Imagem de fundo

Considerando o caso apresentado, e diante da necessidade de...

Caso clínico para responder às questões de 56 a 61.


Um paciente de 82 anos de idade, deu entrada na UTI com infarto agudo do miocárdio (IAM), inconsciente, hipertenso, e com batimentos cardíacos controlados por noradrenalina. Tem histórico de HAS estágio 3, e está em uso de atenolol, captopril e amlodipina. Também usa metformina ao almoço e ao jantar. Familiar em entrevista referiu que, na ocasião, o paciente apresenta disfagia nível 5, com redução de ingestão alimentar e perda de peso importante (mais de 10%) nos últimos 30 dias, além de uso exclusivo de consistência líquida. Seus exames laboratoriais apresentaram os seguintes resultados:


Imagem associada para resolução da questão


Ao exame físico, apresentou FC = 85 bpm, FR = 18 rpm, SatO2 = 94% a 95%, PA = 200 mmHg x 150 mmHg, olhos e conjuntivas hipocoradas 3+/4+, musculatura de deltoide e quadríceps diminuídas, gordura de Bichat depletada 4+/4+, edema de tornozelo 1+/4+ e ascite leve.


Observação:

Graduação: 1+/4+ - leve

2+/4+ - moderado

3+ ou 4+/4+ - grave


Com o aumento da expectativa de vida e, consequentemente, com o aumento do número de adultos na faixa etária acima dos 65 anos de idade, chamados idosos, o risco de doenças cardiovasculares se eleva, uma vez que os fatores biológicos relacionados à idade irão contribuir.

Considerando o caso apresentado, e diante da necessidade de saber se o paciente precisa da intervenção da equipe de nutrição de forma precoce, assinale a alternativa correta para essa avaliação.


A

Com os dados trazidos pela família (dificuldade de deglutição grave, redução do peso e do aporte calórico), os dados coletados no exame físico (depleção de massa magra e de reservas energéticas), mais o diagnóstico/prognóstico e capacidade funcional alterada, usando instrumentos de triagem, é possível afirmar que esse indivíduo se encontra em risco nutricional. Portanto, a intervenção precoce é protocolar, e como o paciente está acamado e inconsciente, será necessário procurar a informação a respeito do peso e fazer o IMC visual.


B

Com os dados trazidos pela família (dificuldade de deglutição discreta, redução do peso e do aporte calórico), os dados coletados no exame físico (depleção de massa magra e de reservas energéticas), mais o diagnóstico/prognóstico e capacidade funcional alterada, usando instrumentos de triagem, é possível afirmar que esse indivíduo se encontra em risco nutricional. Portanto, a intervenção precoce é protocolar, e como o paciente está acamado e inconsciente, fazer o peso estimado com fórmulas protocolares é uma alternativa validada.


C

Com os dados trazidos pela família (dificuldade de deglutição grave, aporte calórico dentro da normalidade), os dados coletados no exame físico (depleção de massa magra e reservas energéticas preservadas), mais o diagnóstico/prognóstico e capacidade funcional alterada, usando instrumentos de triagem, é possível afirmar que esse indivíduo se encontra em risco nutricional. Portanto, a intervenção precoce é protocolar, e como o paciente está acamado e inconsciente, fazer o peso estimado com fórmulas protocolares é uma alternativa validada.


D

Com os dados trazidos pela família (dificuldade de deglutição discreta, redução do aporte calórico), os dados coletados no exame físico (manutenção de massa magra e de reservas energéticas), mais o diagnóstico/prognóstico e capacidade funcional alterada, usando instrumentos de triagem, é possível afirmar que esse indivíduo não se encontra em risco nutricional. Portanto, não será necessária a intervenção precoce.