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Um paciente de 17 anos de idade, com diabetes mellitus tipo 1 há 6 anos, em uso de esquema basal-bolus com contagem de carboidratos, buscou atendimento devido a episódios recentes de cetonemia leve pela manhã e grande variabilidade glicêmica. Referiu ter iniciado, por conta própria, uma dieta cetogênica (<10% carboidratos/dia) para “melhorar o controle do açúcar”. Os exames revelaram: glicemia de jejum 86 mg/dL, HbA1c 8,2%, cetonas 1,2 mmol/L. O adolescente negou hipoglicemias graves.
Nesse caso, considerando-se o manejo nutricional do DM1 segundo a ADA (2024) e as diretrizes da SBD, qual é a conduta mais adequada?
Manter a dieta cetogênica, pois níveis baixos de carboidratos reduzem a necessidade de insulina e melhoram o controle glicêmico em todos os pacientes com DM1.
Interromper a dieta cetogênica, readequar a ingestão de carboidratos para níveis seguros, ajustar doses de insulina e reforçar educação em contagem de carboidratos e prevenção de cetoacidose.
Substituir a insulina basal por análogos ultrarrápidos para evitar hipoglicemia durante a dieta cetogênica.
Aumentar o aporte proteico para 2 g/kg/dia a fim de compensar a falta de carboidrato e evitar catabolismo muscular.