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Paciente do sexo masculino, 53 anos, histórico de alcoolismo crônico e cirrose hepática, encaminhado ao setor de clínica médica do hospital com quadro de confusão mental, ataxia e distúrbios oculares, sendo diagnosticado com síndrome de Wernicke. Qual é a principal deficiência de nutriente associada a essa síndrome?
Colabamina.
Riboflabina.
Piridoxina.
Tiamina.
Biotina.
De acordo com o manual de cuidados Intensivos em hepatologia, pacientes com cirrose hepática podem ter desnutrição devido
à hiperglicemia decorrente do aumento da glicogênese.
à oxidação preferencial de proteínas como fonte energética.
ao catabolismo proteico aumentado.
ao gasto energético de repouso reduzido.
A doença hepática gordurosa não alcoólica é considerada uma manifestação comum da síndrome metabólica e ocorre em até 50% dos pacientes com diabetes melito 2. É sabido que até 25% dos pacientes com dislipidemia têm elevação de transaminases. A doença é classificada por:
Presença de gordura no fígado (> 5%), ausência de excesso de consumo de álcool, hepatite crônica ou outras doenças hepáticas e obesidade abdominal.
Presença de gordura no fígado (> 5%), presença de excesso de consumo de álcool, hepatite crônica ou outras doenças hepáticas.
Presença de gordura no fígado (> 5%) e ausência de excesso de consumo de álcool.
Presença de gordura no fígado (> 5%), ausência de excesso de consumo de álcool, hepatite crônica ou outras doenças hepáticas.
Nenhuma das alternativas está correta.
As doenças hepáticas crônicas ocasionam alterações no metabolismo intermediário relacionadas ao grau de comprometimento funcional do fígado, afetando o equilíbrio dos processos anabólicos e catabólicos do organismo. As alterações no metabolismo de macronutrientes encontradas nas doenças hepáticas crônicas são
hiperinsulinemia, aumento da síntese de LDL, aumento do metabolismo dos aminoácidos de cadeia aromática
aumento da glicogenólise, diminuição da lipólise periférica, aumento da síntese de proteínas plasmáticas
resistência à insulina, diminuição da oxidação hepática dos ácidos graxos, diminuição do ciclo da ureia
hiperglucagonemia, aumento da lipogênese hepática, diminuição da proteólise periférica
A terapia nutricional para pacientes com doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA) baseia-se em uma dieta:
hiperglicídica e hipolipídica, com carboidratos complexos e ricos em fibras e restrição de ácidos graxos trans.
hiperglicídica e normolipídica, com carboidratos de alto índice glicêmico, com restrição de ácidos graxos saturados.
normoglicídica e hipolipídica, sem restrição de frutose e com restrição de ácidos graxos mono insaturados.
normoglicídica e normolipídica, com restrição de açúcares simples, ácidos graxos saturados e ácidos graxos trans.
Cirrose é uma doença degenerativa crônica, na qual o tecido hepático torna-se fibrosado e não consegue desempenhar suas funções normais, finalmente acarretando insuficiência hepática. Em relação às medidas gerais da intervenção nutricional, assinale a alternativa correta.
Dieta hipocalórica e hiperglicídica (evita hipoglicemia, mas os CHO devem ser controlados se houver diabetes melito) é recomendada.
Maiores refeições e mais frequentes são recomendadas.
O conteúdo proteico deve ser ofertado entre 0,8 a 1,0 g/kg/dia.
Se houver esteatorreia, pode ser útil usar triglicerídeos de cadeia média (TCM) e ácidos graxos ômega-3.
O consumo do sal deve ser limitado a 1 g/dia se houver edema ou ascite.
A encefalopatia hepática é a principal manifestação clínica da insuficiência hepática aguda ou crônica. Trata-se de uma síndrome neuropsiquiátrica complexa, caracterizada por alterações da função cerebral e pode ser reversível quando tratada adequadamente. Qual a recomendação nutricional de proteína para pacientes com encefalopatia grau 1 ou 2 em g/kg/dia?
0,6 a 0,8
0,8 a 1,0
1,2 a 1,6
2,0 a 2,5
O tratamento para a Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica (DHGNA) consiste no controle de doenças desencadeantes e na interrupção das drogas hepatotóxicas. Quais são as principais doenças desencadeantes da DHGNA?
