Questões de Concurso sobre Doenças Hepáticas e Biliares

 
 
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Hemorragia perifolicular, em pacientes com doença hepática crônica, pode ser decorrente, segundo Cuppari (2019), da deficiência de


A

vitamina E.


B

cobre.


C

cálcio.


D

fósforo.


E

vitamina C.

A encefalopatia hepática é uma complicação frequente em pacientes com cirrose descompensada decorrente do aumento nos níveis plasmáticos de


A

ureia.


B

glutamina.


C

valina.


D

ácido glutâmico.


E

amônia.

A colelitíase é a formação de cálculos biliares dentro da vesícula. Nenhum tratamento dietético específico está disponível para prevenir ou curar essa doença, mas há fatores que, em alguns indivíduos, podem contribuir para a prevenção, tais como a adoção de


A

dieta rica em fibras e baixo teor de gorduras.


B

dieta cetogênica e baixo consumo de vitaminas lipossolúveis.


C

jejum intermitente e alto consumo de alimentos in natura após jejum.


D

dieta denominada low carb e elevado consumo de alimentos ultraprocessados.


E

dieta do tipo Atkins e alto consumo de alimentos fonte de cálcio.

Segundo Cuppari (2019), o indicador proposto para avaliar o estado nutricional dos pacientes com doença hepática crônica, que apresenta alta sensibilidade e especificidade, quando comparado a outros métodos de avaliação nutricional é o


A

índice de conicidade (IC).


B

índice de risco nutricional (IRN).


C

índice de maastricht (IM).


D

índice de massa corpórea (IMC).


E

índice de creatina por altura (ICA).

Em condições de hepatopatias, as funções metabólicas do fígado são prejudicadas em extensão maior ou menor, conforme cada quadro. Avalie as funções listadas a seguir e associe com as consequentes manifestações clínico-laboratoriais na insuficiência hepática.


1. Gliconeogênese

2. Síntese de ureia

3. Síntese proteica

4. Função excretora e fluxo biliar


( ) Encefalopatia hepática

( ) Icterícia

( ) Hipoalbuminemia

( ) Hipoglicemia


Assinale a alternativa que mostra a relação CORRETA, segundo a ordem apresentada.


A

3, 4, 1 e 2


B

2, 1, 3 e 4


C

3, 1, 2 e 4


D

2, 4, 1 e 3


E

2, 4, 3 e 1

A respeito da nutrição clínica nas doenças hepáticas, analise as afirmativas a seguir e identifique as CORRETAS:


I.A vitamina E deve ser prescrita para adultos não diabéticos com Esteatose Hepática Não Alcoólica, histologicamente confirmada com o objetivo de melhorar as enzimas hepáticas e a histologia.

II. Até que mais dados sobre sua eficácia estejam disponíveis, os ácidos graxos ômega-3 não podem ser recomendados para tratar Doença hepática gordurosa não alcoólica e Esteatose Hepática Não Alcoólica.

III. Pacientes cirróticos em condições de gasto energético aumentado (ou seja, complicações agudas, ascite refratária) ou desnutrição devem ingerir uma quantidade aumentada de energia.


É CORRETO o que se afirma em:


A

II, apenas.


B

I, II e III.


C

I e III, apenas.


D

I, apenas.

As provas de triagem para doença hepatobiliar incluem as concentrações séricas:


A

Bilirrubina;


B

Fosfatase alcalina;


C

Aspartoaminotransferase;


D

Alanina aminotransferase;


E

Todas as alternativas estão corretas.

As hepatopatias crônicas ocasionam alterações no metabolismo intermediário dos macronutrientes, afetando o equilíbrio dos processos anabólicos e catabólicos do organismo. A respeito dessas alterações, considere as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).

-

( ) Aumento da lipogênese hepática e diminuição da oxidação hepática de ácidos graxos, sendo a esteatose hepática uma consequência.

( ) Diminuição da gliconeogênese hepática, sendo a hiperlipidemia uma consequência.

( ) Aumento da degradação da insulina e da glicogenólise, favorecendo a hipoglicemia.

-

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.


A

F - V - F


B

F - F - V


C

V - F - V


D

V - V - F

Paciente J.C.M., 59 anos, etilista crônico, admitido por ascite, tremor nas mãos (flapping) e fala arrastada. Foi diagnosticado com cirrose hepática e encefalopatia hepática grau 2. O nutricionista, ao realizar a prescrição nutricional desse paciente, deve adotar:


A

Uma dieta rica em aminoácidos de cadeia aromática e pobre em aminoácidos de cadeia ramificada.


B

Uma dieta hipoproteica, com restrição proteica de 0,6g/kg de peso/dia devido a presença de encefalopatia hepática.


