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A saúde da população LGBTQIAPN+ deve ser assegurada com acesso a saúde integral, universal e com equidade. Considerando os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), o Conselho Regional de Nutricionistas da 1ª Região (CRN-1) elaborou um material que visa a orientar nutricionistas a respeito das melhores práticas de assistência nutricional para essa população, o “Guia de cuidado e atenção nutricional à população LGBTQIA+”. A avaliação nutricional leva em consideração características corporais, como as anatômicas e as bioquímicas, além das condições sociocomportamentais ligadas direta e indiretamente à alimentação e à nutrição. Considerando a avaliação antropométrica da população LGBTQIAPN+, assinale a alternativa correta.
O índice de massa corporal (IMC) não deve ser usado para avaliar pessoas trans, mesmo quando não realizam terapia hormonal.
A população LGBTQIAPN+ geralmente apresenta alto grau de satisfação corporal, e por isso, valorizam a utilização de dobras cutâneas para estimativa do percentual de gordura e massa muscular, bem como avaliação de peso corporal durante as consultas.
O IMC pode ser utilizado de forma cautelosa para avaliar pessoas trans e travestis em terapia hormonal há mais de um ano ou que realizaram procedimentos cirúrgicos com impacto na anatomia, associado à circunferência de pescoço e cintura, que podem indicar riscos cardiometabólicos, quando ultrapassam os dois pontos de corte cisnormativo, masculino e feminino.
Existem parâmetros adequados, estruturados dentro da lógica LGBTQIAPN+, para avaliação nutricional, especialmente na avaliação antropométrica e bioquímica, considerando a massa corporal e níveis hormonais específicos para cada seguimento dessa população, minimizando erros durante a avaliação e prescrição nutricional.