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Em um acompanhamento nutricional de um estudante universitário com histórico de perda ponderal involuntária e sinais de depleção de massa magra, o profissional utiliza o Consenso GLIM (Global Leadership Initiative on Malnutrition) para a padronização do diagnóstico. De acordo com as diretrizes da BRASPEN (Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral), a estrutura diagnóstica do GLIM exige a combinação de critérios que avaliam tanto as manifestações biológicas quanto os fatores causais. Para fechar o diagnóstico de desnutrição, é necessário combinar:
Pelo menos dois critérios fenotípicos distintos (como baixo Índice de Massa Corporal e perda de peso superior a 5% em 6 meses), independentemente da identificação de fatores etiológicos ou da presença de carga inflamatória sistêmica.
A confirmação de três critérios etiológicos simultâneos (baixa ingestão proteico-calórica, má-absorção gastrointestinal e inflamação de baixo grau), sendo a avaliação antropométrica (fenótipo) considerada apenas um dado complementar e não obrigatório para o diagnóstico final.
Exclusivamente a identificação de redução da massa muscular por métodos validados (como a bioimpedância elétrica ou circunferência da panturrilha), desde que o paciente apresente um IMC inferior a 18,5 kg/m² para adultos jovens, conforme os critérios de gravidade do GLIM.
No mínimo um critério fenotípico (perda de peso involuntária, baixo IMC ou redução da massa muscular) associado a pelo menos um critério etiológico (redução da ingestão/assimilação alimentar ou presença de inflamação/doença aguda ou crônica).