C

A substituição da qualidade da proteína ofertada, substituindo parte da proteína de origem animal pela de origem vegetal.


D

Uma dieta suplementada com cetoácidos, na quantidade de 0,3g/kg de peso/dia, pois eles atuam na barreira hematoencefálica.

Adulto com diagnóstico de doença hepática crônica tem indicação de uso de probiótico para auxílio na condição de


A

ascite.


B

adinamia.


C

perda de peso.


D

encefalopatia hepática.

De acordo com o Projeto Diretrizes, 2011 para a Terapia Nutricional nas Doenças Hepáticas Crônicas e Insuficiência Hepática, qual conduta é preconizada no tratamento?


A

Na presença de ascite ou edema periférico não mensurar a gordura subcutânea por meio das dobras cutâneas (triciptal; biciptal; subescapular) e da massa magra (CB e CMB), devido limitações de aferições.


B

A passagem da sonda enteral é contraindicada em casos de pacientes com varizes esofágicas ativas, apresenta risco devido à maior probabilidade de hemorragia e de difícil controle.


C

Restrição proteica está indicada para evitar ou controlar a encefalopatia hepática exclusivamente nos graus mais inferiores da Escala de Wast-Haven.


D

A suplementação perioperatória com dieta suplementada com aminoácidos de cadeia ramificada não reduz a morbidade associada a complicações pós-operatórias e estadia hospitalar.

Em pacientes com Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica (DHGNA), é comum encontrar um quadro evolutivo que se inicia com esteatose hepática e pode progredir para esteato-hepatite não alcoólica, cirrose e carcinoma hepatocelular. Para esses pacientes, o tratamento nutricional fundamenta-se em


A

contemplar uma dieta normocalórica, hiperproteica, normoglicídica e normolipídica.


B

restringir as recomendações de energia para 20 kcal/kg/dia ou menos.


C

reduzir rapidamente o peso a fim de contribuir para total reversão do quadro histológico.


D

controlar as comorbidades como obesidade, diabetes mellitus tipo 2 e dislipidemia.

Ano: 2021
Prova: PS Concursos - Prefeitura - Nutricionista - 2021

O fígado é o segundo maior órgão do corpo humano depois da pele. Ele exerce mais de 200 funções em nosso organismo, sendo as principais o auxílio na digestão de alimentos, produção de bile (substância que atua na digestão de gorduras), a síntese de colesterol e a metabolização dos elementos nocivos de alguns alimentos, como bebidas alcoólicas, café e gorduras. Sinais e sintomas de doença hepática incluem, EXCETO:


A

Pele e os olhos amarelados (icterícia), dor abdominal e inchaço.


B

Inchaço nas pernas e tornozelos, coceira na pele.


C

Urina clara, Fezes escuras ou esverdeadas


D

Fadiga crônica, náuseas ou vômitos


E

Perda de apetite, machucar-se com facilidade.

A doença hepática gordurosa não alcoólica é uma entidade clínica patológica na qual ocorre excessivo acúmulo de triglicerídeos no fígado. A esteato-hepatite não alcoólica (nonalcoholic steatohepatitis (NASH)) representa a forma inflamatória, que pode levar a fibrose avançada, cirrose e hepatocarcinoma. Nesse quadro, recomenda-se


A

prescrição de 800 UI de vitamina E (alfa-tocoferol) para adultos não diabéticos com intuito de melhorar as enzimas hepáticas.


B

evitar a suplementação de qualquer vitamina lipossolúvel (A, D, E e K), pois todas podem ser armazenadas no fígado e, nesse caso, podem causar hepatotoxicidade.


C

evitar a suplementação de probióticos ou simbióticos.


D

a suplementação de ômega 3 (760 mg DHA e 320 mg EPA), pois é segura e eficaz e deve fazer parte da dietoterapia na NASH.


E

a suplementação de vitamina C, resveratrol e antocianinas, pois é segura e eficaz e deve fazer parte da dietoterapia na NASH.

Para uma paciente portadora de hepatite crônica, em relação ao tratamento dietoterápico, considera-se uma conduta adequada:


A

dar preferência aos Triglicérides de Cadeia Média (TCM), dentre as fontes de gorduras.


B

fornecer maior proporção de Triglicérides de Cadeia Longa (TCL).


C

estabelecer dieta hipolipídica, < 25% do Valor Energético Total (VET).


D

dar preferência às fontes gordurosas como: manteiga, óleo de soja, margarina.


E

utilizar óleo de coco no preparo dos alimentos para o paciente hepatopata, por ele ser um alimento fonte de TCL.

