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A caquexia tumoral é caracterizada por resposta...

A caquexia tumoral é caracterizada por resposta inflamatória sistêmica persistente, resistência anabólica e alterações metabólicas complexas, incluindo ativação da via IDO (indoleamina-2,3- dioxigenase) com catabolismo aumentado de triptofano e disfunção imunológica. Diretrizes internacionais (ESPEN, 2021; Fearon et al., 2017; Prado et al., 2020) reforçam que a intervenção nutricional deve ser precoce, multimodal e associada à terapêutica oncológica e exercício físico. Ainda assim, práticas divergentes persistem na clínica. Considerando esse cenário, qual estratégia nutricional reflete de modo mais fidedigno as recomendações atuais?


A

Iniciar precocemente suporte, ofertar ≥1,5 g/kg/dia proteína, suplementar ômega-3 em dose clínica, associar BCAA e exercício resistido supervisionado.


B

Aumentar apenas aporte proteico para ≥2,5 g/kg/dia, sem suplementação específica, confiar que hiperalimentação isolada previne perda de massa magra.


C

Prescrever suplementação isolada de antioxidantes naturais, manter dieta normoproteica, adiar suporte energético até estabilização da resposta inflamatória tumoral.


D

Implementar dieta cetogênica hipoglicídica restrita, com suplementação proteica mínima, priorizando cetose metabólica em detrimento de estratégias multimodais precoces.


E

Indicar suporte nutricional apenas após início da quimioterapia, ofertando dieta normocalórica, sem suplementação de lipídios ou aminoácidos específicos.