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A literatura de bioenergética aplicada ao esporte (Hawley & Burke, 2021; Jeukendrup, 2017) evidencia que a manipulação nutricional interage com vias metabólicas, sinalização celular e performance atlética. À luz desses referenciais, qual proposição apresenta a análise mais consistente?
A adaptação à dieta cetogênica em atletas pode aumentar a capacidade de oxidação lipídica em esforços submáximos, mas tende a comprometer a eficiência glicolítica e a disponibilidade de piruvato em exercícios de alta intensidade.
A suplementação de creatina monoidratada favorece a ressíntese de fosfocreatina e a manutenção de pH intramuscular, mas seu impacto em desempenho intermitente é inconsistente quando não associada a estratégias de periodização energética.
A ingestão estratégica de carboidratos durante exercícios prolongados, em especial na forma de múltiplos transportadores (glicose + frutose), otimiza a taxa de oxidação exógena e atrasa a fadiga central por mecanismos independentes da glicemia.
A modulação proteica na dieta esportiva transcende o reparo muscular, participando da sinalização anabólica via mTORC1 e da regulação de síntese mitocondrial, especialmente em contextos de treinamento concorrente.
A cafeína atua sobre receptores de adenosina e mobilização de cálcio, modulando percepção de esforço e contratilidade, mas seus efeitos ergogênicos variam conforme genótipo (CYP1A2, ADORA2A) e estado nutricional de base.