O fígado é um órgão metabolicamente complexo, responsável pela síntese, pela degradação e pelo endereçamento de carboidratos, lipídios e proteínas. Outras funções importantes são o metabolismo de colesterol, a degradação de hormônios, o armazenamento de micronutrientes e o metabolismo de agrotóxicos e de medicamentos. Na avaliação, o nutricionista deve estar atento a sintomas e exames bioquímicos que indiquem alterações hepáticas, pois esses são importantes na escolha da conduta dietoterápica, uma vez que o fígado está envolvido no metabolismo e na síntese de nutrientes. Acerca das alterações hepáticas, assinale a alternativa correta.


A

Altas concentrações de bilirrubina e albumina associadas à anemia indicam hepatomegalia em pacientes alcoólicos.


B

Baixos níveis séricos de fosfatase alcalina indicam redução no metabolismo hepático.


C

Índices aumentados de glutamil transpeptidase indicam doenças hepáticas e ingestão aumentada de álcool.


D

Altos níveis séricos de bilirrubina direta indicam baixa conjugação da bilirrubina.


E

Elevados níveis de ferro circulante são tóxicos e indicam hepatocromatose que pode levar à cirrose.

Marque a alternativa que apresenta o que é recomendado nas doenças hepáticas crônicas (DHC).


A

Na encefalopatia hepática, deve ser usada, preferencialmente, proteína de origem animal.


B

Nos pacientes cirróticos desnutridos, os AACRs (aminoácidos de cadeia ramificada) podem ser utilizados como fonte energética para prevenir o catabolismo endógeno sem sobrecarregar a função hepática.


C

A ingestão de proteína inferior a 70g/dia pode contribuir para o balanço nitrogenado negativo, o que, associado à proteólise muscular, pode piorar a encefalopatia hepática.


D

O estresse oxidativo e a inflamação, presentes nas hepatopatias, podem levar a um acúmulo de zinco no organismo, trazendo inúmeras complicações.


E

Não é indicada a redução de peso no tratamento da doença gordurosa hepática não alcoólica.

De acordo com as diretrizes para a conduta nas hepatopatias, mais precisamente, a esteatose hepática, qual vitamina vem sendo utilizada pelo seu efeito hepatoprotetor?


A

Vitamina B6.


B

Vitamina K.


C

Vitamina B1.


D

Vitamina D.


E

Vitamina E.

A doença hepática gordurosa não alcoólica (nonalcoholic fatty liver disease [NAFLD]) é caracterizada pelo acúmulo intracelular de triglicerídeos em mais de 5% dos hepatócitos, sendo de ocorrência fortemente relacionada a fatores de risco cardiometabólicos. Segundo o Posicionamento sobre o Consumo de Gorduras e Saúde Cardiovascular (2021), considere as seguintes afirmativas:


1. A suplementação de ômega-3 é uma estratégia consolidada no tratamento da NAFLD, pois promove redução da infiltração gordurosa e inflamação nos hepatócitos.

2. O tratamento da NAFLD consiste, principalmente, em perda de peso, o que pode ser alcançado por meio de redução de cerca de 30% da ingestão calórica.

3. A perda de 3% a 5% do peso corporal é capaz de promover redução da esteatose, sendo que a redução de 7% a 10% do peso inicial contribui com melhora dos componentes histopatológicos da esteato-hepatite e fibrose.

4. A quantidade e o tipo de ácido graxo da alimentação influenciam na lipogênese hepática.


Assinale a alternativa correta.


A

Somente a afirmativa 2 é verdadeira.


B

Somente as afirmativas 1 e 3 são verdadeiras.


C

Somente as afirmativas 1 e 4 são verdadeiras.


D

Somente as afirmativas 2, 3 e 4 são verdadeiras.


E

As afirmativas 1, 2, 3 e 4 são verdadeiras.

De acordo com o documento Terapia Nutricional nas Doenças Hepáticas Crônicas e Insuficiência Hepática, 2011, (Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral, Colégio Brasileiro de Cirurgiões e a Associação Brasileira de Nutrologia), é correto afirmar que


A

prebióticos não são indicados para o tratamento da encefalopatia hepática (EH).


B

dieta parenteral suplementada com aminoácidos de cadeia ramificada aumenta o percentual de sobrevida de pacientes com EH aguda.


C

crianças com insuficiência hepática aguda apresentam prejuízo do estado nutricional com a terapia nutricional agressiva.


D

probióticos e simbióticos são indicados no tratamento da EH.


E

em pacientes com doença hepática gordurosa não alcoólica, o uso de ácido graxo ômega-3 não promove benefícios na redução da inflamação e da infiltração gordurosa no fígado.

   
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