Resistência à insulina e obesidade central.
Insuficiência renal crônica e anemia.
Obesidade e Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica.
Diabetes tipo I e gastrite.
Enfisema e cirrose.
O organismo necessita de glicose continuamente e, em períodos de jejum, o fígado é responsável por manter a glicemia por meio de glicogenólise e gliconeogênese hepática. No entanto, na insuficiência hepática, ocorrem alterações no metabolismo dos carboidratos. No que diz respeito a esse assunto, assinale a alternativa correta.
Na hepatite crônica, ocorre hipoinsulinemia com consequente hiperglicemia com intolerância à glicose.
Na hepatite aguda, ocorre hipoinsulinemia e hiperglucagonemia.
Na hepatite aguda, ocorre hiperglucagonemia com consequente hipoglicemia.
Na hepatite crônica, ocorre hiperinsulinemia com consequente hipoglicemia com intolerância à glicose.
Na hepatite alcoólica cirrótica, ocorre estimulação da neoglicogênese pelo etanol.
No que se refere a Dietoterapia na esteatose hepática não alcoólica, analise as afirmativas abaixo:
I.A dieta deve ser hipoglicídica (30%-40%VET), com o objetivo de melhorar a resistência insulínica e o perfil lipídico.
II.A dieta deve ser hipolipídica (15-20%VET), com o objetivo de evitar a sobrecarga hepática.
III.A dieta deve ser suplementada com Vitamina E (pacientes não diabéticos), com o objetivo de melhorar o perfil enzimático, bioquímico e histológico da fibrose hepática.
IV.A Ingestão calórica deve ser hipocalórica 22-25Kcal/Kg peso, com o objetivo de promover a adequação do peso (perda de peso 7% a 10% promove melhor prognóstico).
Está (ão) CORRETO (S), apenas:
Apenas as alternativas I, II e IV são verdadeiras.
As alternativas I, II, III e IV são verdadeiras.
Apenas as alternativas I e II são verdadeiras.
Apenas as alternativas I e IV são verdadeiras.
A insuficiência hepática crônica (IHC) é definida como falência global do fígado, relacionada à agressão contínua ao parênquima hepático, ocasionada por vários agentes etiológicos, como uso de etanol, infecção viral, acúmulo de gordura citoplasmática ou doença autoimune. Ocorre quando a redução da capacidade funcional do fígado ultrapassa 80% e, nessa condição de falência hepática, observa-se alta taxa de mortalidade. Hepatopatas têm seu estado nutricional comprometido ao longo da evolução clínica. A desnutrição interfere, negativamente, na evolução clínica do hepatopata e está associada:
à melhora da qualidade de vida, redução da taxa de complicações e mortalidade.
ao aumento da morbidade e da mortalidade, com maior suscetibilidade para complicações infecciosas.
à bioimpedância multicompartimental.
ao equilíbrio dos processos anabólicos e catabólicos.
à retenção hídrica, com a presença de ascite e edema periférico, associada à hipoalbuminemia.
Para o tratamento do paciente descrito, além de medidas comportamentais e controle dos fatores de risco, indica-se a prescrição do uso de antioxidantes, como a vitamina E e a suplementação de ômega 3.
Certo
Errado
O fígado participa da maioria das funções metabólicas do organismo, sendo que os pacientes com hepatopatias podem cursar com alterações no metabolismo intermediário dos macros e micronutrientes, afetando o equilíbrio dos processos anabólicos e catabólicos do organismo. De acordo com a conduta nutricional para hepatopatias, assinale a alternativa correta.
Pesquisas demonstram os efeitos benéficos de soluções enriquecidas com aminoácidos aromáticos sobre a evolução da encefalopatia hepática.
Nos portadores de doenças hepáticas, o Gasto Energético de Repouso (GER) é bastante variável. Nos pacientes cirróticos, a contribuição do tecido adiposo para produção de energia em jejum de curta duração é de 70%. Isso representa aumento de 30% em relação aos indivíduos normais.
