodextrina, duas a três horas antes da cirurgia.
Não são candidatos à abreviação de jejum pacientes submetidos à cirurgia de grande porte.
A abreviação do jejum pré-operatório tem como objetivos a redução da resistência insulínica e redução da perda de massa e de força muscular.
Uma refeição leve pode ser ingerida até duas horas antes da cirurgia.
Qual é a quantidade mínima diária de proteína requerida no pós-operatório de cirurgia bariátrica, de acordo com DINIZ et al. (2012)?
45 g/dia.
50 g/dia.
55 g/dia.
60 g/dia.
Segundo Diniz et al. (2012), quais orientações ficam na base da pirâmide alimentar, após a cirurgia bariátrica, visando manutenção do peso?
Evitar o consumo de gorduras trans, alimentos ricos em colesterol, açúcar, bebidas alcoólicas e gaseificadas e tubérculos.
Preferir o consumo de alimentos integrais, carnes magras, leites e derivados desnatados e alimentos com baixo índice glicêmico.
Consumir preferencialmente 3 frutas por dia, carnes magras, cereais, arroz, macarrão em média 90 g por refeição.
Reduzir o consumo de bebidas cafeinadas, ingestão de polivitamínico 1 vez por dia, suplementar com cálcio, ferro e vitamina B 12 e praticar atividade física.