A terapia nutricional para pacientes estáveis pode oferecer quantidades similares às sugeridas para a população saudável, ou seja, cerca de 1,8 a 2,0 g/kg de proteína por dia para manter ou promover o balanço nitrogenado positivo.
A suplementação de zinco e vitamina A pode desfavorecer, indiretamente, o ganho de peso, graças à diminuição da sensação gustativa.
A terapia nutricional deve fornecer aminoácidos de cadeia ramificada e suprir substratos energéticos suficientes para atender às necessidades orgânicas e favorecer o ganho de peso.
Em relação ao manejo nutricional na doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA), marque a alternativa INCORRETA.
O consumo de ácido graxo saturado (AGS) não deve exceder 7% do VET.
O azeite de oliva em substituição ao AGS melhora a resistência à insulina, aumenta a liberação de triglicerídeos pelo fígado e diminui o fluxo de AGL a partir de tecido adiposo periférico para o fígado.
A frutose da fruta ou industrializada é o principal fator de risco para a esteatose.
Recomenda-se aumentar a ingestão de gordura monoinsaturada para otimizar o controle glicêmico e o perfil lipídico.
Em pacientes com sobrepeso/obesidade, perda ponderal através de dietas balanceadas e ajustadas às condições clínicas dos pacientes, associada a atividade física regular é recomendada para o controle da DHGNA.
Na insuficiência hepática, observa-se menor metabolização de aminoácidos aromáticos, com consequente elevação da síntese de falsos neurotransmissores e mercaptanas, que precipitam os sintomas neurológicos da encefalopatia hepática. É um exemplo de aminoácido aromático:
glicina.
valina.
histidina.
serina.
triptofano.
A NASH representa um dos estágios da doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA), reconhecida como uma das mais frequentes doenças do fígado da atualidade.
Certo
Errado
A Encefalopatia Hepática (EH) é a principal manifestação clínica da insuficiência hepática aguda ou crônica e é caracterizada pela presença de alterações neuropsiquiátricas. Com relação à oferta de proteínas em pacientes com encefalopatia hepática, recomenda-se:
Dieta hipoproteica nos graus leve e moderado (graus 1 e 2), pobre em aminoácidos de cadeia ramificada.
Dieta hiperproteica, apenas para os pacientes que evoluem para os graus 3 e 4 da EH e de forma transitória.
Dieta hipoproteica, contendo em média 60% de proteínas de origem vegetal, em todos os graus (1, 2, 3 e 4) da EH.
Dieta hiperproteica nos estágios de EH leve e moderado (graus 1 e 2), contendo em média 60% de proteínas de fontes vegetais.
A recomendação para pessoas com encefalopatia hepática crônica em substituir proteínas de origem animal, sobretudo as provenientes das carnes, por proteínas de origem vegetal se fundamenta em:
Maior conteúdo de metionina e de aminoácidos ramificados.
Menor conteúdo de nitrogênio, reduzindo a síntese hepática de ureia.
Menor conteúdo de aminoácidos essenciais e ramificados que podem atravessar a barreira hematoencefálica.
Menor ingestão de proteína para reduzir a formação de amônia.
Maior conteúdo de aminoácidos de cadeia ramificada e de fibras solúveis fermentáveis.
Para um paciente portador de doença hepática apresentando encefalopatia e aguardando na fila para transplante de fígado deve-se suplementar a dieta com:
Aminoácidos aromáticos e metionina; restringir aminoácidos de cadeia ramificada.
Aminoácidos de cadeia ramificada e aromáticos; restringir glutamina.
Aminoácidos de cadeia ramificada; restringir aminoácidos aromáticos, metionina e triptofano.
Aminoácidos de cadeia ramificada; restringir metionina, asparagina e histidina.
Aminoácidos aromáticos e de cadeia ramificada; restringir metionina e aumentar glutamina.
A etiologia primária da desnutrição na doença hepática é a baixa ingestão oral ocasionada por múltiplos fatores. Assinale a alternativa que NÃO corresponde aos fatores relacionados a esse contexto.
Alterações no paladar.
Saciedade precoce
Disfunção autonômica com resultante gastroparesia.
Motilidade aumentada do intestino delgado.
Trânsito orocecal lento.